sábado, 18 de maio de 2013

Ponta Afiada


Um mundo de Plástico.

O plástico invadiu a nossa vida de forma avassaladora. Um fenómeno como nunca antes visto. Basta olhar à nossa volta; começa logo no biberão das crianças (atenção, o plástico liberta toxinas por ação do calor e o bebé ingere leite misturado com essas toxinas. O plástico é altamente tóxico, a sua origem é o petróleo, que após um tratamento específico, é separado dando origem a um derivado que se chama; nafta, que por sua vez é a matéria prima do plástico. Algumas substâncias desprendem-se e entram no organismo, causando sérios problemas, como : febre em bebés, diminuição da produção de espermatozoides e várias outras patologias),  os brinquedos, as embalagens dos alimentos, as cadeiras dos automóveis, o teclado do computador, o calçado. O plástico é abundantemente utilizado na Medicina. Se cada um de nós fizesse um levantamento de todos os objetos de plástico que se encontram em cada dependência da casa, provavelmente surpreender-se-ia com o número que iria encontrar. Consequentemente deparamo-nos com uma geração que não vive sem plástico, come plástico (dizem que o peixe é mais saudável que a carne, porém, quem aconselha desconhece que certas espécies, tal como o polvo, o camarão, o peixe e outros animais marinhos, confundem resíduos de plástico, atirados ao mar ou na praia pelos negligentes humanos, e, ingerem-no confundindo com plâncton. E esse plástico volta ao nosso estômago. É caso para dizer, o feitiço volta-se contra o feiticeiro mas paga o justo e o pecador. A poluição é devastadora e trágica para o meio ambiente e consequentemente para nós. A ilha de plástico no Pacífico aumentou desmesuradamente, possui mais de 586 mil quilómetros quadrados e está alterando o ecossitema marinho. De acordo com o Programa das nações Unidas para o meio ambiente, o problema do lixo plástico é mais grave a norte do oceano Pacífico mas repete-se por todo o ambiente marinho do planeta. Segundo o Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi encontrada na floresta Amazónica, uma bactérica que pode comer resíduos de plástico, incluindo os mais resistentes, aparentemente contribuirá de forma positiva para o meio ambiente. Esperemos que seja assim, de qualquer forma não sei se não será já um pouco tarde, investe-se muito nisso? Há anos que os ambientalistas têm feito apelos, aos cuidados a ter com a Natureza, casa comum de nós mortais mas a poluição não pára de aumentar. Além dos atentados perpetrados pelos humanos (incêndios, etc). O mais degradante dentro do contexto é assistirmos à plastificação da humanidade. A alegria é plástica, os sorrisos são de plástico, as palavras são de plástico. o amor é plástico…  a política nunca foi tão plástica, a verdade anda nua, vazia e nada inteira, mente-se e volta-se a mentir com um ar de verdade, a mentira já não choca, é natural mentir, toda a gente mente. Não há honra, não há verdade, não há seriedade, não há autenticidade.  Um bom político pode ser vigarista, mentiroso, arrogante,despesista,cínico, aplicar reformas contra o povo, oprimi-lo, empobrecê-lo, conduzi-lo à loucura e à morte  mas tem o condão de exprimir-se bem….de proferir umas verdadezinhas aqui e ali….numa mistura que ludibria os mais incautos e até mesmo os mais ilustres. Não há como uma boa “narrativa”.  E pode-se confiar numa “narrativa” tendênciosa, pouco esclarecedora, uma mistura de verdade e mentira? Um discurso voltado para si mesmo, incapaz de assumir deslizes e fracassos como se isso fosse mau ou diminuitivo de um ser humano. E as várias narrativas que se podem encontrar  numa obra de arte   são sempre bem vindas, e quanto mais abstratas e subjetivas melhor mas em política, a visão do país não pode ser enviesada. Um país não é um quadro, nem um texto literário que se pode virar a página por não gostar de um capítulo. Haja compromisso, confiança e caráter.
As redes sociais são elucidativas de quantos querem ser famosos a troco de nada; é que nem esforço fazem para mostrar o quanto valem.
As religiões são todas elas de plástico, baseadas na aparência plástica do ser. Não existe profundidade, importa ficar bem na fotografia!
A cultura tem vindo a se plastificar, tudo é descartável, tempo de vida zero.
Continuando nesta  linha, muitas mulheres e homens optam por plásticas, tudo pela imagem exterior! A aparência conta imenso, muito mais que o interior mas as pessoas usam slogans do contrário…porque fica bem.
“ Ai de mim que estou perdido! Porque sou um homem de plástico e habito no meio de um povo de pástico” – Profeta Isaías .
PN