segunda-feira, 17 de julho de 2017

Alinhavo sobre o joelho


“Podemos hoje trabalhar, passear, beber um copo com amigos ou desfrutar de uma casa de campo em Chernobyl. A explosão da central teve terríveis consequências humanas, ecológicas mas também económicas para a Ucrânia. Em 2011, o presidente ucraniano Viktor Yanukovich declarou querer reatar a atividade agrícola na área irradiada, mesmo no interior da zona proibida. A área abandonada tem a dimensão de um país como Luxemburgo. Além disso, as Nações Unidas lançaram um plano de desenvolvimento e reabilitação para as áreas afetadas de Chernobyl. Foi dado um novo passo. Por isso, talvez tenhamos em breve produtos irradiados de Chernobyl na nossa cadeia alimentar”


Nota : A propósito de um documentário transmitido na TV.

domingo, 16 de julho de 2017

Alinhavo sobre o joelho


          "Assalto a Tancos encenado? Vontade de destruir Governo é muito forte" 


Quer saber mais? Leia a entrevista de Vasco Lourenço ! Talvez sim, talvez não! Este país revela-se um imenso imbróglio. Ninguém quer dialogar verdadeiramente, a cor partidária é sinónimo de desentendimentos constantes, lembra-me um jogo de futebol, todos disputam a bola e mesmo sem razão querem marcar golo! Enfim! 
PN

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Alinhavo sobre o joelho





“ …É preciso olhar para isto com muita calma, sem emoções e se olharmos para isto sem emoções, se calhar tiramos duas conclusões muito aborrecidas e uma é, que desde os últimos 40 anos, depois do 25 de Abril, todos os anos há uma zona eleita especialmente para ser martirizada e já foi desde o Algarve, a Viana do Castelo, passando pela Madeira. Para além dos fogos que acontecem aqui e ali.. Isto não quer dizer nada, quer dizer só isto. Era bom que isto fosse estudado por quem sabe destas coisas. A 2ª questão, é que é óbvio que há falhas aqui, diversas. Mas uma delas é objectivamente o SIRESP, custou-nos uma fortuna, o sistema de comunicações do estado, que faz com que seja possível veicular comunicações que não pode falhar quando falham os outros. E, portanto dizermos, que falharam telecomunicações, é normal, arderam as antenas, isso é iniciativa privada. O estado não se pode dar ao luxo de ter antenas que sejam facilmente perecíveis ao fogo, quando as planta na floresta. Isto é o mesmo que o estado fazer um orçamento de estado, a contar com as multas que vai passar, o orçamento de estado é feito,e parte do principio que é um país de  incumpridores… e quando não há maneira de as arranjar, arranja maneira de as passar. Aqui é a mesma coisa, onde há floresta, pode haver fogo…e se pode haver fogo, as antenas do SIRESP, não podem ser vulneráveis , não podem! provavelmente por isto e por outros motivos é que o Sro primeiro ministro fez um despacho a querer saber três coisas objectivamente; e alguém vai ter de lhe responder; e espera-se que ninguém engane o senhor. O primeiro ministro quer saber; O que é que aconteceu, quer um relatório a sério sobre o SIRESP, isto é; como é que o SIRESP foi a baixo? como é que ficou inoperacional?  quem inventou as antenas? onde as puseram? são feitas de quê? de madeira, nós vivemos num país que tem a mania que é avançado, tem a mania que tem muita tecnologia, etc, até para vender ao mundo inteiro mas é um país em que os fios de telefone estão pendurados num pau de madeira a meio da floresta! Provavelmente o Sro primeiro  ministro quer saber se as antenas do SIRESP são de madeira? são de cartão? são de papelão? E porque as meteram nesses materiais a meio da floresta? Também quer saber objectivamente o que é que aconteceu na estrada da morte? Na nacional 236 para dar origem à morte anunciada de 47 pessoas! Os números não são anunciados por nós, limitamo-nos a ouvir, parece que morreram, parece …já digo, parece! Porque estive lá, eram 30, logo a seguir eram  47… mas o que é que o senhor primeiro ministro quer saber? De que maneira é que as pessoas da EN 236 morreram?  Morreram como? Foi o fumo? Foi um túnel de fogo? Como foram lá parar? Já ouvi algumas vozes explicarem como é que as pessoas  foram lá parar; foram indicadas por  alguém mas se esse alguém não tinha as comunicações atualizadas…?O Srº primeiro ministro também quer saber um parecer especializado e isto é, uma nota que ontem falávamos com o ministro da administração interna, um parecer  científico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera para explicar o que é uma trovoada seca. Se houve uma trovoada seca só em Pedrógão ou se as trovoadas secas em Pedrógão são especiais, porque houve trovoadas secas no país!...porque é que nuns sítios pegou e noutros não!... “



