Um mundo alucinado! uma existência perdida nunca sei de que lado está essa mesma vida Agulhas espetam-se... no firmamento t r a n s p o r t a m dentro o sopro do vento Um rasgo de solidão parte sem dó a luz Ergue o rosto a oração lentamente escorrega da cruz. PUBLIC EM 97
Vai por aí... E se por acaso tropeçares em fragmentos magoados... rasgados... esfiapados... desbotados... Fazes-me um favor? Levanta-os do chão... toma atenção... e um certo cuidado Faz-me falta para completar a minha nudez maltratada
Escrevi alguns versos de Amor também aprendi a cozinhar galinhas... Um fogo ateou no meu peito calor como em certas mulheres finas... Não me ensinaram a plantar uma árvore nem dei à luz um filho nem por isso me sinto menos MULHER Mas desejo escrever um livro... Se concretizar apenas um sonho ... de levar um canto às letras... de traçar nas folhas o meu nome morrerei num deleite risonho