segunda-feira, 9 de junho de 2008

Pai

Sou um pássaro ansiando voar para os confins
um grito perdido na lonjura da noite
um raio de sol escondido atrás da colina assombrada
uma manhã escura de Outono
uma alma mergulhada no silêncio ruidoso do meio-dia
a incerteza constante
Pai, dá-me um pouco dessa luz
para seguir a minha estrada
Meu sofrimento atroz goteja
orvalho cristalino
Não permitas que viva nesta angústia
Pai,que eu finde em lugar do prisioneiro inocente.

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2 comentários:

Fernanda disse...

É importante termos alguém que personifique a força da nossa protecção,...mesmo que nem sempre seja real, seja apenas um estéreotipo da imagem masculina.

O meu Pai, é a minha protecção...tenho medo de o perder,... sabes. É ele, que sempre me mostra a luz ao fundo do túnel.

O2 disse...

Perder a minha mãe foi muito mau, perder o meu pai foi perder tudo, de tal modo que já se passaram 4 anos e ainda n consigo falar muito bem sobre o assunto. Aos poucos lá me vou sentido mais forte, há força do não ser, do ter que ser.