domingo, 28 de outubro de 2012

Teu corpo...


O teu corpo…
Bátega que balança
ao  som do riacho
molhado
humedecido de verde…
Baluarte
delícia dos deuses boquiabertos
Sinuosidades fartas bruxuleiam
sob  o buril de mãos esculturais
Cálidas e esguias
desbravam interstícios  misteriosos e encobertos.
Assombro  …despudorado
Desafio à imaginação da humana raça…
Olhos abobadados
Sedutores…côncavos
Perdição …
e, na convexidade macia
minha boca à deriva perde-se
na busca de outeiros arrepiados
 sob a língua macia
tão afogados … texturados
sugados no mortífero deleite
Ó fome impaciente e ávida
As trigueiras coxas
insinuam-se
Arquejantes
qual floresta
gotejante
a  tal nascente …
fonte de todas as  bêbadas  claridades ofegantes…

P.N.

12 comentários:

Sotnas disse...

Olá Pedras Nuas, que tudo esteja bem contigo!

Ainda que tenha eu invadido este teu belíssimo espaço, espero que não me escorrace, pois, me provocou curiosidade o nome do teu blog nos comentários do blog do Morgan e assim cá estou eu admirando teus belíssimos e sensíveis pensamentos escrito, e também deveras agradecido por compartilhar tão belos sentimentos com os amigos. Parabéns pelo espaço e escritos nele postados. Entretanto, caso considere esta minha invasão deselegante, bem, o espaço é seu e também é seu direito jogar este meu humilde parecer do que por cá admirei, ao lixo, e tenha certeza que minha admiração por teu espaço em nada diminuirá.
Assim me vou e deixo meu desejo que você tenha sempre a felicidade intensa em teu viver, enorme abraço e até mais!

Nilson Barcelli disse...

Gostei da tua "fonte de todas as bêbadas claridades ofegantes".
O poema é soberbo. O final, de mestre.
Escreve mais e mais...
Beijo.

Malu disse...

Pois estou passando para lhe convidar para ter seu poema postado no semolharescriticos.blogspot.com
Se me permitir, é claro!!!
Será um grande prazer ter poemas seus por lá, minha amiga!
Abraços. este eu levo e depois da sua permissão eu posto. Ou talves queira que seja colocado um de sua preferência.
Aguardo!
Beijinhos

Jose Sousa disse...

Olá amiga Pedras!

Depois de umas férias prelongadas, cá estou eu para tentar ver se consigo continuar com os blogues.

É sempre um prazer entrar aqui e encontrar um belo poema como este tão sedutor! Lindo, gostei!

Um beijo e muita saúde.

Nilson Barcelli disse...

Vim à procura de mais, mas já vi que nada publicaste em quaisquer dos teus blogues... mas eu espero... e reli este teu magnífico poema.
Querida amiga, tem um bom fim de semana.
Beijinhos.

Parapeito disse...

..caso para dizer...abençoada bebedeira...
Gostei
brisas mansas**

Carmen Lúcia.Prazer de Escrever disse...

Lindo poema.Já deixei o meu comentário no blog.semolharescriticosblogspot.com

Adoro a Malú e aceitando o seu convite o meu poema também encontra-se lá.

Abraços.

Carmen Lúcia

Fê-blue bird disse...

Fiquei sem fôlego, lindo, lindo!

Amiga, tens um prémio no meu blogue :)

beijinhos

Mz disse...

Saciei a fome e a sede nesta fonte de poesia que jorra impaciente uma doce sensualidade.

**

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida

Fiquei sem folêgo e sem palavras para te comentar.
Senti um rio a transbordar das margens.


Um beijinho com carinho
Sonhadora

Nilson Barcelli disse...

Não me canso de ler este teu poema. Gosto tanto dele...
Beijinhos, querida amiga.

AC disse...

Sedes trigueiras que entorpecem os sentidos...
Belo, Pedras!