terça-feira, 8 de julho de 2008

Poema ao desencanto

Uma Primavera estremece
o Inverno seu corpo acarinha.
Longínqua permanece a infância no berço
Numa oração terna de avozinha

O sentimento jamais se perde
percorre meu peito um rio
na pele fervilha odor a verde
Meu rosto aguarda beijo macio

Grandes amarguras têm fim?
A viagem não vai terminar
Compreender o que existe dentro de mim
É tarefa pungente para continuar.

Já publicado

5 comentários:

Fernanda disse...

Parece me mais...um encanto.
Há uma ternura pelo passado,...um desejo no presente e uma esperança no futuro...lol

Um doce este poema...lol

mundo azul disse...

"...compreender o que existe dentro de mim..." Uma das tarefas mais difíceis que existem!
Belo e reflexivo o seu poema...
Beijos de luz!!!

Verónica disse...

Agradeço a ambas o tempo despendido! Bem ajam !

Paradoxos disse...

um poema de alta gama poética, sem dúvida!!

edu

Verónica disse...

Edu, há muita coisa de alta gama! Os meus poemas são meros fragmentos de alguém que é uma eterna aprendiz.