Tem uns olhos muito azuis
assemelhando-se a duas safiras
navegam neles muita simplicidade
e nos lábios um sorriso de bondade
Os sonetos obra de "Veterano"
denotam rara beleza
Como ele ninguém "canta" o povo Lusitano
pois farte da sua natureza.
Já publicado
sábado, 2 de agosto de 2008
quinta-feira, 24 de julho de 2008
O bêbedozinho
Lá foi o velhotinho montado no burreco
A trote lento__________ encarrilou
pela ruela mais antigaaaaaa da aldeia
Ia atirando cantigas ao ventoooooooo...
A pequenada chegouuuuuuuuuuuuu
Choveram-lhe pedrinhas na cabeçorra ...
ele estacou mesmo muito brigão
mas deu um grande trambolhão!!!
Os punhos cerrados...
socou o chão
demasiado zangão
massajou o dedão
Ofegante apoiou-se ao paredão
A bocarra expeliu uma fumaça
A miudagem fugiu assustada
O velhotinho macambúzio
ajeitou o casacão
e montou o burreco num repelão
E de novo a trote...
animou os olhitos azeviche
guiando o bichinho
para a mercearia da aldeia
Pediu o costume...
com intensa satisfação
Emborcou o copinho
saboreando o doce vinhinho!
Limpou a bocarra na manga do casacão
Entretanto, atirou umas moeditas
p'ra cima do balção
Estendeu o copito e quis mais um
depois mais outro...
ainda ..........outro
Um tanto alegrete
apanhou um mosquitinho
e afogou-o dentro do copinho!
Publicado
A trote lento__________ encarrilou
pela ruela mais antigaaaaaa da aldeia
Ia atirando cantigas ao ventoooooooo...
A pequenada chegouuuuuuuuuuuuu
Choveram-lhe pedrinhas na cabeçorra ...
ele estacou mesmo muito brigão
mas deu um grande trambolhão!!!
Os punhos cerrados...
socou o chão
demasiado zangão
massajou o dedão
Ofegante apoiou-se ao paredão
A bocarra expeliu uma fumaça
A miudagem fugiu assustada
O velhotinho macambúzio
ajeitou o casacão
e montou o burreco num repelão
E de novo a trote...
animou os olhitos azeviche
guiando o bichinho
para a mercearia da aldeia
Pediu o costume...
com intensa satisfação
Emborcou o copinho
saboreando o doce vinhinho!
Limpou a bocarra na manga do casacão
Entretanto, atirou umas moeditas
p'ra cima do balção
Estendeu o copito e quis mais um
depois mais outro...
ainda ..........outro
Um tanto alegrete
apanhou um mosquitinho
e afogou-o dentro do copinho!
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terça-feira, 22 de julho de 2008
Lenda Maldita
Num prado antigo ,remoto,longínquo...
escutam-se galopadas ao amanhecer
São Ágeis...Pesadas...Sonoras...Nítidas
Elevam ventos com um fôlego desesperado;
A caçada de um reles monstro
a uma bela donzela...
Ela abala aos tentáculos do fantasma SEM ALMA
SEM OLHOS
SEM BOCA
SEM NADA
Num ápice a força maligna prende-a
As garras densas intentam sugar-lhe o corpo frágil
O cinismo ri triunfante
Contudo...
num palpitar ansioso
o Animal encalha nas vestes longas e alvas da virgem
Assim trepando p'o cavalo
ela escapa ao vilão
que vai no seu encalço num rasto infernal
fustigando o silêncio da manhã.
Publicado
escutam-se galopadas ao amanhecer
São Ágeis...Pesadas...Sonoras...Nítidas
Elevam ventos com um fôlego desesperado;
A caçada de um reles monstro
a uma bela donzela...
Ela abala aos tentáculos do fantasma SEM ALMA
SEM OLHOS
SEM BOCA
SEM NADA
Num ápice a força maligna prende-a
As garras densas intentam sugar-lhe o corpo frágil
O cinismo ri triunfante
Contudo...
num palpitar ansioso
o Animal encalha nas vestes longas e alvas da virgem
Assim trepando p'o cavalo
ela escapa ao vilão
que vai no seu encalço num rasto infernal
fustigando o silêncio da manhã.
