sábado, 1 de junho de 2013

A culpa não é dos meninos de cristal, de quem será?

"No Blog Assobio Rebelde” da autoria de Maria dos Anjos, foi publicado o texto que de seguida transcrevo e que erradamente tem circulado pela internet atribuído (arbitrariamente por quem não sabia e não tem nada melhor para fazer…) a outros autores mais ou menos conhecidos do público."
"Sem mais comentários, deixo o texto que, na minha opinião, não explica tudo mas resume muito bem alguns dos argumentos que aparecem na discussão dopost anterior."
Um dia, isto tinha de acontecer.
Existe uma geração à rasca?
Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.
Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.
A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo.
Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.
Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.
Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos…), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.
Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.
Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, … A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem  Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde  uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.
São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dosqualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.
São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer “não”. É um “não” que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!
A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.
Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a  informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.
Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.
Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.
Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.
Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.
Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.
Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?
Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!
Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem  são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).
Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.
E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos – e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!
Novos e velhos, todos estamos à rasca.
Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.
Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.
A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.
Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?
Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.
Pode ser que nada/ninguém seja assim."
O Bom
Nota minha: O texto não é novidade, circula há muito na Net, não recordo se já o publiquei...  mas  convém relembrar certas e determinadas verdade e  realidades.

sábado, 18 de maio de 2013

Ponta Afiada


Um mundo de Plástico.

O plástico invadiu a nossa vida de forma avassaladora. Um fenómeno como nunca antes visto. Basta olhar à nossa volta; começa logo no biberão das crianças (atenção, o plástico liberta toxinas por ação do calor e o bebé ingere leite misturado com essas toxinas. O plástico é altamente tóxico, a sua origem é o petróleo, que após um tratamento específico, é separado dando origem a um derivado que se chama; nafta, que por sua vez é a matéria prima do plástico. Algumas substâncias desprendem-se e entram no organismo, causando sérios problemas, como : febre em bebés, diminuição da produção de espermatozoides e várias outras patologias),  os brinquedos, as embalagens dos alimentos, as cadeiras dos automóveis, o teclado do computador, o calçado. O plástico é abundantemente utilizado na Medicina. Se cada um de nós fizesse um levantamento de todos os objetos de plástico que se encontram em cada dependência da casa, provavelmente surpreender-se-ia com o número que iria encontrar. Consequentemente deparamo-nos com uma geração que não vive sem plástico, come plástico (dizem que o peixe é mais saudável que a carne, porém, quem aconselha desconhece que certas espécies, tal como o polvo, o camarão, o peixe e outros animais marinhos, confundem resíduos de plástico, atirados ao mar ou na praia pelos negligentes humanos, e, ingerem-no confundindo com plâncton. E esse plástico volta ao nosso estômago. É caso para dizer, o feitiço volta-se contra o feiticeiro mas paga o justo e o pecador. A poluição é devastadora e trágica para o meio ambiente e consequentemente para nós. A ilha de plástico no Pacífico aumentou desmesuradamente, possui mais de 586 mil quilómetros quadrados e está alterando o ecossitema marinho. De acordo com o Programa das nações Unidas para o meio ambiente, o problema do lixo plástico é mais grave a norte do oceano Pacífico mas repete-se por todo o ambiente marinho do planeta. Segundo o Instituto de Macromoléculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi encontrada na floresta Amazónica, uma bactérica que pode comer resíduos de plástico, incluindo os mais resistentes, aparentemente contribuirá de forma positiva para o meio ambiente. Esperemos que seja assim, de qualquer forma não sei se não será já um pouco tarde, investe-se muito nisso? Há anos que os ambientalistas têm feito apelos, aos cuidados a ter com a Natureza, casa comum de nós mortais mas a poluição não pára de aumentar. Além dos atentados perpetrados pelos humanos (incêndios, etc). O mais degradante dentro do contexto é assistirmos à plastificação da humanidade. A alegria é plástica, os sorrisos são de plástico, as palavras são de plástico. o amor é plástico…  a política nunca foi tão plástica, a verdade anda nua, vazia e nada inteira, mente-se e volta-se a mentir com um ar de verdade, a mentira já não choca, é natural mentir, toda a gente mente. Não há honra, não há verdade, não há seriedade, não há autenticidade.  Um bom político pode ser vigarista, mentiroso, arrogante,despesista,cínico, aplicar reformas contra o povo, oprimi-lo, empobrecê-lo, conduzi-lo à loucura e à morte  mas tem o condão de exprimir-se bem….de proferir umas verdadezinhas aqui e ali….numa mistura que ludibria os mais incautos e até mesmo os mais ilustres. Não há como uma boa “narrativa”.  E pode-se confiar numa “narrativa” tendênciosa, pouco esclarecedora, uma mistura de verdade e mentira? Um discurso voltado para si mesmo, incapaz de assumir deslizes e fracassos como se isso fosse mau ou diminuitivo de um ser humano. E as várias narrativas que se podem encontrar  numa obra de arte   são sempre bem vindas, e quanto mais abstratas e subjetivas melhor mas em política, a visão do país não pode ser enviesada. Um país não é um quadro, nem um texto literário que se pode virar a página por não gostar de um capítulo. Haja compromisso, confiança e caráter.
As redes sociais são elucidativas de quantos querem ser famosos a troco de nada; é que nem esforço fazem para mostrar o quanto valem.
As religiões são todas elas de plástico, baseadas na aparência plástica do ser. Não existe profundidade, importa ficar bem na fotografia!
A cultura tem vindo a se plastificar, tudo é descartável, tempo de vida zero.
Continuando nesta  linha, muitas mulheres e homens optam por plásticas, tudo pela imagem exterior! A aparência conta imenso, muito mais que o interior mas as pessoas usam slogans do contrário…porque fica bem.
“ Ai de mim que estou perdido! Porque sou um homem de plástico e habito no meio de um povo de pástico” – Profeta Isaías .
PN 

