quinta-feira, 16 de julho de 2009

Terminus

Não há nada que eu possa dizer

Para escutares meu pensamento

Meu coração esconde sem saber
Um doloroso e triste sentimento

'

Abro as portas do esquecimento

nego recodações amigas

Esforço-me por estrangular o tormento

Do fundo emergem imagens antigas

'

Resto-me gelada e nua no leito

Arrancando a mágoa dura do peito

e numa derradeira certeza

'

sob o signo da ficção ouço teus passos

e assim deixo morrer a sede em teus braços

Noite finda, madrugada acende o sol com subtil leveza

Publicado em 96

6 comentários:

O2 disse...

As lagrimas do fim são inevitaveis... sabes o importante? È viver!

Abraço sentido

Pedrasnuas disse...

TUDO ACABA,TUDO MORRE E TUDO RENASCE DE OUTRA FORMA...

ABRAÇO SENTIDO

Nilson Barcelli disse...

Já escrevias bem em 96...
O fim é inevitável para muitas das nossas coisas. Mas, da sua morte, renascerão outras coisas que, se forem bem tratadas, podem ser ainda mais belas.
Querida amiga, boa semana.
Beijo.

as velas ardem ate ao fim disse...

Esta frase é perfeita:
O presente é a grande folha onde escrevemos.
José Luís Peixoto


um bjo

Simplesmente Amor disse...

Seja em que tempo for...
Que sobreviva dentro de nós o amor!
Que nos impulsione...
E estanque no peito a dor que por ventura ainda nos fere.

Beijo carinhoso com encanto e admiração!

Parapeito disse...

:)
Tem de ser assim nina...
Porquê...sei lá
UM abraço grandeee**********