quarta-feira, 3 de março de 2010

Manhã submersa em silêncio


Ave que desliza
Nua no céu
Penedo mudo
Submisso ao véu
.
Mastro erguido
Pena que bóia
Peito sentido
Vento aturdido
.
Água estagnada
Passiva …regrada
Olhos sedentos
Maresia enamorada
.
Frio da manhã
Chamo por ti…
Toalha de linho
Bordada sem fim
.
Grito sem voz
Gemido sem cor
Dor atroz
Assobio de pastor

11 comentários:

Tatiana disse...

Belíssima participação!
Sua poesia é tocante!

Um abraço carinhoso

Brown Eyes disse...

Mais um poema lindo, Uma óptima participação em que a natureza está em silêncio.
Beijinhos

Lala disse...

às vezes acordamos e é isso mesmo que ouvimos...

Gostei.

Beijinho**

Gingerbread Girl disse...

Bonito jogo de palavras. ;)


*

Ana disse...

Como sempre, lindo!!!
Bj para a madeirense preferida!

Ana Oliveira disse...

Um beijo

pelas palavras sempre emocionantes.

Ana

Angela Reis (Luna) disse...

Belíssimo poema! Fez-me viajar em cada verso em estado de contemplação da natureza! É muito bom o que nos proporciona! =*

Obrigada por tua presença, pelo carinho da tua amizade, por segurar a minha mão.

Jesus te abençõe!

Um grande beijo em seu coração! =*****

VANUZA PANTALEÃO disse...

Que perfeição!
Versos bordados com suavidade e lirismo nessa manhã, nesse silêncio submerso em todos os silêncios...
Sorriso de Paz, amiga!!!

JPD disse...

Na Fábrica não vai ser esquecida a tua participação.
Tenho a certeza disso.

Saudações

Catsone disse...

Suave, sucinto e ritmado...
*

Braulio Pereira disse...

que delicia de poema

beijo ternura!!