domingo, 28 de outubro de 2012

Teu corpo...


O teu corpo…
Bátega que balança
ao  som do riacho
molhado
humedecido de verde…
Baluarte
delícia dos deuses boquiabertos
Sinuosidades fartas bruxuleiam
sob  o buril de mãos esculturais
Cálidas e esguias
desbravam interstícios  misteriosos e encobertos.
Assombro  …despudorado
Desafio à imaginação da humana raça…
Olhos abobadados
Sedutores…côncavos
Perdição …
e, na convexidade macia
minha boca à deriva perde-se
na busca de outeiros arrepiados
 sob a língua macia
tão afogados … texturados
sugados no mortífero deleite
Ó fome impaciente e ávida
As trigueiras coxas
insinuam-se
Arquejantes
qual floresta
gotejante
a  tal nascente …
fonte de todas as  bêbadas  claridades ofegantes…

P.N.

domingo, 14 de outubro de 2012

Produto vendível


Tens  imensa copa…
Fios desgrenhados
Tentáculos poderosos
antídoto
De outros sóis gigantes
Que grandeza
Que espessura
Que calibre…
Morro de espanto!
Um astro frágil?!
Bem me parecia!
De falso encanto…
Inspiras-me
Narciso tolo
Cego
Abominável arrojo
Invenção dispensável
Aleivoso
Afluente rico de si mesmo…apenas e só…
Patético nas acutiladas locuções
Adágio sem prodígio…sombra fingida
De um ventre mal parida
Sorriso boçal
Sem nenhuma bizarria…
Chispas nos imberbes
Parca figura
Paupérrima humanista.

P.N.

Nota: Foto retirada da Net e posteriormente manipulada por mim.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Bicadas da minha pena

Os "insetos" mexem com a minha paciência...grande poluição sonora...cacos a encher-me os olhos...a picar-me a boca ...o espaço é meu...e vós sabidos emprenhais por todos os orgãos de tão estúpidos que sois ....e nem sabeis que a matéria que vos compõe é papel pardo.... tosco, bronco, fosco....

Em dia de desabafo 

P.N.