quinta-feira, 5 de julho de 2012

Principio do fim




...Que dizer-te? Não encontro nenhuma palavra...
nem certa, nem errada...apenas este desconsolo 
um imenso desconsolo...
e o peso do madeiro 
a naufragar em mim...
agulhas ferruginosas 
tortas ...como eu
não me sustento de pé
bamboleio...periclitante...
O que fui e o que sou?
Em que me tornei...?
Uma amálgama de ossos oxidados
e a minha boca?
sabe a seco... 
língua desarticulada 
num quarto estranho
tão perto da morte...
Que dizer-te? Não sei...não sei ...
Amanhã vem mais cedo e leva-me contigo!

P.N.

9 comentários:

Mz disse...

Assim é dificil encontrar a palavra certa...

Bj*

AC disse...

Um caminhante de duras etapas, impregnado do pó do caminho, não é grande quadro para um mero observador. Ele apenas vê o que vê. Para o caminhante, contudo, o pó faz parte da sua aprendizagem, o bordão recorda-lhe mil e um passos...

Beijo :)

Tatuagem disse...

Desespero!

bonito

Beijos

MA FERREIRA disse...

Oi Pedras...

Esta com saudades de voce!
Seu poema dolorido e lindo..amei!!

bjs

Sonhadora disse...

Minha querida

Fiquei sem palavras,perante este grito silencioso que fez eco na minha alma numa viagem por dentro de tantos corpos que se esqueceram de morrer...de tantas vidas vagando entre o sono e o pesadelo e esperando talvez por um sonho breve...uma gota de água com que saciem a sede de amor...a fome de infinito.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

L.S. disse...

Perfeito...
Ob.

Petrus Monte Real disse...

Pedras,

A imagem diz tudo.
E as palavras?
Dizem-nos tanto!
Tocam-nos,
andam à volta da noção de finitude!
E não é verdade que todos os dias somos obrigados a enfrentar o termo de algo que nos acontece?
Resta-nos a esperança e o apelo final que remata o poema.
Muito belo.
Um beijo
Bom fim de semana

CR disse...

Belíssimo pedaço de vida, Pedras.
Beijo.

Alice disse...

Na vida carrego apenas uma certeza, a morte. Não consegui deixar de imaginá-la ao pé da cama daquele que com olhos suplicantes lhe pede para ir junto...e com essa única certeza, vivo cada dia como se fosse o último, sem medo de me arrepender do que fiz, tentando não me arrepender do que deixei de fazer...viajei errado?