sábado, 24 de outubro de 2015

Vai, vai à fonte!
estanca a água forçada a escorrer…
caudal de gemidos, filhos malquistos da nação!
Cava regos escorraçados,
desenfreado desespero à procura de tecto, paz e pão
tanta fartura empapada
vergonha da alta nobreza, agarrada à sua razão!
E a água desamparada
sem lugar para escoar
abatida à partida  … atraiçoada  pelo irmão
continua a correr e  a ferida a sangrar !
Foge, foge da fonte endiabrada
que ninguém a vai fechar?!....
PN




domingo, 18 de outubro de 2015

Folha do álamo

Como vem sendo habitual, sigo um programa de cariz político, salvo raras excepções deixo de assistir. Aprecio o bom humor, a irreverência de alguns intervenientes, a teatralidade sem medida, jocosa e hilariante …e sobretudo bem representada. Risos e mais risos, gargalhadas de preocupações... esgrimem-se no uso da palavra, atropelam-se uns aos outros que mais se assemelha a uma garatuja balbuciante, libertina!
Quais protagonistas? “actores” de barba rija, detective Dupont; “As aventuras de Tintin”, versão singular…  e uma “barbie”,cabelo curto, modernaça …fazedores da sua própria arte cénica… retórica fluente, bem fundamentada, convincente, discursos inflamados, críticas contundentes  e eficazes, inteligência própria de aclamados deuses.
É do olho ficar pregado ao ecran e queixo a ziguezaguear pela sala… não fosse … a “barbie”…ou melhor, a Cleópatra loura, a outra foi grande negociante, esta não é; impõe a sua vontade de falar, constantemente a meter o pé em seara alheia, é rainha e senhora do debate e da noite, o centro das atenções e que os barbas longas se cuidem, ela dispara a queima roupa… sedutora como a outra, extremamente perspicaz, sapiência no uso do poder…! O seu grande defeito; mudar de opinião com demasiada frequência, muito contraditória, instável …
Impressiona! E fundamenta sempre a suas teorias, julgo no entanto ser atrevido para uma jornalista desta craveira:
 Apoia um candidato, faz campanha em pleno programa, apela ao voto, conhece o projecto, sempre a defender, vai à guerra por ele, defende-o com unhas e dentes, sopra ventos ciclónicos e rosna quando os outros “actores” se manifestam opositores. Acontecem as eleições, o suposto candidato perde e a senhora, passados oito dias, tem a audácia de confessar em público que se enganou? O que é isto?
Se ela que é tão entendida em política… a que domina o debate, tem as ideias mais esclarecidas … teve tempo suficiente como toda a gente para medir prós e contras e vem desdizer tudo o que tinha dito durante semanas a fio?! Estão a brincar connosco, isto é esclarecer? Isto é nublar! Mostrou-se inquieta com a taxa de abstenção? Parodiou os indecisos! Como é possível? E não é a primeira vez que a dita senhora muda de versão?! Eu também mudo de ideias mas com esta leviandade, por favor! Não! Parece que bebe, pica a veia, snifa ou é louca! Quem tem telhados de vidros, atira pedras aos outros? Mau!

PN

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Pensamento de PN

Quando a Humanidade( homens e mulheres) for capaz de fazer um Verdadeiro e Sincero Mea Culpa, vindo das estranhas, sem fingimento, aparência enganosa ou exterior fachada, mas transparente e cristalino como água, própria para consumo, o mundo há-de pular e avançar como bola colorida por entre as mãos de uma criança... e que não peque por tardia....porque se vier demasiado tarde, torna-se irremediável - (Citada uma frase do poema de António Gedeão)

