Eu fiquei como louca,
quando a verdade se adivinhava.
Com ambas as mãos apertei a boca,
mas a ferida sangrava.
Quem compreendeu este sofrer que fale
e diga a toda a gente o quanto sonhei.
A vida só por si vale
tanto mais quanto a disfrutarei
Tudo faz parte da criação:
rectas e curvas onduladas...com perfeição.
Se eu pudesse esquecer as manhãs caladas,
As rosas de um caminho desfloradas!...
Tempo que eu perdi divagando debruçada!
Como o "espanta pardais" não fazia nada!
Publicado
terça-feira, 19 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Um Vulcão
Hoje tive uma premonição
análoga ao zunir tresloucado do vento.
Foi logo pela madrugada!
A folhagem dos meus ramos se agitava
e, um ruído medonho se avizinhava.
Bem do fundo o magma viscoso abriu um canal
O coração estremecia desconhecendo o fenómeno natural.
Quando a lava escapou pela cratera
furou minha cabeça como metal.
Estrangulada pelos gases dissolvidos, escancarei a boca
Pelo cone adventício expeli vapor de água,
dióxido de carbono, compostos de azoto e enxofre,
cloro, hidrogénio e árgon...
Aliviada, rumorejei atarefada.
Enchi o peito de ar e soprei com expiração
os fragmentos piroclásticos modelados pela criação.
Exaurida caí num repouso
desprendendo apenas um ou outro arroto vaporoso
Meu corpo letárgico habitou a monotonia
para não mais revelar indícios de loucura
tal qual um gigante arriscado e manhoso
A erupção desencadeou o desmantelamento
das paredes de minha cabeça
advindo uma coluna de fumo cinzento
que traduzia o meu pensamento
Fragmentos sólidos de lava amalgamados a gases e vapores
projectaram-se pela raiva a alturas enormes
abatendo mesmo pontes.
Tornei-me viscosa ,explodindo em acessos de cólera
isolados por longos intervalos...
Decidi ,posteriormente alcançar grandes horizontes
Durante algum tempo o meu corpo suado
exalava alguns gases...a calma tinha lugar.
Processava-se a minha lenta extinção.
Contudo, ninguém imaginava que logo,logo
eu entrava de novo em erupção
Publicado
análoga ao zunir tresloucado do vento.
Foi logo pela madrugada!
A folhagem dos meus ramos se agitava
e, um ruído medonho se avizinhava.
Bem do fundo o magma viscoso abriu um canal
O coração estremecia desconhecendo o fenómeno natural.
Quando a lava escapou pela cratera
furou minha cabeça como metal.
Estrangulada pelos gases dissolvidos, escancarei a boca
Pelo cone adventício expeli vapor de água,
dióxido de carbono, compostos de azoto e enxofre,
cloro, hidrogénio e árgon...
Aliviada, rumorejei atarefada.
Enchi o peito de ar e soprei com expiração
os fragmentos piroclásticos modelados pela criação.
Exaurida caí num repouso
desprendendo apenas um ou outro arroto vaporoso
Meu corpo letárgico habitou a monotonia
para não mais revelar indícios de loucura
tal qual um gigante arriscado e manhoso
A erupção desencadeou o desmantelamento
das paredes de minha cabeça
advindo uma coluna de fumo cinzento
que traduzia o meu pensamento
Fragmentos sólidos de lava amalgamados a gases e vapores
projectaram-se pela raiva a alturas enormes
abatendo mesmo pontes.
Tornei-me viscosa ,explodindo em acessos de cólera
isolados por longos intervalos...
Decidi ,posteriormente alcançar grandes horizontes
Durante algum tempo o meu corpo suado
exalava alguns gases...a calma tinha lugar.
Processava-se a minha lenta extinção.
Contudo, ninguém imaginava que logo,logo
eu entrava de novo em erupção
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quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Teia
Cerro as pálpebras cansadas
Os cavalos puxam aranhas de trenó
Sobem para a caverna do escuro
para uma noite sem estrelas
...vida de passos lentos.
Publicado
Os cavalos puxam aranhas de trenó
Sobem para a caverna do escuro
para uma noite sem estrelas
...vida de passos lentos.
Publicado
sábado, 2 de agosto de 2008
Tirano
Sou um déspota maldito
que defende a corrupção
Fica o dito pelo não dito
Intrujo a justiça e sou ladrão
De bolsos recheados inchamos nós
É só para a Corte a presunção
Na falta de votos o sofrimento é atroz
- Ignorantes é o que todos vocês são!
E com este panorama conturbado
O povo é o único prejudicado.
