sexta-feira, 30 de abril de 2010

Poema da Tarde

O ocaso emerge________________lânguiiiiido
em passo_____________s de dança...subtil
Escorre..............
_________
Alquimia................
_________
Sabedoria......................
As tuas mãos já
cansadassssssssss
....já tão cansadasss
.................................
A obra.....ah....a tua obra
permanece interira____
Tem calma.....
O Inverno vem depois...Não tenhas pressa!
Não antecipes a hora derradeira
_______________________
Seis que ainda tens medo do escuro...
das trovoadas
da chuva
do vento
Sei que te escondes....
_____________________
De mim?
de ti?
Que te aconteceu Outono?
Estás mudado!!!
Não te reconheço...
Será que algum dia foste o homem que idealizei?
É o teu passado?! Grande embaraço...........
_______________________
Permanece o menino....
que antes de anoitecer
amortece a dor em argoladas de fumo
e em taças cheias de bebedeiras....
______________________________
Um sorriso amarelo...
nas veias injectas Esperança...
Queres chegar à última estação...
também eu Outono
também eu____________
E...Não partas sem mim
___________________________
Participação na blogagem colectiva :"Espaço aberto"

domingo, 25 de abril de 2010

O rouxinol

Voz rouca
boquinha vermelha
um hino
um pedido
um gemido:
-Vê, olha ...
escuta...quero cantar!!!
O rouxinol só pede atenção
a roseira brava não está atenta
anda muito atarefada...
ele afina...afina
Desesperado
IMPLORA
Cede-me uma fatia do teu tempo...por favor:
- Queria que me visses...que me aplaudisses...
que te orgulhasses de mim...
preciso tanto da tua aceitação!!!
A roseira Indisposta:
- Lamento rouxinol...não consigo te ouvir
porque sou triste
sou ácida
sou casada
sou mal amada ...
O tempo é culpado de toda esta amargura...
-O teu marido?!
Sim, o tempo ausente
o tempo perdido
o tempo frio
o tempo que deixou de o ser...
Por isso não me peças nada que eu não possa
prometer...
- Mas ...minha mãe a quem hei-de eu pedir?

sábado, 17 de abril de 2010

Teus olhos abismais...

Lanternas acesas
nuvens incendiadas
céu branco
de asas pretas.
Borboletas
presas sem fios de rendição...
ventos fugidos
atraiçoados
pelo lado Norte.
Nos teus olhos abismais
há teias escondidas
reflexos genuínos
em tudo semelhantes aos tais...
Claridades divinais
agressivas e infernais.
Nos teus olhos
nesses olhos verdes outonais
chovem
rios de lama
e muitas mulheres
passam na tua cama...
Há espinhos
ouriços venenosos.
Teus olhos de perdição...
minha falsa inspiração.
Poços fundos
de águas mortas
paradas...
Nesses olhos
não vejo o caminho.
Esses olhos abismais
ofuscam mistérios
que desejava desvendar...
Neles vejo
uma barquinha
a remar...a remar...
não sei se vai
não sei se volta
barquinha de um ladrão de almas
a navegar em alto mar.
Mas quero alcançar
Estico o braço
Numa aflição ...
Num inquietar
Aparentemente imóvel...
na outra margem
cansada de te esperar...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Momento Zen...




Voltei...e calmamente responderei a todos os que carinhosamente me comentaram. Tentarei não esquecer ninguém...e se isso se verificar, peço-vos que não me levem a mal...
COM A MESMA AMIZADE DE SEMPRE
UM FORTE ABRAÇO
Pedras nuas