sábado, 12 de setembro de 2015

Aquele menino morto na praia


Não teremos democracia em casa apoiando ditaduras alheias

Na Islândia, o governo anunciou a disponibilidade para receber 50 refugiados sírios. Indignada com a mesquinhez dos números, a escritora Bryndís Björgvinsdóttir lançou um apelo através do Facebook para que os seus compatriotas se pronunciassem sobre o assunto. Em menos de 24 horas, dez mil islandeses prontificaram-se a abrir as portas das suas casas para receber refugiados. A impressionante vaga de solidariedade levou o governo a rever a proposta original. A Islândia, importa realçar, é um pequeno país, com apenas 330 mil habitantes, metade da população de João Pessoa.
Há várias lições que se podem retirar deste episódio: a primeira tem a ver com vergonha e redenção. A enorme tragédia em curso, com vagas de refugiados, de diversas proveniências, que tentam todos os dias alcançar solo seguro, expôs ao mundo uma Europa dividida, enfraquecida e moralmente degradada. Durante décadas, os europeus orgulharam-se da sua suposta superioridade moral. É verdade que a Europa deixou de ser o centro do mundo — reconheciam eles. — É verdade que perdeu os impérios e vem perdendo, a cada dia, influência política e cultural; contudo, é ainda uma referência ética. Vemos grupos de polícias a perseguirem e espancarem velhos, mulheres, crianças, que conseguiram fugir de um país em guerra. Vemos, pois, polícias a espancarem vítimas. Vemos a seguir os cadáveres flutuando no mediterrâneo, porque ninguém os quis socorrer. A imagem do corpo de um menino de três anos, numa praia da Turquia, correu mundo com a legenda: “a Humanidade deu à costa”. Vemos tudo isto e compreendemos, horrorizados, que, afinal, os bárbaros já tomaram a Europa. Os bárbaros estão instalados no poder, na Hungria, mas também em Portugal. Os bárbaros governam o Reino Unido, a França e a Itália. Os bárbaros triunfaram.
A atitude do povo da Islândia devolve-nos alguma esperança na Humanidade, ao mesmo tempo que salva o rosto envergonhado da Europa.
Com a sua resposta rápida e generosa os islandeses mostraram-nos que a indignação, bem dirigida, ainda pode (co)mover as verdadeiras democracias. As democracias — tantas vezes nos esquecemos disto — fazem-se com o povo.
Há poucos dias a Al Jazeera entrevistou um refugiado de 13 anos, Kinan Masalmeh. “Tem alguma mensagem para os europeus?” — foi uma das perguntas. O menino não hesitou:
“Nós não queremos vir para a Europa.” — disse. — “Só queremos que ajudem a parar a guerra na Síria”.
Simples assim. Não teremos democracia em casa, apoiando ditaduras alheias. Não teremos paz, se não houver paz na casa dos vizinhos. Não haverá desenvolvimento para uns, se não houver para todos. A Hungria bem pode erguer os mais altos muros. Israel pode erguer muros. Os Estados Unidos podem erguer muros. Muros degradam sobretudo aqueles que os erguem. Além disso não têm conseguido evitar que milhares de pessoas desesperadas os ultrapassem. O desespero encontra sempre soluções para vencer os piores obstáculos.
O que virá depois dos muros? Ordena-se o fuzilamento dos migrantes? Afundam-se a tiros de canhão as pequenas embarcações que os trazem? Prendem-se os refugiados sobreviventes e todos aqueles que os procurem ajudar?
Não basta que nos horrorizemos ao ver a imagem do menino morto na praia. “Não consigo olhar para aquelas fotografias” — queixam-se centenas de pessoas nas redes sociais. Não conseguem?! Pois é bom que olhem! É bom que vejam o menino morto, e que vejam também todo o imenso horror que o trouxe até àquela praia turca. Somos todos culpados pela morte dele, seja devido à nossa cumplicidade direta, apoiando guerras, ou pela nossa inércia, sempre que desviamos o olhar. Aquele menino continuará a morrer nessa mesma praia, em outras praias do mundo, enquanto não nos mobilizarmos em conjunto para impedir que prossiga a devastação da Síria. Enquanto não nos mobilizarmos todos para que a democracia triunfe em Angola, no Zimbábue ou na China. Enquanto não nos mobilizarmos para impor modelos de desenvolvimento mais justos, que respeitem o ambiente, e ajudem a arrancar da miséria milhões de pessoas em todo o mundo.
Vale a pena recordar aqui o artigo 14 da Declaração Universal dos Direitos do Homem: “Toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de asilo em outros países”.
O menino morto, nessa famosa foto que tantos não conseguem encarar, chamava-se Aylan Kurdi. Tinha um irmão de cinco anos, Galip. A mãe chamava-se Riha. Só o pai, Abdullah, sobreviveu ao desastre. Espero que um dia ele nos consiga perdoar.
 Enviaram-me por email e não resisti à tentação de o publicar. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Avicii - Waiting For Love (Lyric Video)



