segunda-feira, 19 de maio de 2014
ALERTA A TODOS OS HUMANOS!
Sendo hoje o dia da hipertensão arterial, estou aqui a ler no jornal que especialistas recomendam, que todas as crianças a partir dos três anos devem medir a pressão arterial, nas consultas de vigilância médica. Alertam para o aumento de casos de hipertensão na infância e na adolescência. Segundo A Sociedade Portuguesa de Pediatria, a hipertensão é um factor de risco importante e potencial de doença cardiovascular e de doença renal em qualquer idade.
sábado, 17 de maio de 2014
I Love you Conchita.
Foi um travesti que conquistou o Festival da canção e tudo se passaria de forma natural mas assim não aconteceu, porque o rapaz apresentou-se vestido de mulher e com barba na cara. Que ousadia! Que vergonha! Até um senhor de leste se insurgiu contra o que ele designa de "corvo" e as petições que circularam na Net para boicotar a atuação, a brilhante atuação! ..... ___Quanto preconceito? Quanta pequenez?! Quanta ignorância! _____ eu própria ouvi coisas deste lado, de gente que convive comigo.... aberrações, ideias retrogradas, pessoas mal formadas.... Com tantos problemas para resolver, problemas que nos atingem na pele, na carne, no osso, na alma.... que nos matam todos os dias, veneno mortífero___DESIGUALDADE. DESEMPREGO. DEPRESSÃO._____
Deixem o rapaz ser TRAVESTI, ANDRÓGENO....HOMOSSEXUAL o que ele quiser ser. Ele é dono de si próprio! _____ A nossa sociedade é só hipocrisia, pura hipocrisia! Muitas das vezes com imensa porcaria dentro de casa. Mas sempre pronta a apontar o dedo aos outros para não ver a MERDA que é !
Nota: Portugal levou para o Festival uma canção pimba???? Nós não queremos mostrar o que temos de melhor no país? Não é para projetar o que fazemos de bom lá fora? Ou é só o Cristiano Ronaldo que o faz? É pouco, muito pouco! Quando surge uma oportunidade, deixa-se escapar?
Viva a Conchita com a sua bela voz que cantou e encantou!
(Há muitos anos que não sigo Festivais, desde o tempo do Fernando Tordo, Paulo de Carvalho, Manuela Bravo....e desta vez apanhei algumas canções por mero acaso. Tenho dito)
PN
Deixem o rapaz ser TRAVESTI, ANDRÓGENO....HOMOSSEXUAL o que ele quiser ser. Ele é dono de si próprio! _____ A nossa sociedade é só hipocrisia, pura hipocrisia! Muitas das vezes com imensa porcaria dentro de casa. Mas sempre pronta a apontar o dedo aos outros para não ver a MERDA que é !
Nota: Portugal levou para o Festival uma canção pimba???? Nós não queremos mostrar o que temos de melhor no país? Não é para projetar o que fazemos de bom lá fora? Ou é só o Cristiano Ronaldo que o faz? É pouco, muito pouco! Quando surge uma oportunidade, deixa-se escapar?
Viva a Conchita com a sua bela voz que cantou e encantou!
(Há muitos anos que não sigo Festivais, desde o tempo do Fernando Tordo, Paulo de Carvalho, Manuela Bravo....e desta vez apanhei algumas canções por mero acaso. Tenho dito)
PN
quarta-feira, 7 de maio de 2014
" Um homem singular" - Com Colin Firth e Julianne Moore
"Los Angeles, 1962, no pico da Crise dos Mísseis de Cuba. George Falconer é um professor universitário de 52 anos, a tentar encontrar de novo um sentido para a vida , depois da morte do seu companheiro de sempre, Jim.
Excerto de uma aula que pareceu-me interessante, o professor tinha pedido para os alunos lerem um livro, cujo autor não fixei o nome, o tema incidia sobre os nazis e judeus.
A certa altura o professor explicou:
" Claro que os nazis não tiveram razão para odiar os judeus mas o seu ódio aos judeus não deixou de ter uma causa. Simplesmente a causa não era REAL . A causa era IMAGINÁRIA. A causa era o MEDO.
Deixemos os judeus por um momento. Pensemos noutra minoria , uma que possa passar DESPERCEBIDA se for preciso.
Há toda a espécie de minorias. As LOURAS, por exemplo. Pessoas com SARDAS. Mas uma minoria só é considerada como tal quando CONSTITUI uma AMEAÇA qualquer para a MAIORIA. Uma ameaça REAL ou IMAGINÁRIA. E aí reside o medo. E se essa minoria é, de algum modo, INVISÍVEL, o medo é ainda MAIOR. E esse medo é a razão da perseguição feita à minoria. Por isso, há sempre uma CAUSA. A CAUSA é o MEDO.
