quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Entretanto...

Um vento, atrevidinho, leviano e baixinho…. passa raso… um daqueles fresquinhos… sem ninguém o ter chamado, que já traz consigo um sabor outonal. De repente, uma poalhazinha rala pousa nos ombros, no peito, no rosto… uns piquinhos muito ténues, quase imperceptíveis … A nuvem enrola-se e espraia-se ao comprido, periclitante, bamboleia para a frente. Mal refeita do susto, já as outras, grandalhonas, galopantes, atropelam-na e ela num passo de dança atabalhoado, toma o seu lugar e deixa-se levar…. Vão todas a fugir para sul…


PN

2 comentários:

Existe Sempre Um Lugar disse...

Bom dia, o que escreve é significativo e encanta.
AG

Existe Sempre Um Lugar disse...

Boa tarde, Que o vento me traga a nuvem de volta.
AG