sábado, 21 de novembro de 2015

Tua boca é uma fábrica de poluição sonora

Só rasgos de unhadas no rosto…
Possesso de ódio e humores mal resolvidos
Esquisso mal quisto, mal aventurado
Os teus dias; instáveis e alvoroçados
São linhas sem sustentação, sem infinito
Que as obrigue a abrir … enclausuradas com ferrolhos 
Deserto mofo e condenado à fome
Fome do que te foi negado…logo à nascença
Filho do crime e do castigo…
PN
                                            Foto-Net




1 comentário:

AC disse...

Pedras,
Um leitor mais desatento apenas vislumbraria, no teu texto, um pesado rancor. Contudo, quem te conhece (tenho a presunção de te conhecer um pouco) intui que toda essa energia é um grito de revolta, de inconformismo, de insatisfação. É que tu sabes, e muito bem, que a vida é penas mera viagem que termina na ancoragem, que as coisas só fazem sentido enquanto ela dura. Daí a tua insatisfação, queres deixar a tua marca com pinceladas da tua crença.
Concordas?

Um beijinho :)