As minorias não passam de PESSOAS. PESSOAS como NÓS. Afinal, o MEDO é o nosso INIMIGO REAL. O medo é que está a conquistar o nosso mundo.
O medo está a ser utilizado como um INSTRUMENTO de MANIPULAÇÃO da nossa SOCIEDADE. É com ele que os políticos impingem a política! É com ele que a Madison Avenue nos vende coisas que não precisamos. Pensem nisso.
O medo de ser atacados. O medo de que haja comunistas a espreitar a cada canto. O medo de que um país qualquer do Caribe, que não acredita no nosso estilo de vida, seja uma ameaça contra nós.
O medo de que a cultura negra possa conquistar o mundo. O medo das ancas do Elvis Presley. Por acaso, talvez esse seja um medo real.
O medo de que o nosso mau hálito possa arruinar as nossas amizades. O medo de envelhecer. De ficar sozinho.
O medo de nos tornarmos inúteis. De que ninguém se interesse pelo que temos a dizer."
Assisti ao filme na RTP1 e ADOREI ! Haveria mais assunto, contudo, fico-me por aqui, quem quiser ....está à vontade, responderei na medida do possível.
PN
sexta-feira, 25 de abril de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Grata pela vossa companhia
Desculpem as ausências demasiadamente prolongadas....não tem sido possível fazer a habitual visita de outros tempos.... Abraço
PN
domingo, 13 de abril de 2014
Com imenso carinho ...
A casa antiga desmorona
lentamente…. Os sorrisos apagam, as palavras antes ruidosas, efusivas …
sussurram presas nas cordas vocais partidas…na mesa da sala grande, as células
proliferam e proliferam, duplicam e imiscuem-se com as velhas. O imbróglio está
feito.
O tumulto começa. Os olhos azul céu
flutuam aguarelados e baços na poalha da antiguidade, buscam consolo na manta
que cobre os joelhos, os ossos frágeis já não seguram a leucemia crónica… nem
os mil e cem fungos, trajados de soldados, um batalhão imenso, colossal, que se
apodera do trato urinário.
E a neve? Aquela branca, casta,
pura e fria…nunca viu…deixou a oportunidade escapar-lhe dos dedos. O desgosto instala-se
no quarto e revolve-o, prende-lhe as pernas quebradiças e atira-o ao leito sem
qualquer piedade…. O aposento torna-se exíguo, a cadeira de rodas choca com os
móveis, faz inversão de marcha, sai porta fora e despeja-o num lar de gente
cuja sorte atraiçoou.
Não, não, não pode ser. Que taça
dá-lhe Deus a beber?! Implora que o devolvam a casa…não tem a certeza de qual,
as imagens sucedem-se, empurram-se umas às outras, emergem do fundo do tempo e
surgem imprecisas, incertas, enevoadas… O sol torna-se forte, mais claro e eis que
a verdade abre cortinas e os olhos cerúleos procuram ler no cérebro estafado
quem são aqueles vultos estranhos que povoam a visão, esqueceram-se de lhe
colocar os óculos, os lábios entreabrem-se, esbugalha mais as pupilas, aguça a
opacidade dos cristalinos e decifra as imagens meio sumidas que parecem
feri-lo, a dor da traição grita mais e mais fundo, são muitos coxos em cadeiras
de rodas, alguns abandonam os corpos nos assentos, atirados de qualquer
forma sobre os sofás, outros arrastam-se de um lado para
outro, titubeiam periclitantes, percorrem a sala num fictício passeio, há
rostos pardos e fechados, cabelos lambidos, expressões inexpressivas, sorrisos
dementes, bocas desdentadas e putrefactas, pálpebras caídas, vozes
desconhecidas, ruídos indecifráveis, cheiros estranhos e pestilentos. Quer fugir, tem urgência em escapar, abalar
desesperadamente, correr… Sente-se impotente, interditado pela banda que o
prende à cadeira de rodas, arrisca pedir socorro, contudo, as palavras
morrem-lhe na garganta, estão sepultadas no peito. Irremediavelmente perdido desprende
o saco lacrimal e caudais de rios lançam-se face abaixo. Agora terá de lidar
com aquele flagelo. Um nervoso miudinho aperta-o, entala-o, espreme-o.
No dia logo a seguir a este, a
mente recusa continuar, o alzheimer enlouquece-o, precipita-o no abismo do sono
profundo, ausenta o ser, agora é um estranho de si mesmo. O pesadelo é acordar.
As dores trucidam e não há mais ânimo para suportar… Mal sobem os cílios, volta
a cerrar, é o mesmo lugar sem nome, longe de casa, distante dos seus.
