domingo, 13 de outubro de 2013

Morro de amor por ti...

Se alguma vez fui pecador 
Foste tu que me empurraste 
me puxaste 
mil vezes tentaste o fraco homem 
louca mulher!
Urdiste intrigas 
Verborreia oca e frívola
Ser vagante,
Fantasma reencarnado num elefante
Poderosa bruxa deliciosamente elegante
Usurpadora dos meus delicados sentimentos
Vacilo… tropeço entre a verdade e a miragem
Falsa imagem
Fera que me faz uivar de tesão…
Coisa torta
Titubas e desconcertas –me…desconcentras-me….
Roubas-me as mãos, os braços, o peito , os cabelos
E ardo num fogo lento, demorado
masoquismo adorado
Barco encalhado
Num mar sinuoso;
Seio nu que me chama ondulante, redondo
Farto, fofo…
Curvo e trigueiro
E a minha boca sequiosa 
mata a sede na fonte venenosa 
Vencido, morto argumento, sou!
troças de mim
e rumorejas aos meus ouvidos
num tom doce e confuso
Tolo…enraiveço-me
preso 
numa armadilha de pássaros
pudesse eu bater em revoada
salvo pelas aves…
o céu está distante,
nem sombra de bando…
Estou perdido…
Acordo…
Afasto o vício 
Imploras em risadas que fique
Que me alimente
Da mentira, da traição…
de tudo aquilo em que não acredito
Não!…não!...não!...
Seguras-me, tropeço em ti
Fujo…abalo…arrastas-te 
Pesas-me, fardo obstinado
Deixa-me, não queiras seguir-me
Liberta-me!
Distraído resvalo no obscuro
Rolam pedras sob meus pés…
Sozinho …
Volto-me a tempo de ver o teu 
gelado riso…. deleitado e triunfante
A visão tolda, enevoa-se 
Na queda há um anjo
Sacudo-me aflito e impaciente! 
asas?!
… mas sou eu ?!
PN