quinta-feira, 24 de julho de 2008

O bêbedozinho

Lá foi o velhotinho montado no burreco
A trote lento__________ encarrilou
pela ruela mais antigaaaaaa da aldeia
Ia atirando cantigas ao ventoooooooo...

A pequenada chegouuuuuuuuuuuuu
Choveram-lhe pedrinhas na cabeçorra ...
ele estacou mesmo muito brigão
mas deu um grande trambolhão!!!

Os punhos cerrados...
socou o chão
demasiado zangão
massajou o dedão

Ofegante apoiou-se ao paredão
A bocarra expeliu uma fumaça
A miudagem fugiu assustada

O velhotinho macambúzio
ajeitou o casacão
e montou o burreco num repelão

E de novo a trote...
animou os olhitos azeviche
guiando o bichinho
para a mercearia da aldeia

Pediu o costume...
com intensa satisfação
Emborcou o copinho
saboreando o doce vinhinho!

Limpou a bocarra na manga do casacão
Entretanto, atirou umas moeditas
p'ra cima do balção

Estendeu o copito e quis mais um
depois mais outro...
ainda ..........outro

Um tanto alegrete
apanhou um mosquitinho
e afogou-o dentro do copinho!

Publicado

4 comentários:

Fernanda disse...

Este poema...está querido.
Ingénuo, divertido e sereno...

Gostei

Parabéns

Verónica disse...

Nem sempre calha!Lol
Muchas gracias

Parapeito disse...

porque a poesia tambem deve fazer rir :))
só lamento..o pobre do mosquitinho:))
o fim de semana está no fim...boa semana de trabalho
**

Verónica disse...

Concordo contigo,a poesia não traduz só o universo pesado de quem escreve mas igualmente a alegria.LOl até eu senti pena do mosquitinho!Lol
beijinhos e boa semana de trabalho ou de repouso!