Descansa em seu espaldar precioso
a mão fina de plumas cintilantes
Bela, fogosa...
a vaidade exibe as pedras mais graciosas...
'
Desta forma, a deliciosa senhora
provoca um enorme prazer
nos incautos jovens que a desejam ter
'
É noite, lua cheia, o céu estende-se de glória
No inferno Satã chifrudo grita vitória
'
Os bonitões inclinados sobre o majestoso véu
recordam as festas passadas
....
O calor dos tesões
O viço das orgias
A força dos orgasmos
E das posições....
'
A vaidade é opulenta
mas ostenta certa mágoa...
falta-lhe a conquista que o peito abrasa....
'
É noite, lua cheia, o céu estende-se de glória
No inferno, satã chifrudo mira-se ao espelho...
e tem uma ideia sem demora...
'
Levado pelo entusiasmo...
enverga uma armadura cintilante
ousa descer ao salão nobre do pecado
e sussurrar ao ouvido da vaidade
muitos galanteios ...
o seu amor chamejante...
'
O sol fulgurante inveja
a figura deslumbrante e tinasda de Satã.
Mais brilhante que a sua
mais pujante que a lua
'
No auge da sedução,Satã matreiro
arranca à sua guitarra
os mais estranhos acordes...
os mais embevecidos
loucos, roucos
dignos de um apaixonado guerreiro...
'
Os olhos penetram a seda
das varetas
do leque plumoso
E canta numa voz de mil matizes
num riso fascinante e libidinoso
'
Os cabelos compridos aos caracóis
escuros e sedosos
o olhar claro e malicioso...
'
A vaidade totalmente rendida
escorrega nos meandros
da sua majestade que a toma como perdida
'
Certo é que, a um toque de Satã
sente a senhora um estranho ardor...
Ofegante e aflita com o súbito calor
solicita rapidamente um objecto para se ver...
'
Satã o seu espelho entrega...
desvairada, a senhora estremece e não quer crer....
ao descobrir um rosto medonho
Desconhecido
fenecido
deformado
uma fera
um animal?!
'
Satã , abjecto e asqueroso, retira-se nas sombras
os jovens que se tinham apartado
vêm agora secar-lhe as lágrimas
com piedosas mentiras
e apaziguar a sua aflição
'
A vaidade desesperada ordena que trocem de satã:
as gargalhadas saltam à rua
e todos se riem
cantam
bailam
festejam
a terrível maldição
Satã ...perde o espelho
o feitiço quebrou
para mal do seu coração...
'
Em altos brados, a vaidade grita por ele...
Pede-lhe com ternura que lhe devolva
o que mais amou...
'
Os jovens galanteadores abandonam
o salão da beleza promíscua
Ali finou-se o vício da devoção
'
Resta uma certeza
prostrada a vaidade perde o seu falso idílio
e chora naquele que será o seu exílio
'
É noite, lua cheia, o céu estende-se de glória
No inferno Satã chifrudo fica
mudo e sem vitória
Acho este poema extraordinario.
ResponderEliminarSaudações
Fui lendo sem conseguir respirar!
ResponderEliminarFazer das palavras tão límpidas imagens é um dom, uma arte!!!!
(e que os dois tenham aprendido a lição!)
Beijo
Adorei!
ResponderEliminarFoi o poema mais lindo que li. Beijinhos
ResponderEliminarHá tanto tempo que não te lia tanto e..tão bem.
ResponderEliminarLinda esta história!
A vitória do amor:-)
No senso comum
ResponderEliminarBela historia
Que ELES tenham aprendido algo,
mas correu me uma duvida...
não percebi amor como vitoria
falavas de amor?!
Pois jurava ser só um desejo fugaz
Pela vaidade
do poder da conquista puramente, pois o amor esta aquém destes sentimentos
Bjs
adorei seu carinho,eu venho aqui e fico encantada....e viva o amor
ResponderEliminarotima quinta-feira.....
bjos.
Que coisa mais louca!
ResponderEliminarLindo!
Beijos!
o poema está verdadeiramente belo , adorei ! *
ResponderEliminar:)
ResponderEliminarnão fiques vaidosa....
Adoriii este Satã e a Vaidade...
consigo imaginar o prazer que te deu escrever algo tao...expectacular
(tentei nao ser ruim)
consegui??
Abraço*****
Gostei, sim,...ao lê-lo imaginei um filme, cheio de sentido erótico, misterioso e perverso...
ResponderEliminarFez-me lembrar o filme de Olhos Abertos com o Tom Cruise e a Nicole Kidman...não sei porquê, talvez, pela envolvência e pelo mistério de exprimentar as fragilidades e vulnerabilidades humanas no que respeita ao Amor.
Gosto do que escreves..:)
Beijo e bom fim de semana