O Jornalista esteve no terreno

Já muito foi dito, escrito, debatido, aguardamos esclarecimentos que nos ajudem a entender o que verdadeiramente se passou! Se é que alguma vez vamos saber toda a verdade!
Ouço com alguma frequência a palavra “ NORMALIDADE”. Para quem perdeu tudo; Família, Amigos, Bens, Animais, etc. Nestas condições algum dia serão capazes de regressar ao normal. Alguns, até pela idade … Como? Também ouço, “Agora é caminhar para a frente” … COMO?! E o LUTO??? Ninguém pensa no luto?! A palavra LUTO! Que pode levar anos! Depende da mossa que a tragédia provocou! Venham os auxílios, para pelo menos, ajudar a atenuar os efeitos colaterais deste terrível pesadelo! 

PN
    A questão do problema geral dos fogos florestais já foi abordada há longos anos, mas o problema persiste!
Por exemplo, o artigo "Os incêndios e a desertificação do Portugal florestal", por Jorge Paiva, de que já falei no meu blog, foi escrito há 11 anos!
O autor disse, e bem, que a delapidação técnica e funcional dos Serviços Florestais (antigamente, os incêndios florestais eram quase sempre apagados logo no início e apenas pelo pessoal e tecnologia dos Serviços Florestais), não foi seguida pela conveniente profissionalização e apetrechamento dos bombeiros, melhor adaptados a incêndios urbanos.
E , já então alertava, se os nossos governantes continuarem, teimosamente, a não querer ver claramente o que está a acontecer, caminharemos rapidamente para um amplo deserto montanhoso, com a planície, os vales e o litoral transformados num imenso acacial, tal como já acontece em vastas áreas de Portugal.

Sinceramente, concordo que importa tomar medidas urgentes, mas, por enquanto, sinto que há pessoas a sofrer com os incêndios, cujo socorro imediato é prioritário, e por isso as atenções devem estar viradas para aí. Creio que nesta parte, as coisas estão razoavelmente encaminhadas.
A seguir, é imperioso pensar nas melhores hipóteses para atacar os previsíveis males que ainda este ano podem repetir-se!

O Siresp é uma tristeza: os seus responsáveis já disseram que o sistema deu a resposta possível e adequada às circunstâncias, quando o registo da denominada "caixa negra" diz o contrário: uma anedota!

Petrus Monte Real 
(Publico pela pertinência do comentário!)

sábado, 17 de junho de 2017

Alinhavo sobre o joelho



As gaivotas ziguezagueiam sob uma abóbada alta, volteiam-se aladas em pontos brancos e cinzas…
Quando os nossos olhos descem, decifram curiosos a construção erigida sobre o monte.
Uma capela, ali, solitária, suspensa, numa onda alterosa, coberta de verde manto; verde mocidade, espevitado, pujante.
Depressa, aquele lugar, atiça o meu interesse. Lá em baixo, no sopé da montanha, no vale, gargalo apertado, raras habitações dispersas. Por aqui, há vestígios, resquícios de ruínas, de rochas estéreis, e, ainda assim, por entre as fendas e aberturas, refila alguma vegetação exuberante, copiosa; É o prodígio da vida.
“ A senhora perdeu-se?”
“Não, estou a apreciar a paisagem.”
“ Ah, sim?! Já avistou a capelinha no alto daquele monte?”
“ Já”
“Mais logo haverá uma procissão, começa lá em baixo, sobe até lá acima, por aquele carreiro e depois da Celebração, voltamos a descer até à praia, os barcos esperam-nos, navegamos rente à costa e depositamos flores no mar.”
“ Celebram o quê?”
“O Senhor dos Milagres, a vida, minha senhora, e não se pasme; é fúria de viver!”
“Fúria de viver?”
“Sim, senhora, fúria de viver, esta terra admirável é nossa, herdada dos nossos antepassados, como tem uma bela vista e boa situação geográfica, querem-nos daqui para fora, para quê? Construir hotéis e outras infra-estruturas… julgam que podem tomar conta do que é nosso…”
“ Compreendo a vossa indignação”
“Então, fique por cá, seja testemunha da linda procissão que aqui se faz, eu sou um dos transportam o andor, tenho de ir, se quiser subir connosco…”
“ Subir? Não sei, parece-me demasiado íngreme e sinuoso”
“ Não tenha medo, de qualquer forma, o convite está feito, vai gostar! Boa tarde”
“Boa tarde”
O sol farto, o mar ali mesmo; frente aos meus olhos… a terra lateja, o meu coração goteja …

