quarta-feira, 7 de maio de 2014

" Um homem singular" - Com Colin Firth e Julianne Moore



"Los Angeles, 1962, no pico da Crise dos Mísseis de Cuba. George Falconer é um professor universitário de 52 anos, a tentar encontrar de novo um sentido para a vida , depois da morte do seu companheiro de sempre, Jim.

Excerto de uma aula que pareceu-me interessante, o professor tinha pedido para os alunos lerem um livro, cujo autor não fixei o nome, o tema incidia sobre os nazis e judeus.
A certa altura o professor explicou:

" Claro que os nazis não tiveram razão para odiar os judeus mas o seu ódio aos judeus não deixou de ter uma causa. Simplesmente a causa não era REAL . A causa era IMAGINÁRIA. A causa era o MEDO.
Deixemos os judeus por um momento. Pensemos noutra minoria , uma que possa passar DESPERCEBIDA se for preciso.
Há toda a espécie de minorias. As LOURAS, por exemplo. Pessoas com SARDAS. Mas uma minoria só é considerada como tal quando CONSTITUI uma AMEAÇA qualquer para a MAIORIA. Uma ameaça REAL ou IMAGINÁRIA. E aí reside o medo. E se essa minoria é, de algum modo, INVISÍVEL, o medo é ainda MAIOR. E esse medo é a razão da perseguição feita à minoria. Por isso, há sempre uma CAUSA. A CAUSA é o MEDO.
As minorias não passam de PESSOAS. PESSOAS como NÓS. Afinal, o MEDO é o nosso INIMIGO REAL. O medo é que está a conquistar o nosso mundo.
O medo está a ser utilizado como um INSTRUMENTO de MANIPULAÇÃO da nossa SOCIEDADE. É com ele que os políticos impingem a política! É com ele que a Madison Avenue nos vende coisas que não precisamos. Pensem nisso.

O medo de ser atacados. O medo de que haja comunistas a espreitar a cada canto. O medo de que um país qualquer do Caribe, que não acredita no nosso estilo de vida, seja uma ameaça contra nós.
O medo de que a cultura negra possa conquistar o mundo. O medo das ancas do Elvis Presley. Por acaso, talvez esse seja um medo real.

O medo de que o nosso mau hálito possa arruinar as nossas amizades. O medo de envelhecer. De ficar sozinho.
O medo de nos tornarmos inúteis. De que ninguém se interesse pelo que temos a dizer."

Assisti ao filme na RTP1 e ADOREI ! Haveria mais assunto, contudo, fico-me por aqui, quem quiser ....está à vontade, responderei na medida do possível.

 PN

6 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Os nossos medos. Quem os não tem?
A vida vai-nos mostrando que os medos são naturais. Talvez sejam um modo de preparação ara viver a vida em cada momento.
Eu só tenho medo do medo. Tenho medo de algum dia ter medo e não ser capaz de enfrentar o dia.

Anónimo disse...

Todos temos Medos...
O grande desafio é ter a capacidade de o enfrentar e superar.
Olhos nos olhos.
Depois, e apenas depois, confirmamos que afinal não fazia sentido nenhum teremos Medo!
O filme...vou ver.
Obrigada pela sugestão.

Helga Piçarra disse...

O medo... o maior de todos é presumir que ele está onde não existe.
Sem dúvida o tema daria um bom debate...

Bj

Anónimo disse...

Impressionante.
Muito poderia escrever sobre este filme, contudo deixo-lhe apenas este apontamento:
Carpe diem, não vale a pena criar muitos sonhos ou projectos irrealizáveis.
Viver apenas o momento e ser feliz por acordar.
Obrigada por me dar a conhecer este interessante filme.

Nilson Barcelli disse...

Não vi este filme, pelo menos não me lembro.
Tem um bom resto de semana, querida amiga.
Beijo.

Manuela Freitas disse...

Vi e gostei muito, assim como todo o comentário que teceste inspirada pelo filme!!