domingo, 14 de abril de 2013




Mil beijos


A chave coberta de musgo verde

 rodou na fechadura da porta centenária.

A ranhura estreita, castanho ocre, oxidara,

escurecera aqui e ali,

invadida pela poalha mística dos invernos brumosos.

Quando finamente dava mostras de abrir,

eis que… emperrou, nem para um lado, nem para outro…

foi tal a insistência da mão que tentou…

que a chave na fechadura, vozeou… chorou…

a chave musgo tornou a girar

e num estalido a porta destrancou …

 a mão vagarosamente empurrou, empurrou…

os gonzos sobressaltaram,

 guincharam as frinchas por perto.

Mal a porta se tinha aberto,

nem o interior se adivinhava…

quando se ouviram risinhos.

a mão hesitou intimidada

descansou

quase  no interior  penetrou.

Se não fosse uma  lufada de vento que quase a porta fechou

 Uma eternidade  mão levou e impediu,

que a pesada porta não voltasse a  abrir…

corajosa, não deixou.

Os risinhos ficaram mais perto,

mais sonoros,

 mais densos…

assim que se vislumbrou o íntimo do quarto…

saltaram de trás da porta dezenas de deles…

todos aos gritinhos,

tão eufóricos,

 tão louquinhos por beijinhos

 e num linguajar ininteligível …

o batalhão atirou-se a beijar

os olhos,

o nariz,

os cabelos,

as mãos

a boca

……..

Para logo desmancharem-se numa nuvem de pó.

Dentro do lúgubre quarto,

jazia uma escrivaninha enfarinhada,

onde as aranhas haviam feito morada

e as teias, lençóis de linho,

 mais alvas que o próprio branquinho .