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segunda-feira, 21 de julho de 2008
Máscaras
Estou farto de tantos disfarces
Sou Neurótico
Psicótico
Lunático
Teimoso...
Mas vocês curvam-se em vénias...i d o l a t r a m - m e
Sou também um mito
uma lenda
Rico
Poderoso
Talentoso
Compro a Mentira
a Hipocrisia
a Corrupção
Protagonizo campanhas...
Carros potentes , quinhentos cavalosssssssss
V E L O Z E S
Só os franzinos ensanguentam a estrada
Cigarros Marlboro...
a causa dos acidentes cardiovasculares?
E os vinhos, os Champanhes, as Cervejas...
Vodkas, conhaques,Wiskies...
Hummmm
... bêbedos tontos estendidos em becos lamacentos?
Famílias destroçadas?
SOU UM GRANDE PARADOXO: FACULTO E FURTO
Sinto-me enojado dos teatros mal encenados
dos enfeites
das inaugurações
das reuniões sem dizer nada
Confiaram em mim , agora desconfiem de mim!
RETIREM-ME O CARGO
JÁ SE TORNA UM FARDO!
O MEU TROFÉU?
Estou completamente só embebido no egoísmo e na vaidade
Já publicado
Sou Neurótico
Psicótico
Lunático
Teimoso...
Mas vocês curvam-se em vénias...i d o l a t r a m - m e
Sou também um mito
uma lenda
Rico
Poderoso
Talentoso
Compro a Mentira
a Hipocrisia
a Corrupção
Protagonizo campanhas...
Carros potentes , quinhentos cavalosssssssss
V E L O Z E S
Só os franzinos ensanguentam a estrada
Cigarros Marlboro...
a causa dos acidentes cardiovasculares?
E os vinhos, os Champanhes, as Cervejas...
Vodkas, conhaques,Wiskies...
Hummmm
... bêbedos tontos estendidos em becos lamacentos?
Famílias destroçadas?
SOU UM GRANDE PARADOXO: FACULTO E FURTO
Sinto-me enojado dos teatros mal encenados
dos enfeites
das inaugurações
das reuniões sem dizer nada
Confiaram em mim , agora desconfiem de mim!
RETIREM-ME O CARGO
JÁ SE TORNA UM FARDO!
O MEU TROFÉU?
Estou completamente só embebido no egoísmo e na vaidade
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terça-feira, 15 de julho de 2008
Miséria em terras Africanas
O negrinho está chorando
pois veio a guerra dos "ventos"
já não é só pressentimento
Tanto sofrimento ,até quando?
A mãe vocifera revoltada
porque todos vão embora
A sua gente é tão castigada
Pão e Paz é o que implora
A vavó guarda a mágoa
dura recordação,longas estradas...
Uma lágrima estoira prenha d'água
Só ela sabe das manhãs desgrenhadas.
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pois veio a guerra dos "ventos"
já não é só pressentimento
Tanto sofrimento ,até quando?
A mãe vocifera revoltada
porque todos vão embora
A sua gente é tão castigada
Pão e Paz é o que implora
A vavó guarda a mágoa
dura recordação,longas estradas...
Uma lágrima estoira prenha d'água
Só ela sabe das manhãs desgrenhadas.
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sexta-feira, 11 de julho de 2008
Árvore gigante e solitária
Há muito,muito tempo
despertara ,dia após dia
lentamente...
atravês de gerações inteiras
Gotinhas de Primavera resvalam
com prazer de se ferirem
na ramagem densa da árvore centenária
Os olhos verdes e húmidos
desdobram-se pelo horizonte além
desmaiam sobre o mar
Paira uma suave quietude...
E a luz pálida do sol
pestaneja preguiçosa
À distância um grupo de arbustos
sussurram num murmúrio doce e infantil
O voo incerto das gaivotas
desenha linhas verticais ,horizontais e oblíquas...
A velha árvore
vê
escuta
sente
e permanece em silêncio
Suporta as ventanias infernais
as tempestades ruidosas
A sombra bendita consola
nos dias escaldantes
Consente nas brincadeiras
traquinas das crianças
Escuta confidências
e presencia carícias de amor
trocadas por jovens adolescentes apaixonados
Acolhe e afaga o coração dos sem esperança...