Esperando o Amor (part. John Legend)
Onde há uma vontade, há um caminho, meio belo
E toda noite tem seu dia, tão mágico
E se existe amor nessa vida, não há obstáculos
Que não possam ser superados
Para cada tirano e seus vulneráveis
Em cada alma perdida, os ossos do milagre
Para cada sonhador, um sonho, somos imparáveis
Com algo para se acreditar
Segunda-feira, você me deixou despedaçado
Terça-feira, eu estava cansado de esperar
Quarta-feira, meus braços vazios estavam abertos
Quinta-feira, estava esperando o amor, esperando o amor
Graças as estrelas, é Sexta-feira
Estou queimando como um fogo selvagem no Sábado
Acho que não vou à igreja no Domingo
Estarei esperando o amor, esperando o amor
Chegar
Somos únicos, insubstituíveis
Como fiquei tão cego e cínico?
Se existe amor nessa vida, somos imparáveis
Não, nós não podemos ser derrotados
Segunda-feira, você me deixou despedaçado
Terça-feira, eu estava cansado de esperar
Quarta-feira, meus braços vazios estavam abertos
Quinta-feira, estava esperando o amor, esperando o amor
Graças as estrelas, é Sexta-feira
Estou queimando como um fogo selvagem no Sábado
Acho que não vou à igreja no Domingo
Estarei esperando o amor, esperando o amor
Chegar.

Nota: Uma ajuda, mesmo não sendo a melhor tradução!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