Sobre o tampo, esquecido, um tinteiro com tinta fresca,

 a pena escura ainda gotejava e num fragmento de tecido onde mal se descortinava:

“ Querida e amada Alice, encomendei mil beijinhos e são todos para si, em sinal da minha ternura e profunda admiração pela mulher que é. Há nuvens de amargura sombreando a minha cabeça, fui de novo chamado ao combate…vou sem fé, matar homens tem algum sentido?! Não há justiça neste mundo, nem paz que nos valha! Os generais, responsáveis pela guerra não dão sossego… Querida Alice, lamento não estar aqui, o meu maior anseio; abraça-la muito na hora derradeira. Mas fique certa que a levo no coração e no pensamento. Com muita amizade e carinho.

O capitão, seu para sempre…

Mil beijos

PN 14 de Abril de 2013


sábado, 23 de março de 2013

JoanaManuel_Actriz_youtube

http://youtu.be/t3bwfURSztA

Clique por favor sobre o nome da Actriz e não perca o seu conteúdo porque vale muito a pena ouvi-la!!!

Boa Páscoa

quinta-feira, 21 de março de 2013

Crianças do 1.º ciclo "trabalham" tanto ou mais do que os adultos

Lusa / EDUCARE | 2012-10-01
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Muitas crianças portuguesas entre os seis e os dez anos trabalham como alunas tanto ou mais do que os adultos, com oito horas diárias na escola a que muitas vezes acrescem trabalhos de casa "repetitivos e inúteis", defendem especialistas.
"A vida das crianças a partir dos seis anos não pode funcionar só a partir da escola. A escola é muito importante, mas a educação informal e os momentos de lazer e o brincar são fundamentais", argumenta Maria José Araújo, investigadora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto.

Vendo o tempo médio de trabalho de um adulto, entre 37,5 e 40 horas semanais, percebe-se que muitas crianças trabalham no seu ofício de alunas tanto como um trabalhador adulto. Contudo, enquanto o trabalho profissional dos adultos é seguido de descanso para a maioria das pessoas, o trabalho escolar é cada vez mais desenvolvido dentro e fora da sala de aula, nota a investigadora, em declarações à agência Lusa.

Opinião idêntica revela o pediatra Mário Cordeiro, para quem as crianças trabalham mais do que os adultos: "Qualquer sindicato das crianças, se existisse, nunca permitiria tamanha carga horária".

O tempo para brincar, descansar e preguiçar é, segundo os especialistas, subvalorizado.

"A cultura escolar sobrepõe-se à cultura lúdica", refere Maria José Araújo, que lamenta que o tempo livre das crianças seja invadido pela escola, não deixando que a criança possa descansar e escolher o que fazer.

Trata-se sobretudo da forma como as atividades são estruturadas, já que mesmo as atividades de enriquecimento curricular são pensadas em termos de escolarização.

"O ensino formal é muito importante e devemos estimular as crianças para isso. Mas depois de cinco horas de atividade letiva, é preciso descansar e brincar. As outras atividades que as crianças realizem devem ter uma metodologia lúdica", defende. 

Atualmente, a escola e a família parecem ter esquecido que a brincar se "aprende muito": "as crianças não brincam para aprender, aprendem porque brincam. Brincar é viver, para as crianças. É necessário respeitar a cultura lúdica e as culturas da infância".

Repetir em casa o que se fez na escola, prolongando o tempo de trabalho escolar, é um dos erros que se tem vulgarizado, defende.

"Os TPC [trabalhos para casa] são muitas vezes repetitivos e inúteis. Meninos de seis e sete anos andarem a repetir letras e fichas, com o argumento de que eles gostam e precisam, devia ser proibido, como acontece já nalguns países", sustenta Maria José Araújo.

Contudo, a investigadora diz que é necessário distinguir entre estudar e fazer TPC: "Estudar é importantíssimo e deve ser ensinado e incentivado. Deve ser mostrado isso às crianças.

Mas estudar tem de ter a adesão voluntária de quem o faz. Já os TPC repetitivos podem ajudar a mecanizar, mas afastam a criança do sentido e do valor do conhecimento." 

