quarta-feira, 3 de março de 2010

Manhã submersa em silêncio


Ave que desliza
Nua no céu
Penedo mudo
Submisso ao véu
.
Mastro erguido
Pena que bóia
Peito sentido
Vento aturdido
.
Água estagnada
Passiva …regrada
Olhos sedentos
Maresia enamorada
.
Frio da manhã
Chamo por ti…
Toalha de linho
Bordada sem fim
.
Grito sem voz
Gemido sem cor
Dor atroz
Assobio de pastor

11 comentários:

  1. Belíssima participação!
    Sua poesia é tocante!

    Um abraço carinhoso

    ResponderEliminar
  2. Mais um poema lindo, Uma óptima participação em que a natureza está em silêncio.
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  3. às vezes acordamos e é isso mesmo que ouvimos...

    Gostei.

    Beijinho**

    ResponderEliminar
  4. Como sempre, lindo!!!
    Bj para a madeirense preferida!

    ResponderEliminar
  5. Um beijo

    pelas palavras sempre emocionantes.

    Ana

    ResponderEliminar
  6. Belíssimo poema! Fez-me viajar em cada verso em estado de contemplação da natureza! É muito bom o que nos proporciona! =*

    Obrigada por tua presença, pelo carinho da tua amizade, por segurar a minha mão.

    Jesus te abençõe!

    Um grande beijo em seu coração! =*****

    ResponderEliminar
  7. Que perfeição!
    Versos bordados com suavidade e lirismo nessa manhã, nesse silêncio submerso em todos os silêncios...
    Sorriso de Paz, amiga!!!

    ResponderEliminar
  8. Na Fábrica não vai ser esquecida a tua participação.
    Tenho a certeza disso.

    Saudações

    ResponderEliminar