segunda-feira, 8 de março de 2010

Faça-se silêncio



O pano acende
O palco sobe
As luzes pagam
Os pássaros sorridentes
sobem às alturas….
Há voos …
Acrobáticos:
Rasantes
Triplos
Rotativos
Giratórios
Verticais
Horizontais
Oblíquos
Palhaços Cambaleantes…dançantes
A respiração suspende…
Os olhos vidrados
Seguem os movimentos
Hilariantes
Os tropeções ondulantes
Os saltos gigantes
Mortais…
O palco desce
O pano apaga
Os pássaros travam a bebedeira...
Curvam-se numa vénia
Desmedida…
O silêncio desfaz a chuva de palmas…

8 comentários:

ADiniz disse...

Na coxia
Toda gente é meio pássaro
Todo pássaro é meio palhaço
Porem
nem toda lona é circo
Mas todo o circo
há palhaço,
pra distrair o cansaço
da ribalta que é a vida.

Vie au cirque
Vie à toi
Rochesnues
Bjinhos

direitinho disse...

Lindo este poema.
Teatro da vida e vida vivida em voos acrobáticos.
O silêncio que se curva em humilde bebedeira e os pássaros que regressam nos assobios das palmas.
Parabéns

Ana disse...

A vida de uma mulher é sempre uma secessão de voos, não é?
Bj para ti

Pedrasnuas disse...

ANA POR QUALQUER RAZÃO NÃO CONSIGO ENTRAR NO TEU BLOGUE...JÁ TENTEI E NÃO HÁ FORMA...

BJ

Braulio Pereira disse...

que maravilha.

no circo
da vida
sou palhaço


adoro este poema

beijos!!!

Lala disse...

vôos acrobáticos no circo da vida!
Gostei bastante deste poema!
beijinho**

Nilson Barcelli disse...

Chuva de palmas merece este teu poema.
Magnífico, querida amiga.
Um beijo triplo...

Tatiana disse...

Provavelmente nasce um novo dia!

Aproveite bastante o fim de semana!

Beijos com meu carinho