Publicado
que defende a corrupção
Fica o dito pelo não dito
Intrujo a justiça e sou ladrão
De bolsos recheados inchamos nós
É só para a Corte a presunção
Na falta de votos o sofrimento é atroz
- Ignorantes é o que todos vocês são!
E com este panorama conturbado
O povo é o único prejudicado.
Publicado
A um amigo
Tem uns olhos muito azuis
assemelhando-se a duas safiras
navegam neles muita simplicidade
e nos lábios um sorriso de bondade
Os sonetos obra de "Veterano"
denotam rara beleza
Como ele ninguém "canta" o povo Lusitano
pois farte da sua natureza.
Já publicado
assemelhando-se a duas safiras
navegam neles muita simplicidade
e nos lábios um sorriso de bondade
Os sonetos obra de "Veterano"
denotam rara beleza
Como ele ninguém "canta" o povo Lusitano
pois farte da sua natureza.
Já publicado
quinta-feira, 24 de julho de 2008
O bêbedozinho
Lá foi o velhotinho montado no burreco
A trote lento__________ encarrilou
pela ruela mais antigaaaaaa da aldeia
Ia atirando cantigas ao ventoooooooo...
A pequenada chegouuuuuuuuuuuuu
Choveram-lhe pedrinhas na cabeçorra ...
ele estacou mesmo muito brigão
mas deu um grande trambolhão!!!
Os punhos cerrados...
socou o chão
demasiado zangão
massajou o dedão
Ofegante apoiou-se ao paredão
A bocarra expeliu uma fumaça
A miudagem fugiu assustada
O velhotinho macambúzio
ajeitou o casacão
e montou o burreco num repelão
E de novo a trote...
animou os olhitos azeviche
guiando o bichinho
para a mercearia da aldeia
Pediu o costume...
com intensa satisfação
Emborcou o copinho
saboreando o doce vinhinho!
Limpou a bocarra na manga do casacão
Entretanto, atirou umas moeditas
p'ra cima do balção
Estendeu o copito e quis mais um
depois mais outro...
ainda ..........outro
Um tanto alegrete
apanhou um mosquitinho
e afogou-o dentro do copinho!
Publicado
A trote lento__________ encarrilou
pela ruela mais antigaaaaaa da aldeia
Ia atirando cantigas ao ventoooooooo...
A pequenada chegouuuuuuuuuuuuu
Choveram-lhe pedrinhas na cabeçorra ...
ele estacou mesmo muito brigão
mas deu um grande trambolhão!!!
Os punhos cerrados...
socou o chão
demasiado zangão
massajou o dedão
Ofegante apoiou-se ao paredão
A bocarra expeliu uma fumaça
A miudagem fugiu assustada
O velhotinho macambúzio
ajeitou o casacão
e montou o burreco num repelão
E de novo a trote...
animou os olhitos azeviche
guiando o bichinho
para a mercearia da aldeia
Pediu o costume...
com intensa satisfação
Emborcou o copinho
saboreando o doce vinhinho!
Limpou a bocarra na manga do casacão
Entretanto, atirou umas moeditas
p'ra cima do balção
Estendeu o copito e quis mais um
depois mais outro...
ainda ..........outro
Um tanto alegrete
apanhou um mosquitinho
e afogou-o dentro do copinho!
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terça-feira, 22 de julho de 2008
Lenda Maldita
Num prado antigo ,remoto,longínquo...
escutam-se galopadas ao amanhecer
São Ágeis...Pesadas...Sonoras...Nítidas
Elevam ventos com um fôlego desesperado;
A caçada de um reles monstro
a uma bela donzela...
Ela abala aos tentáculos do fantasma SEM ALMA
SEM OLHOS
SEM BOCA
SEM NADA
Num ápice a força maligna prende-a
As garras densas intentam sugar-lhe o corpo frágil
O cinismo ri triunfante
Contudo...
num palpitar ansioso
o Animal encalha nas vestes longas e alvas da virgem
Assim trepando p'o cavalo
ela escapa ao vilão
que vai no seu encalço num rasto infernal
fustigando o silêncio da manhã.
Publicado
escutam-se galopadas ao amanhecer
São Ágeis...Pesadas...Sonoras...Nítidas
Elevam ventos com um fôlego desesperado;
A caçada de um reles monstro
a uma bela donzela...
Ela abala aos tentáculos do fantasma SEM ALMA
SEM OLHOS
SEM BOCA
SEM NADA
Num ápice a força maligna prende-a
As garras densas intentam sugar-lhe o corpo frágil
O cinismo ri triunfante
Contudo...
num palpitar ansioso
o Animal encalha nas vestes longas e alvas da virgem
Assim trepando p'o cavalo
ela escapa ao vilão
que vai no seu encalço num rasto infernal
fustigando o silêncio da manhã.
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