Das mulheres viúvas inconsoláveis
Dos marginalizados e sem condição
Deleita-se quando se sentam a seus pés
saboreando os frutos luzidios e frescos que fecundou
O que mais lhe dói...
bem lá no fundo
é ser :
NEGLIGENCIADA
MUITILADA
MAGOADA
Por
Ignorância?
Estupidez?
Inocência?
Petulância?
Ganância?
Os sinos da capela repicam com veemência
as andorinhas escutadeiras
regressam
de viagens longínquas aos ziguezagues
As flores rompem no seu despertar
Uma cor juvenil cobre o planeta...
É a Primavera a acordar dentro de cada um
O eterno retorno à fecundidade!
Um pássaro cantarolando
num regorgeio
poisa num braço da árvore gigante
e segreda novidades e outros mundos distantes...
Desceve-lhe tudo minuciosamente
entusiasmado
como se fosse uma confissão
A árvore gigante e solitária
sente a seiva quente percorrer as veias
É a amálgama do desespero e da euforia
O desejo castrado do que jamais vislumbrou
Apazigua imediatamente a sede
tranquiliza-se
porque na aldeia
todos estão felizes
Os pinheiros esguedelhados e nostálgicos
agradecem numa prece religiosa o sabor da vida!
Publicado
despertara ,dia após dia
lentamente...
atravês de gerações inteiras
Gotinhas de Primavera resvalam
com prazer de se ferirem
na ramagem densa da árvore centenária
Os olhos verdes e húmidos
desdobram-se pelo horizonte além
desmaiam sobre o mar
Paira uma suave quietude...
E a luz pálida do sol
pestaneja preguiçosa
À distância um grupo de arbustos
sussurram num murmúrio doce e infantil
O voo incerto das gaivotas
desenha linhas verticais ,horizontais e oblíquas...
A velha árvore
vê
escuta
sente
e permanece em silêncio
Suporta as ventanias infernais
as tempestades ruidosas
A sombra bendita consola
nos dias escaldantes
Consente nas brincadeiras
traquinas das crianças
Escuta confidências
e presencia carícias de amor
trocadas por jovens adolescentes apaixonados
Acolhe e afaga o coração dos sem esperança...
Das mulheres viúvas inconsoláveis
Dos marginalizados e sem condição
Deleita-se quando se sentam a seus pés
saboreando os frutos luzidios e frescos que fecundou
O que mais lhe dói...
bem lá no fundo
é ser :
NEGLIGENCIADA
MUITILADA
MAGOADA
Por
Ignorância?
Estupidez?
Inocência?
Petulância?
Ganância?
Os sinos da capela repicam com veemência
as andorinhas escutadeiras
regressam
de viagens longínquas aos ziguezagues
As flores rompem no seu despertar
Uma cor juvenil cobre o planeta...
É a Primavera a acordar dentro de cada um
O eterno retorno à fecundidade!
Um pássaro cantarolando
num regorgeio
poisa num braço da árvore gigante
e segreda novidades e outros mundos distantes...
Desceve-lhe tudo minuciosamente
entusiasmado
como se fosse uma confissão
A árvore gigante e solitária
sente a seiva quente percorrer as veias
É a amálgama do desespero e da euforia
O desejo castrado do que jamais vislumbrou
Apazigua imediatamente a sede
tranquiliza-se
porque na aldeia
todos estão felizes
Os pinheiros esguedelhados e nostálgicos
agradecem numa prece religiosa o sabor da vida!
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terça-feira, 8 de julho de 2008
Poema ao desencanto
Uma Primavera estremece
o Inverno seu corpo acarinha.
Longínqua permanece a infância no berço
Numa oração terna de avozinha
O sentimento jamais se perde
percorre meu peito um rio
na pele fervilha odor a verde
Meu rosto aguarda beijo macio
Grandes amarguras têm fim?
A viagem não vai terminar
Compreender o que existe dentro de mim
É tarefa pungente para continuar.
Já publicado
o Inverno seu corpo acarinha.
Longínqua permanece a infância no berço
Numa oração terna de avozinha
O sentimento jamais se perde
percorre meu peito um rio
na pele fervilha odor a verde
Meu rosto aguarda beijo macio
Grandes amarguras têm fim?
A viagem não vai terminar
Compreender o que existe dentro de mim
É tarefa pungente para continuar.
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