quinta-feira, 3 de março de 2016

Sem título

Atrás de mim, uns passos?
um alvoroço…sem ser alto, sem ser baixo
assim…provocador.
Passou por mim uma baforada de ar,
vinha lenta, pela frente, bem fininha
senti e voltei a sentir aquele friozinho…
De novo, a mesma farfalhada?
Voltei-me, nada de nada!
A rua deserta, na hora certa…
Segui mais ligeira
movida pela inclinação da descida…
Outra vez? o som de alguém?
De quem?
Quem seria quem me seguia
no encalço das minhas pegadas?
Os cabelos puseram-se de pé
no arrepio do caminho,
outra baforada do mesmo arzinho
diria mesmo; 
uma serrinha cortante, um canivete afinadinho
  um pouco mais que fresquinho…
Troquei a passada larga por outra ainda mais apressada
Agora, no fim do declive, início da recta do caminho,
subitamente, a tal ramalhada; um ruidozinho de tecidos? uma arranhada ?
Que raio de bicho me perseguia?!
Quando a baforada cessou, voltei-me sempre eriçada
foi então, que se me deparou
uma folha seca, que comigo brincou…
Uma simples folha que me assustou e na traquinice
à minha frente passou!
PN    

                                             Foto: Net









2 comentários:

Jaime Portela disse...

Bem divertido este teu poema.
Do qual gostei, não só pela forma poética mas também pelo conteúdo, já que nos contas uma pequena história. Que já nos aconteceu a todos, ainda que possa não ter sido com a tal folhinha seca...
Bom fim de semana, querida amiga PN.
Beijo.

AC disse...

Não era uma folha, Pedras. Tu não reparaste, mas era eu. Andava, intrigado, a tentar descobrir donde te vinha tanta energia. Retirei-me, convencido, determinado a não revelar tamanho segredo. :)

Um beijinho :)