Desinquieta-se, encoleriza-se… dão-lhe a tomar qualquer coisa, fazem-no
deglutir, tenta recusar, não consegue, está muito debilitado e vencido,
carcomido pela doença. Adormece e o coração não o acorda a horas regulares, é
transportado para um campo de concentração… onde chocam camas e mais camas, gente
como ele, vencida, gente que já nada tem a não ser abandono, incompreensão e
sofrimento. Gente que tem um corpo que pesa muito aos demais, gente que não
cabe no mundo dos vivos. Gente sem sorte e sem norte, sem nenhuma esperança…
amalgama de gemidos…. Ninguém os atende…
Aguarda-os “o corredor da morte”. Colocam no homem a máscara de oxigénio…é tão pesada!
Estão a magoá-lo…” Senhor perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Se ao
menos ele pudesse fazer um gesto e pedir outra posição, os ossos do rosto
estreitados daquela forma… por favor não. Nova dose de anestesia, a dor vai
ficando distante, os ruídos diluindo-se por lá…. e o ser a ir…. é sacudido
abruptamente, acorda surpreso, a maca segue viagem por caminhos desconhecidos, abre bem os olhos e é noite?! noite cerrada. Está
só com dois estranhos? transportam-no para onde?
É despejado na sala A, quarto
andar…. Há outros condenados ao lado, são mais jovens, safam-se. Para o homem é
o fim da linha. A máscara de oxigénio está mais apertada… as secreções alojaram-se em força no peito. Visita-o um
anjo, fita-o, tenta articular palavras, sai apenas um vagido. Desiste. Os dois
olham-se mutuamente e o anjo segreda-lhe ao ouvido:
- Vai, não temas, Deus está a
chamar-te.
Depois segura-lhe na mão, afaga-a.
O homem enternecido fita-o longamente, vencido pelo cansaço, a cabeça tomba e
adormece profundamente.
E a Teresa? Não se despediu dela…
nem se recorda quando a viu pela última vez, como estará? Onde estará? A
companheira de uma vida…
É tudo tão confuso… o coração vai-se
negando a acompanhar o corpo…a máscara cobre-lhe o rosto, deixa marcas, a mão
esquerda torna-se, fria, pesada e inchada, a esquerda violácea e imóvel desde o
primeiro Acidente Vascular Cerebral. Voltam o homem para o lado esquerdo, a
cabeça inclinada para o alto…e o estertor ansioso a estremecê-lo todo e os
olhos claros abertos, fitos no infinito… o anjo ronda de novo por ali, toca-lhe,
fala-lhe com brandura, o que disse não sei…. Horas depois, pelas dezoito horas
e vinte minutos daquela terça feira prenhe de sol, o coração do homem pára
definitivamente.
PN
quinta-feira, 13 de março de 2014
Branco
Por força das circunstâncias
desenraizaram-me
trasladaram meu corpo chagado
para terreno baldio…
As cataratas deambularam à procura dos óculos
do pijama…da mesa de cabeceira
das gavetas compridas da penteadeira
dos vários espelhos que refletiam a minha longevidade
do vestuário de três portas
onde baloiçavam as nossas indumentárias domingueiras
cada vez mais raro vestirmos
Guardei ali o fato cinzento com que me casei,
O fato da minha vida
Sempre pronto para qualquer acontecimento
Quantas vezes me sentei na extremidade da cama
cabelo oleado, rosto formoso, barbeado
sem rugas, bem trajado e o espelho esguio a cismar por mim
Passou uma gazetilha entre os meus dedos
que seguia com particular interesse
Um leitor assíduo, compulsivo
Depois as letras ficaram distantes e apagadas
só chegavam aos meus olhos os cabeçalhos…
Que distância…uma eternidade.
Em casa, nunca faltou pão para a boca
uma família pequena, à medida das minhas posses
Honesto, reto, humilde trabalhador
Nunca roubei nada a ninguém.
tudo o que conquistei é meu…
a consciência limpa e tranquila
filhos criados e bem educados
Sempre presentes e amados
e
Hoje, acabado
meio perdido, meio achado
num quarto estranho
de sombras claras, a esperar o fim
a última trasladação
o sol nu espeta-se de rompante, revela muito a misantropia
do ser desfigurado em
que me tornei.
Estou distante dos meus cantos
dos objetos que toquei
onde fui senhor e rei…rei de coisa nenhuma
Apenas um pacato homem do seu tempo.
desfeito em lençóis
Busco do fundo da memória
a identidade perdida…
Chamo alguém
mas não sei quem…
Que Deus me valha
e me tire deste aperto
desta mágoa…
Me liberte deste corpo, desta mortalha…
PN
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