quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Até à eternidade....


Foi uma Terça feira, a meio da manhã, fui despedir-me de ti. Não havia ninguém por perto. Só nós os dois, que sensação indescritível!  Ver-te estendido, o rosto ligeiramente estranho, seco…Outro, pálpebras cerradas, pestanas coladas, como se nunca mais fossem despregar. Lábios entreabertos…uma súbita fisionomia de menino. Fato e gravata. Ar fresco… Fiquei a teu lado uns escassos minutos. Falei contigo …palavras sussurradas, talvez receio de te acordar, ou por saber que provavelmente nada escutarias, atirei-te beijos, a minha intenção era tocar-te nas mãos, no rosto…mas ao terceiro dia…
Saí desolada…voltei de táxi , com aquele  sentimento de nunca mais voltar a ver-te. Jamais saberei de ti. Este lado trágico…De qualquer forma, se estiveste por lá, soubeste que não te abandonei.
E, vou querer saber como foram os teus últimos dias, as tuas últimas horas…

Dezembro de 2012


Nota: Lamento  não ter tido condições para  visitar os amigos. Quem sabe...aos poucos vou retomando a energia para o fazer. Grata pela excelente companhia.


4 comentários:

Manuela Freitas disse...

Muito sentido e profundo este texto! Uma despedida é sempre algo que dói muito...que haja eternidade!!
Beijos

joaquimdocarmo disse...

"ao terceiro dia..." - há dias que custam mais a contar, ainda mais a dizer, e "os últimos", então...
... mas gostei de ler o que deles diz!
Abraço
Joaquim

Sissym disse...

Querida amiga,

Suas palavras disseram tudo, desde a perda de alguem amado quanto a sua dor.

Saiba que o que precisar, ouvir, falar, abraço virtual, pode contar comigo. Não falta amor dentro de mim que impossibilite de doar atenção.

Beijos

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida

há perdas que não há palavras que descrevam a dor...mas nas tuas a dor vive.
Deixo apenas um beijinho com muito carinho
Sonhadora