sábado, 4 de julho de 2009

Skipy

O cão da família morreu hoje, meu pai e eu encontramo-lo pendurado do muro, asfixiado pela
coleira...
Foi uma cena muito deprimente...ele era novito quando veio para casa, há mais de dois anos que partilhava connosco as tardes alegres de Domingo... tinha uma corrida surpreendente...muito veloz...assemelhava-se ao rei da selva... muito brincalhão atirava-se , trepava-nos até à cintura e chegava aos ombros... até eu que tenho a fobia dos animais...deixei-me conquistar por ele...às vezes chegava a comentar que ele devia ser hiperactivo... no entanto demonstrava a sua ternura lambendo-nos as mãos,o rosto ,os cabelos...abraçava-nos pela cintura e depois encaixava carinhosamente o focinho à espera de mimo ...nunca ladrava nem assustava ninguém...
Vamos sentir muitas saudades tuas...coisa que nunca imaginei ...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Uma Ilha

Do alto mar erguida
sempre cheia de fulgor
Está pronta para a lida
Amanhece no hino do galo-cantor

Quem nela se deleitar
e para não esquecer
Leva saudades de matar
vai recordá-la até morrer

Assim fico solteirinha
em busca de um sentido
até pareço uma viuvinha

a chorar pelo seu marido!
acautelem-se...Ela rouba-vos os namorados
para de seguida troçar dos corações abandonados...

Publicado em Julho de 96
Hoje dia da Região Autónoma da Madeira

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Outrora

I
Trago nos olhos sonhos vividos
as mãos atadas em poesia
Meu coração lateja envelhecido
cheiro a lânguida maresia
II
Meu amor possível no céu
rosa brava por desfolhar
Minha sina a cigana leu
meu poeta deixa teu coração declamar
III
Pudesse eu entregar-te meu fado
com lábios mudos de espanto
Um amor que foi fogo ateado
lava escorrida num mar deslumbrante...
IV
A mágoa esqueço quando estou contigo
teu jeito acolhe-me com doçura
Se desminto a verdade... não sei que digo
em meus braços sinto-te nua e pura
V
Estendo-te os braços,peco compreensão
minha vida é desvairada ventura
Minha alma delicia-se com feroz emoção
nesse sorriso prenhe de candura
VI
Na curva final beijo-te a boca
minha alma caída vai chorando
Chamo-te aos gritos como uma louca
Seguro-me à vida ...finjo cantando...
Publicado em 98

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A música chora por mim...

Hoje...hoje sinto-me desalentada...
e sou consumida por uma grande mágoa...
A de não ser compreendida!!!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

As minhas e as tuas palavras...

DESPIR,RASGAR,INVADIR E POSSUIR...
ENTRAR BEM DENTRO...
SENTIR O CALOR...SENTIR O DESEJO PULSAR ...
O FOGO ,O ODOR,A ONDA, O CHEIRO A MARESIA...
O RELÂMPAGO QUE CINTILA...
AS VAGAS FRAGOSAS...A FÚRIA...
A PRISÃO DELICIOSA DA CARNE...DEPOIS DA "TEMPESTADE"
NAVEGAR SUAVEMENTE NA MADRUGADA...
BEIJAR DEVAGARINHO O RESTO DA LUZ...
E FICAR ASSIM ENLAÇADA,
ANINHADA A UM CORPO DE SONHO...
Deixei este comentário no blogue de um Amigo e apeteceu-me trazê-lo para casa...
Espero que ele não se zangue comigo...

Deixaram-me na caixa de correio

"Abro as pernas e as palavras se contraem
A tua língua se apropria do meu texto,
tua fala sempre bem dita.
Fecho os olhos:
teu poema me penetra,
nossas palavras gemem,
a poesia grita.
Mas eu guardo em segredo minhas frases mais aflitas.
(Pelo menos dessa vez não vou deixar que o meu medo te pareça abandono.
Pelo menos dessa vez não vou supervalorizar
nossa história que é apenas tão bonita.)
Vou deixar que se enfie em mim com os dedos
membro,
língua e malícia.
E o teu corpo,meu tutor
se apropriar do meu sem dono,
num abraço pélvico
escorregadio
num enroscamento
longo
qual novelo de delícias.
Nem importa mais se a nossa música já não toca ,
que nos toque em silêncio essa carícia."
Anónimo (desconheço o autor)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

EM BUSCA DE SONO

CERRO AS PÁLPEBAS
ESQUEÇO A VIDA
DESLIGO O MOTOR
ENCALHO NUM PORTO
E MORRO POR UNS DIAS...