quinta-feira, 3 de julho de 2008

Disseram-me

Que o diabo anda à solta nas ruas

após o pacto com o xerife

os cavalos atiram fogo pelas narinas

e lá no horizonte brincam duas luas



O xerife conduziu o diabo a casa

à meia noite escaparam os amantes

traído,
feriu a asa do diabo que relinchou de olhos delirantes




O maldito diabo usurpou a mulher do xerife

e prendeu-a nas brasas da loucura

ela nua exibe as belas mamas

e o xerife na terra lamenta a sua brandura

17 Set de 90

Publicado

2 comentários:

Fernanda disse...

O que noto sempre nos teus poemas, é uma certa dureza no sentir...uma certa mágoa e dor por algo que nunca se chega a concretizar.
Há quase sempre uma relação tormentosa entre o inicio e o fim.

Ou será que é mesmo assim, os designios dos poetas...lolol

O2 disse...

N sei se rio se choro, vou ali pensar no assunto, isto dava um filme!

:)

Eu diria mesmo, se me permites(!), escreves-te o texto depois de te deleitares com um filme de cowboys!

:)

Beijo bem disposto já!