sexta-feira, 29 de julho de 2011

Nada a dizer...

O tinteiro tombou…a tinta espalhou-se e bebeu o poema
no seu lugar apenas uma mancha escura…
Procurei-me no papel…nada...
Nada sobre  mim… 

sexta-feira, 22 de julho de 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

Quando eu morrer




Quero que fiquem contentes
Quero que se embebedem
Quero gargalhadas a ecoar nos meus ouvidos
Quero que  lancem foguetes
Quero que se riam e riam mais ainda
Mais do que antes
Quero que corram para a praia
Nus e tontos e loucos
Uns a cavalgar os outros…
Amem-se muito
Amem-se todos
Sou o rei! Viva o rei!
Ordeno que se divirtam!
E a minha última vontade
Nunca exigi nada…
Porque o nada é coisa nenhuma…
E durante a temporada
Que por cá andei
Nunca  acertei o meu passo ao vosso
E a minha vida foi aquilo
Que todos viram…
Pura diversão
Sem gastar mal
Um tostão…
Comprem-me
um smoking
Não peço mais nada
Por favor
Nada de rezas
Nada de lágrimas
Nada de missas
Nada de cânticos
Nada de terços
E que as portas do Inferno
Se abram para mim…
Não, para o céu não
Não quero santidades…
Antes o pecado
Rubro
Quente
Soberbo
Alegre
Antes queimado
Bem-humorado
Sempre… até à eternidade….
P.N.
( Inspirado na conversa que tive com o rapaz  da foto que é extremamente divertido)