domingo, 10 de maio de 2015

Deixa

                                                                   Pierre Auguste Cot

Deixa meus dedos 
Opalinos
Descerem teu corpo
Numa melopeia
De vento quente.
Deixa lamber tua pele sedosa
Em sussurros …
Em murmúrios…
Na descoberta do fruto proibido.
Deixa minha língua insubmissa
Franjar
o teu medo secreto.
Deixa à mostra
Essa maresia
De cabelos ondulados
Ornado com conchas verdes
E sóis na boca…
Deixa-me ser sal, doce e pimenta…
E sorver todo teu bafo hortelã…
PN
(Reedição)

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