PN

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Alinhavo sobre o joelho



Terrorismo? Não sentir medo?! Não mostrar insegurança?! Como? Impossível! Quem envia armas para a Arábia Saudita? França e EUA ?! Combater estes grupos? Como? Começa por aí mesmo. Cortar definitivamente o comércio de armas . Ou vamos continuar a apanhar sustos valentes!Mortes e mais mortes, feridos, gente assustada, confusa e desorientada ! Façamos uma MARCHA, como aquela pelo Charlie Hebdo! Todos Unidos pela mesma Causa! É inaceitável que países atacados, voltem a ajudar os terroristas para que repitam as mesmas barbáries. É o mesmo que vender a chave da sua própria casa a um estranho perigoso!  
PN
Ilustração  do cartunista   Vasco Gargalo

sábado, 27 de maio de 2017

“Salete do céu”



Foto :NET

A chave roda na fechadura. A porta abre-se:
- Salete, minha querida Salete!
- A recém chegada baixa-se e toma o rosto da velha senhora nas mãos:
- Bom dia, D.Teresa, com paz e alegria!
Abraçam-se, Salete senta-se a seu lado e pergunta-lhe pela noite, pelo sono e depois lá ficam ambas a conferenciar, numa lógica que só as duas sabem decifrar; sorrisos, risos, gargalhadas; imensa cumplicidade.
A mais jovem levanta-se calmamente e vai preparar o banho da idosa senhora. Lá dentro, tudo igual; conversas muito divertidas.
Após o pequeno almoço, a senhora pede:
- Salete, leve-me lá fora se faz favor!
- Com certeza D. Teresa! Segure o meu braço!
Cá fora, o dia esplendoroso, o casario estendido, não rouba a visão ao cais, como pano de fundo, barcos, navios, céu e mar… a senhora idosa aperta a mão da mais jovem. Entreolham-se com extremosa simpatia:
- Nunca me deixe, Salete! Se me deixa, eu morro!
- Jamais vou abandoná-la!  é uma mãe para mim! Não se fala em morrer, diante desta beleza toda, concentre-se  na vida!
- Tem razão! a Salete é como uma filha para mim. Uma filha dedicada! Vamos regar as minhas flores?
- Com certeza, eu ajudo! - assim é, um bocadinho de água dentro do regador, Teresa vai matando a sede às rosas e azáleas que tanto estima. No fim, satisfeita da tarefa cumprida, entrega o regador nas mãos da outra mulher, que vai imediatamente colocá-lo no sítio habitual; enfrentam-se e entrelaçam-se novamente por entre risos engraçados.
- Linda manhã de sol! Rica coisa. - ergue o rosto ainda formoso, apesar da idade avançada e exclama com vivacidade: - Salete do céu!
A outra não se contém e remata, muito efusiva:
- Só a D. Teresa para me fazer rir!
De mão dada, numa dedicação amorosa, muito lentamente, entram as duas dentro de casa.

PN

sábado, 13 de maio de 2017

Alinhavo sobre o joelho






O homem de branco
 
Francisco, é o peregrino da Humildade, de Esperança, da Paz, do Amor, da Verdade, etc. 
Revela um grande apreço por aqueles que são os estigmatizados ou excluídos da sociedade; os pobres, os desempregados, os abandonados, os marginalizados, os presos, os perseguidos, os doentes…

É polémico nas intervenções ao seio da igreja; 
inovador, carismático, revolucionário, compreensivo, tolerante, inteligente …

Francisco é o homem das multidões! 



A minha admiração 
PN 
 Fotos: NET