segunda-feira, 11 de abril de 2011

Desprender-se …

Palavra nua
despida no cais
choro recolhido
dos tempos cavernais
Pedra que geme
em agonia
Pena escondida
na esquina da rua
Peito vazio
Poço fundo
Há uma voz que chama
Mas já não é a tua…

14 comentários:

Mz disse...

Nada do que pensamos ser nosso, não o é de verdade. O choro denuncia.

Bjs

Eva Gonçalves disse...

Bonito mas triste... asssocio ao quadro que publicaste no outro blogue... a dor escondida... beijo.

Sofá Amarelo disse...

Ainda assim há uma voz que chama e que despe as palavras no cais ...

AC disse...

Pedras,
Este dá para múltiplas interpretações, como eu gosto. Por ora fico-me pelo desajustamento, pelo ficar-se refém dum certo passado.
Talvez volte para novas pistas.

Beijo :)

JPD disse...

Eis uma sublimação esteticamente veemente sobre o que aconteceu no Funchal... Um bíblico aluvião, enfurecido que quase vencia a coragem e determinação humana.

Bjs, Pedrasnuas

Virgínia do Carmo disse...

Tão melódico e belo... de uma cadência deliciosa!

Beijinho enorme

Sonhadora disse...

Minha querida

A eterna solidão...um lamento velado...adorei e deixo um beijinho.

Sonhadora

Fê-blue bird disse...

Um lamento ou abandono, muito triste e sentido este teu poema desabafo!

beijinhos amiga!

Vanuza Pantaleão disse...

"Pedra escondida na esquina da rua..."
Esse verso já estremeceu meu coração.
Tão simples, limpo e profundo tal como no poço fundo.
Beijinhos!!!

Gilmar Morais disse...

Como bem disse "AC", em seu comentário acima, são permitidas múltiplas compreensões. Gosto de pensar a ideia do despojamento do que guardava o peito, lançado ao longe... E uma outra voz, que chega e chama, convidando a um outro recomeço, num outro sonho...

O que anunciou a poetisa nem sempre é permitido enxergar, todavia, é sempre permitido ampliar, reinventar outras tantas compreensões. E essa é a mágica!

Meu abraço!

José Sousa disse...

Bom dia Pedras!
Para além de pintares bem, tabém fazes bela poesia! Muito linda, adorei!

Um beijo

Cristina Fernandes disse...

Essa voz que chama, não será a que se transmuta em cada um de nós? - talvez...
Chris

Parapeito disse...

um poema como tu :)de várias compreensões...dorido...profundo... sensivel...pedras nuas...
Gostei
brisas doces*****

argumentonio disse...

se há voz, há esperança !

;_)))