terça-feira, 19 de agosto de 2008

O Passado

Eu fiquei como louca,
quando a verdade se adivinhava.
Com ambas as mãos apertei a boca,
mas a ferida sangrava.

Quem compreendeu este sofrer que fale
e diga a toda a gente o quanto sonhei.
A vida só por si vale
tanto mais quanto a disfrutarei

Tudo faz parte da criação:
rectas e curvas onduladas...com perfeição.
Se eu pudesse esquecer as manhãs caladas,

As rosas de um caminho desfloradas!...
Tempo que eu perdi divagando debruçada!
Como o "espanta pardais" não fazia nada!

Publicado

7 comentários:

Smile disse...

Lindo poema.
Por vezes já me senti assim .. como o "espanta pardais" não fazia nada; sem reacção... de tão parva que fiquei!
Bjs

Fernanda disse...

Tão bonito, este poema.

Todos, passamos,... cedo ou tarde, por viver sonhos desfeitos.

O que não significa, que não tenha valido a pena.
Faz parte da nossa vida.

Gostei.

Verónica disse...

Um sorriso para a smile e outro para a Fernanda!
Tudo vale a pena, mesmo ficar como o tal espanta pardais, sem acção.Entramos neste estado e depois libertamo-nos dele.Só se liberta quem esteve preso a qualquer coisa interior ou exterior a si.
Beijos

OUTONO disse...

Gostei de te ler...

Gostei desta análise...quase que te ouvi declamar...

Beijo.

Verónica disse...

outono,eu gosto de declamar mas faço-o em privado.
Beijo

Parapeito disse...

...Pemsei que ias dizer que gostavas de declamar no chuveiro :))

Gostei ...e como dizia Pessoa : Tudo vale a pena quando a alma não é pequena

****

Verónica disse...

Lol.Não,no chuveiro não!