"O Eixo do Mal" e a situação dos refugiados



“ Sobre aquilo que estava na escuridão….Há quatro anos que há guerra na Síria, vamos tentar não afunilar isto, no caso emocional do dia ou da semana, evidentemente que isto é a emoção propiciada pelas novas tecnologias… ela corre a grande velocidade, é importante e não me vou pronunciar se devemos ou não publicar aquilo, aquela tragédia, daquele pai que foge com os filhos e a mulher e depois regressa à Síria para enterrar a mulher e os filhos, é uma tragédia que é replicada milhões de vezes na Síria. Há quatro anos que a Síria está a desfazer-se. António Guterres fartou-se de falar sobre isto mas ninguém o ouviu. Há entre nove a doze milhões de pessoas deslocadas dentro da Síria, no Líbano, onde os Sírios não tiveram um acolhimento, em campos de refugiados oficiais e estão a monte…eu estive lá, vi, vi em pleno Inverno crianças morrerem ao frio. Não houve fotografias dessas mortes. Em quatro habitantes um é refugiado. A Jordânia está atulhada, não tem mais espaço nos campos refugiados palestinianos. No Líbano, nos arredores de Beirute que já de si estavam no limite da sobrepopulação, neste momento tem os refugiados palestinianos que viviam na Síria e refugiados Sírios. A tragédia Síria e a própria desagregação do Iraque, porque o Iraque está a desmoronar-se, é algo com que nós devíamos nos ter começado a preocupar a algum tempo. Eu devo dizer, acho bonito este gesto da srª Merkel, acho que a Alemanha de repente aparece como uma grande potência humanista da Europa, mas é mesmo a srª Merkel que diz que o multipopularismo não funciona.
A GUERRA NA SÍRIA TEM DE SER ACABADA. Qualquer guerra é complexa, a guerra do Vietnam, foi de uma complexidade extraordinária, normalmente ao fim de alguns anos acontecem duas coisas: ou as guerras acabam por exaustão ( foi o caso da nossa guerra africana, a nossa guerra colonial de treze anos e depois a guerra entre a Unita e o MPLA em Angola. Acabam por exaustão e acabam por que há um cansaço … A Síria ainda não está nesse ponto e acabam porque há negociações de paz, há um esforço sério de negociações de paz, coisa que até agora não foi feito por nenhum país, nem da Europa, nem foi feito pelos Estados Unidos, muito mais concentrado pelo acordo iraniano…mas queria só dizer uma coisa que é muito importante, tem a ver com a guerra na Síria. As guerras alimentam-se de armas e toda a gente pensa que o tráfico de armas é feito exclusivamente por traficantes de armas, não, o principal tráfico de armas são os países , tal como a ITÁLIA ARMOU ASSAD NO TEMPO EM QUE ASSAD ERA UM GOVERNANTE LEGITIMO  (entre aspas), a ALEMANHA É HOJE O MAIOR VENDEDOR DE ARMAS AOS PAÍSES DO GOLFO. E os PAÍSES DO GOLFO NÃO ACEITARAM UM ÚNICO REFUGIADO, REPITO, UM ÚNICO REFUGIADO: CATAR, ARÁBIA SAUDITA, DUBAI… EMIRADOS RIQUÍSSIMOS, já não falo no Barém, é que Barém está preocupado com os seus próprios Xiitas…
NÃO FIZERAM NADA PARA QUE AS CONVERSAÇÕES DE PAZ FOSSEM INICIADAS. A própria Rússia neste momento está interessada em conversações de paz porque já percebeu que é a Síria, já percebeu o que são estes fluxos migratórios e no caso do Reino Unido, a França, a Alemanha e os E.U.A. continuaram a ARMAR  e a VENDER ARMAS aos Países do Golfo.
Houve uma corrida às armas desde que rebentou a guerra na Síria.
A Alemanha É O MAIOR VENDEDOR Europeu de armas e é o país que MAIS DINHEIRO FEZ, em 2014, na Europa a VENDER ARMAS À SÍRIA. É bom que recebamos estes miseráveis , estes desgraçados, coisa que não fazemos com os pobres dos SUBSARIANOS.
DANTES HAVIA MANIFESTAÇÕES CONTRA A GUERRA, É PRECISO QUE VOLTE A HAVER MANIFESTAÇÕES CONTRA A GUERRA. Aquela guerra tem que acabar. Não só por causa dos Sírios e do sofrimento Sírio, mas porque para a EUROPA É IMPOSSÌVEL RECEBER MILHÕES DE PESSOAS, JÁ NÃO SUPORTA O PESO SOCIAL DESTA GUERRA.”
Nota: A opinião que consta aqui é de apenas uma pessoa, que gostei particularmente.




sábado, 5 de setembro de 2015

COMO O DINHEIRO NOS TRANSFORMA ( leia o restante do artigo como comentário)










Os cientistas já sabem por que razão gostamos tanto do “vil metal”. O “vil metal” que nos torna irracionais
LOUCOS PELA MASSA ; A ânsia de possuir dinheiro causa todo o género de problemas, mas também representa aquilo de mais parecido com a felicidade que podemos palpar. Não é de estranhar que se tenha tornado, segundo os psicólogos, uma das principais causas de perturbações e doenças mentais.
O QUE O DINHEIRO NOS FAZ….Alguns neuroeconomistas acreditam que receber uma grande quantia de dinheiro tem efeitos biológicos visíveis no organismo.
GANHAR UMA BOA SOMA FAZ DISPARAR AS HORMONAS.
UMA DROGA. O caso da “ economia do comportamento”, uma disciplina que já deu vários prémios Nobel, como Daniel Kahneman. O investigador mediu a actividade do cérebro em pessoas que participavam num jogo de apostas e verificou que o dinheiro desencadeava a mesma actividade cerebral de um sabor agradável ou uma droga viciante.
O dinheiro activa as áreas cerebrais relacionadas com o prazer.
Tão bom como uma ópera preferida ou um chocolate .
O DINHEIRO TORNA-NOS AGRADECIDOS
Os incentivos económicos podem AMEAÇAR a solidariedade.

Nota: A continuação do artigo encontra-se no meu comentário... agradecia que o lessem, parece que a censura chegou aqui, como se eu estivesse a escrever algo inédito, foi retirado de uma revista, onde todos podem ler ....enfim, peço desculpa pelo transtorno!  

PN