sábado, 13 de setembro de 2008
Brandi Carlile - The Story
A história de Sua Eminência
Sua Ecelência
Roto e Esfarrapado
Ia descendo as vielas
Com a maior Vaidade.
Sustentava Títulos Nobilíssimos.
Sonhava com navios afundados
Ouro
Prata
Marfim
Guerras Conquistadas
Cavalos e membros mutilados
Sangue e corações Despedaçados
Sua Excelência ria com ironia
de tudo quanto via
A Cabeça altiva
O Olhar mentia
Trazia a espada à cinta
para que não lhe cuspissem na cara
A barba crescera esgrouviada
A alma apagada
Os séculos passaram
Sua Excelência deprimiu-se
Esgotado do "Faz de Conta" consumiu-se
Rendido
Uma manhã cortou a garganta
com a própria lança.
Publicado
sábado, 6 de setembro de 2008
O Cavaleiro Monge de Mariza
Queixume
Escuta o eco da minha voz
Não tenho ninguém
Estou só
nem recordo onde nasci
Odeio esta selva assombrada
A paz não chega aqui...não dúvido
Sinto-me vazio,sem mim,sem nada
Nem guardo a tua canção ao ouvido
Hei-de traçar a bonança
nos campos onde passar
e pela força conquistar tudo o que desejar
Que meu irmão Vento traga a dança
e num rasgo de fúria iremos Navegar
na tempestade do Cabo da Boa Esperança
Publicado
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
A consciência de um soldado
Eu tenho medo,muito medo
sei que tu também tens...
Da parada que o capitão manda formar
O recinto onde está o inimigo japonês
As sombras,os risos de ódio
Os tiros de aviso do chefe
chamando para a formatura
...e a baioneta foi logo explodir nas mãos de um Amigo
O general quer enviar-nos para a missão de São Francisco...
A leste da Nova Guiné mora a minha dor
O pelotão ficou disperso
e eu perdi a coragem no momento
mais crítico
Isto já sucedeu na Nova Zelândia
Os japoneses estão reféns dos Australianos
- Camaradas, estão a morrer pela Pátria!
Não, não me venham com patriotismos
O meu melhor Amigo morreu nesta guerra
Não fui domesticado para matar
Não quero nem lembrar os campos de concentração
As crianças que vi mortas
Corpos ensanguentados,mutilados
E as mulheres que eu violei!
Esta é a minha condenação ao Inferno
Fumo um cigarro para esquecer
O que não sei
é se alguma vez fui homem de Verdade.
Já publicado
sei que tu também tens...
Da parada que o capitão manda formar
O recinto onde está o inimigo japonês
As sombras,os risos de ódio
Os tiros de aviso do chefe
chamando para a formatura
...e a baioneta foi logo explodir nas mãos de um Amigo
O general quer enviar-nos para a missão de São Francisco...
A leste da Nova Guiné mora a minha dor
O pelotão ficou disperso
e eu perdi a coragem no momento
mais crítico
Isto já sucedeu na Nova Zelândia
Os japoneses estão reféns dos Australianos
- Camaradas, estão a morrer pela Pátria!
Não, não me venham com patriotismos
O meu melhor Amigo morreu nesta guerra
Não fui domesticado para matar
Não quero nem lembrar os campos de concentração
As crianças que vi mortas
Corpos ensanguentados,mutilados
E as mulheres que eu violei!
Esta é a minha condenação ao Inferno
Fumo um cigarro para esquecer
O que não sei
é se alguma vez fui homem de Verdade.
Já publicado
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
O Anzol
Os pescadores partem na embarcação
à conquista de um porto seguro
Certos de que não é ilusão
pescar pão para o futuro
A dor da pobreza sulca o rosto
da gente que vive navegando
Quando regressam já é sol posto
todos o mar leva não se sabe quando.
Publicado
à conquista de um porto seguro
Certos de que não é ilusão
pescar pão para o futuro
A dor da pobreza sulca o rosto
da gente que vive navegando
Quando regressam já é sol posto
todos o mar leva não se sabe quando.
