segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

As feras


Grande é a aflição
Tão triste penar
delírio de lágrimas
a descer do calvário.
Rosnam caninos 
Verdades estragadas
laranjal amargo 
flor cuspida no chão 
Andam à solta... à solta
as feras de salto alto
maquilhadas, aromáticas
travestis plastificadas
Vazias, feias, escarninhas
Ávidas de estrelato
As feras rondam… rondam
farejam bêbedas, soporíficas
lunáticas, descaradas
chutam ideias estúpidas para o ar…
Intrometidas, intrusas,
ditadoras,
sem nenhuma sabedoria
deslumbradas …
na mísera condição.
Os corcundas vaidosos
metem dó
de tamanha subserviência
de tamanha servidão….
beijam o chão das feras
lambem o próprio pó…
É vê-los soberbos, arrogantes
com outros de rasa condição
ou seus semelhantes…
Brandos, calmos, limitados
com as feras de salto alto
tontos, atarantados
aduladores salivantes
Cães sem raça, nem postura
míopes, cegos, caricaturantes
autênticas bestas irritantes.
PN

domingo, 26 de janeiro de 2014

Que realidade....

Dói-me ver os filhos da pobreza 
de mão estendida;
rotos, esfarrapados...
barriga vazia
E, cada vez mais a inimiga riqueza 
os deixa literalmente deformados.

PN

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014