segunda-feira, 8 de março de 2010

Faça-se silêncio



O pano acende
O palco sobe
As luzes pagam
Os pássaros sorridentes
sobem às alturas….
Há voos …
Acrobáticos:
Rasantes
Triplos
Rotativos
Giratórios
Verticais
Horizontais
Oblíquos
Palhaços Cambaleantes…dançantes
A respiração suspende…
Os olhos vidrados
Seguem os movimentos
Hilariantes
Os tropeções ondulantes
Os saltos gigantes
Mortais…
O palco desce
O pano apaga
Os pássaros travam a bebedeira...
Curvam-se numa vénia
Desmedida…
O silêncio desfaz a chuva de palmas…

quarta-feira, 3 de março de 2010

Manhã submersa em silêncio


Ave que desliza
Nua no céu
Penedo mudo
Submisso ao véu
.
Mastro erguido
Pena que bóia
Peito sentido
Vento aturdido
.
Água estagnada
Passiva …regrada
Olhos sedentos
Maresia enamorada
.
Frio da manhã
Chamo por ti…
Toalha de linho
Bordada sem fim
.
Grito sem voz
Gemido sem cor
Dor atroz
Assobio de pastor

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O último suspiro

FIOS DE PRATA
ARRANCADOS À CRUZ
NA LAMA SE RETRATA
A AGONIA DA LUZ

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A minha gratidão aos Amigos



O SELO VEIO AMAVELMENTE DA BROWN EYES ATRAVÉS DO CORREIO...ELA SIMPATIZA COMIGO E EU NATURALMENTE SIMPATIZO COM ELA. CRUZÁMO-NOS HÁ POUCO TEMPO...E O TEMPO É FUNDAMENTAL PARA FAZER CRESCER LAÇOS DE AMIZADE. TENHO FEITO BONS AMIGOS VIRTUAIS E CONGRATULO-ME COM ISSO.
ESTE SELO DESTINA-SE A TODOS...CADA UM TEM AS SUAS PARTICULARIDADES QUE OS TORNA DIFERENTES E ÚNICOS...

UM DIA UM AMIGO QUESTIONOU-ME O PORQUÊ DE PEDRAS NUAS? TUDO COMEÇOU PELO FASCÍNIO DA PEDRA MOLDADA...É GRANDIOSO QUE DA PEDRA NASÇA "VIDA" E ESSA VIDA SEJA ARTE.

FAÇO UM BRINDE ESPECIAL A TODOS OS AMIGOS QUE AMAVELMENTE ME LÊM E APRECIAM DE ALGUMA FORMA AQUILO QUE VOU CONSEGUINDO ESBOÇAR.

BROWN EYES...OBRIGADA PELA GENTILEZA...VEMO-NOS QUASE TODOS OS DIAS POR CÁ...FREQUENTAMOS ASSIDUAMENTE A "CASA" UMA DA OUTRA...

ASTA SIEMPRE

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Por ti...

As tuas mãos trémulas e frias
repousam carinhosamente nas minhas
aquecidas em lume brando...
na paz destes dias...
Expulsa essa nostalgia
sou de novo tua alvorada
teus olhos nublados enchem-se de maresia
e eu choro de comoção e alegria...
Desmancha a ruga sombria
que no sobrolho fez ninho
meu peito segura teus cansaços
agora sou eu que te dou carinho...
e que amparo teus passos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010