Para Maria José Araújo, os TPC, a existirem, devem ser feitos na escola, eventualmente no apoio ao estudo e nada mais, até porque "representam muito em termos de tempo que ocupam, mas muito pouco em termos de estímulos cognitivos".

"Na verdade, se os TPC, tal como os conhecemos, ajudassem as crianças a ter sucesso escolar já se teria notado", indica, sugerindo que se deve antes ajudar as crianças a compreender o significado do conhecimento e das diferentes formas de aprendizagem.

"Saber não é só repetir e há muitos educadores que apostam mais nesta versão", defende.

Também para o pediatra Mário Cordeiro, a escola, onde os meninos permanecem tanto tempo, tem a obrigação de ensinar "sem invadir o espaço-casa, onde as crianças devem estar sem pressões".

"Os TPC diários, na versão 'mais do mesmo', são uma invasão da privacidade, na pior hora possível para a família e quando o aluno não tem capacidade de resposta, originandostress familiar e pessoal. Deviam ser abolidos", defende Mário Cordeiro.

Crise aumenta pressão sobre as crianças para serem "alguém no futuro"A crise está a fazer com que pais e professores aumentem a pressão que exercem sobre as crianças para serem "alguém no futuro", sufocando-as com exigência e contribuindo para desencadear perturbações obsessivo-compulsivas, constata a investigadora Maria José Araújo.

"A maioria das crianças tem imensos trabalhos para casa (TPC) para fazer depois do horário escolar e sentem-se sufocadas com a pressão dos pais, da escola, mas também dos centros de estudo e do ATL (atividades de tempos livres), que não compreendem que depois das aulas elas precisam de brincar. Com a crise, a pressão está a aumentar imenso", afirma à agência Lusa a investigadora com experiência de trabalho com crianças nesta área.

Maria José Araújo considera que é necessário refletir sobre a angústia dos pais, sobre o que significa a excelência e o sucesso, já que as crianças são diferentes e têm ritmos de vida que devem ser respeitados. 

A ideia de que se as crianças trabalharem muito hoje vão ser alguém no futuro não tem, no contexto atual, grande sustentação, além de se ter tornado numa pressão social, refere, em entrevista à agência Lusa.

"O discurso é todo à volta do sucesso, sem se explicar muito bem de que sucesso estamos a falar. E isto exerce uma pressão enorme. Os pais pressionam os filhos, os professores pressionam os alunos e a sociedade pressiona as crianças", diz.

Segundo a especialista, alguns pediatras e psicólogos têm mostrado muita preocupação com esta situação, relatando atitudes de cansaço e angústia nas crianças e comportamentos de grande mal-estar que desencadeiam stress ou depressão.

"O receio alimentado pelo espetro do desemprego e pela incerteza económica tem aumentado brutalmente. E aumenta a pressão sobre os pais, que exercem mais pressão sobre as crianças", nota Maria José Araújo.

O pediatra Mário Cordeiro defende que o objetivo do sistema de ensino não deve ser "começar a formar cavalos de corrida para a retoma económica".

"O objetivo deve ser ensinar, dar informação que permita formar conhecimento, transmitir sabedoria, dar instruções práticas para situações concretas, desenvolver a capacidade de pensar, raciocinar, refletir, dialogar", declarou à Lusa.

O sistema, diz Mário Cordeiro, deveria tentar que cada aluno sinta brio e vontade de ser melhor e não, como nos quadros de honra e rankings, o melhor de todos.

Nota: Desejo Feliz Páscoa a todos os Amigos. Prometo retribuir as visitas. Sempre Grata pela vossa prsença aqui. As minhas sinceras desculpas a quem estou em falta e com certeza serão muitos.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Ry Cooder Paris, Texas


http://youtu.be/X6ymVaq3Fqk


Nota: Desejo Feliz Páscoa a todos os Amigos. Prometo retribuir as visitas. Sempre Grata pela vossa prsença aqui. As minhas sinceras desculpas a quem estou em falta e com certeza serão muitos.