sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A minha segunda experiência


Poesia de Delfim Dias

Não passei por aqui

Ó poetas parai!
Quebrai as canetas !
Deixem-se de filosofias baratas
que não passam de tretas
Perdoai-me o que já escrevi
Mas vale mais uma pequenina descoberta científica
Que todas as quadras que já li!
A minha caneta não parte!
A ciência não é o meu forte!
Se de nada perceber também é arte
Sou um homem de sorte.
Não pensem que ando à deriva no mundo
Por muito mudar de direcção
Correm diferentes caminhos as veias do meu corpo
Todas vão dar ao coração
Não me preocupa o ser original
Nem procuro o primeiro lugar
Quero ser uma "catana"
Na selva onde eu passar!

Voz de : Pedras Nuas

15 comentários:

Tatiana disse...

Uma voz doce e suave, com a entonação perfeita!

Beijos com imenso carinho e admiração

Luís Coelho disse...

Arrepiei-me nessa parte final

= Quero ser uma catana na selva onde eu passar ! =

Gostaria de ser a voz suave da brisa que nos afaga a pele.

Manuela Freitas disse...

Olá querida (não gosto de te chamar pedras!)
Cá vim à segunda experiência, gostei do poema e também da voz da declamadora: suave, pontuanda onde é necessário e sem sotaque! Sabes cá no Porto o problema é trocar-se os bs pelos vs e às vezes isso acontece-me. Não sei fazer essas habilidades no youtube, senão fazia. É muito agradável conhecer a voz das pessoas, eu aprecio a voz das pessoas, pela voz se dá muitos sinais de nós!
Bom fim-de-semana para ti,
beijinhos.
manú

ADiniz disse...

Interessante sua segunda experiência, fez lembrar cinema mudo, talvez pela rapidez da imagem..
Por falar em cinema mudo, a musica do Porto Alegrense Antonio Villeroy, realmente diz bem, por essa razão esta neste post intitulado Lagos do Céu na serie Espelho das Águas, pois os rios passam duas x no mesmo lugar por isso é preciso
“Um trato, uma entrega, uma doação
...
Um dissabor uma vitória uma confissão
Que nos faça acordar
É preciso mergulhar mais que mil pés
É preciso acertar a direção dos pés
É preciso alcançar outra estação
Mesmo com sono mesmo cansado solto como um cão
É preciso Atravessar lá fora
Um corredor um rio da história uma revolução
O caos de uma palavra nova, um sim e um não
Meias palavras não bastam
É preciso mergulhar...”

E sim, me homenagiei, sou quem mergulha e meias palavras... esgotam.

Grata por sua visita
Abraços carinhosamente Ana

Fernanda disse...

Gostei de ver!
E gostei da maneira como tu o interpretaste..:)
O video, está perfeito!
A tua imagem é fantástica, porque associa-se perfeitamente ás palavras e ao teor do poema, interiorizaste muito bem este poema e deste-lhe uma forma visual, muito própria.
Gostei muito!

És o máximo e surpreendes-me sempre..:))

Beijo

Mgomes - Santa Cruz disse...

Lindo poema parabens pela escolha e também pela tua linda voz.
Beijos
Santa Cruz

Ana Oliveira disse...

Pois gostei!!!

Veemência quanto baste e doçura onde se impunha.

Um beijo

rouxinol de Bernardim disse...

Catanas destas fazem falta nesta selva de capim enfurecido!
Deliciosa poesia... com alma, cortante como a espada... ou melhor... a catana!

JB disse...

Eu passei por aqui... e gostei!!!

Lindíssimo declamar, perfeito amar da poesia!

Beijinho

Angela Reis (Luna Luz) disse...

"Correm diferentes caminhos as veias do meu corpo
Todas vão dar ao coração
Não me preocupa o ser original
Nem procuro o primeiro lugar
Quero ser uma "catana"
Na selva onde eu passar!"

Um belo poema e ótima interpretação. Gosto da sua voz e da forma com que recita.

bjo no coração Pedras

Fê-blue bird disse...

Parabéns!
Tudo perfeito, o lindo poema e a declamação.
" Quero ser uma catana na selva onde eu passar !"
Esta parte final, ARREBATADORA!

Beijinhos e boa semana.

Nilson Barcelli disse...

Parabéns, sabes dizer poesia.
Também gostei do foto-vídeo...
Beijos, querida amiga.

AC disse...

Pedras,
Um poema incisivo, que se adequa perfeitamente àquilo que conheço da tua forma de estar e sentir.
A voz vai-se tornando cada vez mais familiar (agora quando olho para a tua imagem já a associo à voz) e, claro, esperam-se novos desempenhos.
É impossível não gostar do que fazes.

beijo :)

Marcos Campos disse...

Olá!
Gostei muito dessa nova experiência! Causa totalmente outro efeito, a voz do poeta...
Beijo!

Em@ disse...

Pedras, como fazes para não ter sotaque, heim?
Gostei da tua voz doce e disseste o poema como deve ser, tanto no ritmo como na pontuação.
beijo