domingo, 10 de maio de 2015

Cinza… nevoeiro



Mentira 
vazio inteiro
Embarcação abalroada 
num cais desfeito
Casco aberto
num céu coberto
Úlcera sem sentido a morder o peito
O que ainda agora foi…
deixou de ser
Amor sem hora…
Faúlhas amortecidas 
a guarnecer –te o leito.
Reflexos do céu… não passam por aqui…
Se houvesse luar, pedia um pouco de luz para a minha noite
Reduzida a faúlhas, desbotada
O que já foi:
Rubro
Pujante
Delicado
Divertido
Um segredo secreto
Só nosso
Um amor sentido!
Um amor certo !

PN
(reedição)

2 comentários:

Delfim Peixoto disse...

Gostei deste nevoeiro.Beijo.

Miguel disse...

Este exige mais demora na leitura, para se apreender totalmente.
Apesar da falta de tempo que sabes que tenho e que me forçou a ler um pouco à pressa, gostei muito.
E vou fazer uma coisa que sei que me autorizarias a fazer (se eu te pedisse...).
Vou copiar, imprimir, e levar comigo na viagem.
Vai fazer-me companhia, boa companhia!
E no regresso falaremos (about it)

Repara que também aqui sou teu seguidor.
Sei que não duvidaste do que te disse ontem, mas... com provas é mais fácil acreditar -:)

Um beijo
MIGUEL / ÉS A MINHA DEUSA

PS - Porta-te bem na minha ausência...