Publicado
domingo, 24 de agosto de 2008
sábado, 23 de agosto de 2008
Relação de Verão
Ele aquece-me os braços
abrasa-me os cabelos
beija-me a face
a nuca
os seios
De mãos atadas
divagamos os dois.
Transportamos a luminosidade nos corpos
As ondas do mar
prenhas de inveja
tentam impedir o nosso percurso
Sulcam a areia dulcíssima
provocam-me ainda mais a vertigem do Amor
E são risos e gestos meigos
frases tão nossas
Somos dois loucos
sorvendo em goles fundos
a paixão das nossas vidas
A alegria escoa pelos galhos da minha e da tua juventude
A tua boca procura a minha
com avidez e sofreguidão...
Embrulhados na areia,
os nossos corpos rolam
e fundem-se numa só combustão
O nosso Amor é o rosto
de uma promessa.
Talvez o rastilho
para tornar o Outono menos solitário
As nossas emoções explodem
A paixão arrasta o desejo
Os nossos corpos resvalam
numa tranquilidade
de brilhos cristalinos e puros.
A ideia de pecado mora a leste
Confessamos o prazer que experimentamos
Sorrimos Felizes
e avançamos
a corrida na praia da vida
O Sol é a minha companhia
Não se rende ao coito
Renasce
a cada momento
equilibrando-se mesmo durante
as geadas.
Publicado
abrasa-me os cabelos
beija-me a face
a nuca
os seios
De mãos atadas
divagamos os dois.
Transportamos a luminosidade nos corpos
As ondas do mar
prenhas de inveja
tentam impedir o nosso percurso
Sulcam a areia dulcíssima
provocam-me ainda mais a vertigem do Amor
E são risos e gestos meigos
frases tão nossas
Somos dois loucos
sorvendo em goles fundos
a paixão das nossas vidas
A alegria escoa pelos galhos da minha e da tua juventude
A tua boca procura a minha
com avidez e sofreguidão...
Embrulhados na areia,
os nossos corpos rolam
e fundem-se numa só combustão
O nosso Amor é o rosto
de uma promessa.
Talvez o rastilho
para tornar o Outono menos solitário
As nossas emoções explodem
A paixão arrasta o desejo
Os nossos corpos resvalam
numa tranquilidade
de brilhos cristalinos e puros.
A ideia de pecado mora a leste
Confessamos o prazer que experimentamos
Sorrimos Felizes
e avançamos
a corrida na praia da vida
O Sol é a minha companhia
Não se rende ao coito
Renasce
a cada momento
equilibrando-se mesmo durante
as geadas.
Publicado
terça-feira, 19 de agosto de 2008
O Passado
Eu fiquei como louca,
quando a verdade se adivinhava.
Com ambas as mãos apertei a boca,
mas a ferida sangrava.
Quem compreendeu este sofrer que fale
e diga a toda a gente o quanto sonhei.
A vida só por si vale
tanto mais quanto a disfrutarei
Tudo faz parte da criação:
rectas e curvas onduladas...com perfeição.
Se eu pudesse esquecer as manhãs caladas,
As rosas de um caminho desfloradas!...
Tempo que eu perdi divagando debruçada!
Como o "espanta pardais" não fazia nada!
Publicado
quando a verdade se adivinhava.
Com ambas as mãos apertei a boca,
mas a ferida sangrava.
Quem compreendeu este sofrer que fale
e diga a toda a gente o quanto sonhei.
A vida só por si vale
tanto mais quanto a disfrutarei
Tudo faz parte da criação:
rectas e curvas onduladas...com perfeição.
Se eu pudesse esquecer as manhãs caladas,
As rosas de um caminho desfloradas!...
Tempo que eu perdi divagando debruçada!
Como o "espanta pardais" não fazia nada!
Publicado
Subscrever:
Mensagens (Atom)