sábado, 8 de setembro de 2012

Pleno Agosto


Chove … o para-brisas
pestaneja
uma dor de cão …intensa
esbraveja
O mar é imenso
Sem caravela , sem glória
Nu, despido …avança sozinho
Tarde adentro
O aguaceiro aperta o passo
As pupilas correm
céu fora…
O firmamento é denso
Escuro
Desbotado
Sem futuro…
Sem resposta
A dor estende-se
Estica-se
Devasta …
Apetece ser mau…
Ser cru
Bater no cimento
Dar murros
Furar a parede
Ir rio abaixo
e....
perder o  medo.
PN 

7 comentários:

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida
O tempo passará sempre, mesmo que o corpo morra, ele continuará depois de nós...no fim do fim ele existirá e de nós apenas restará o silêncio.
Como sempre saio daqui silenciosa e curvando-me às tuas palavras.

Um beijinho com carinho e admiração
Sonhadora

Sissym disse...

Estava com saudades e fiquei feliz em Pleno Setembro lhe rever!

Deixe para Agosto, os ditos deste seu poema, porque agora são flores!

Beijos

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida

Hoje passando para te oferecer o meu selinho de 3 anos de blogue,uma fatia de bolo e uma taça de champanhe e agradecer o vosso carinho que foi o que me fez chegar aqui.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Nilson Barcelli disse...

"Chove … o para-brisas
pestaneja
uma dor de cão …intensa
esbraveja
O mar é intenso
Sem caravela , sem glória"
O começo do teu poema é excelente.
E o final é de mestre.
A perder o medo...
Gostei muito. Devias fazer mais poesia...
Beijo, querida amiga.

Nilson Barcelli disse...

Vim reler o teu poema, porque a excelência das tuas palavras faz-me "correr céu fora"...
Querida amiga, um beijo meu.

Silenciosamente ouvindo... disse...

Depois do comentário da Rosa Maria
e do Nilson Barcelli que posso
eu dizer? Que gostei.
Beijinhos
Irene

Giancarlo disse...

Bella poesia!! buona giornata...ciao