E para terminar, qual a sua
opinião quanto ao papel da Grã Bretanha na U.E?
“A Grã Bretanha está francamente
descontente com a prática do euro e com a prática da União Europeia como ideal
e como projecto de todos nós, tem a sua razão de ser. Nós estamos uns viciados
no nada, nós, União Europeia, estamos uns preguiçosos, estamos uns burocratas,
uns eurocratas que dependemos de milhares de decisões, hiper lentas, pesarosas,
e muito custosas para decidir o que quer que seja e para encobrir imensas
tendências financeiras. E portanto, é natural que um país que ainda
acredita que pode se autónomo e que tem uma força económica grande, diga que se
é para sofrer, para demorar a tomar decisões, se é para não mexer
verdadeiramente no que está errado, então mais vale ir sozinho, não podemos
achar que estes são os horríveis que nos vão deixar sozinhos agora, os
monstros, mais uma vez, há dois lados desta moeda, infelizmente é da moeda que
falamos, obviamente que será terrível e nocivo para a União Europeia perder a
Grã Bretanha mas não é só por causa da moeda, a economia é tudo, é o projecto
político, que é um projecto social. É aí que eu dizia que engloba todos os
outros temas que nós tínhamos eventualmente na manga, os refugiados, as
migrações, tal como elas estão a acontecer na Europa, obviamente que tem a ver
com isto. Tem a ver com a nossa economia, com a maneira como nos fechamos em
eurocracia e numa burocracia de que Portugal está ser francamente também
vítima.
Ser órfã, órfão é não ter já! E nós não
temos? Nós temos, há imensa gente boa por aí, há imensa gente boa a pensar, há
imensa gente boa a querer agir, não necessariamente em lugares de grande poder
porque estão desacreditados, ou porque têm medo do que vão fazer à vida, mas
existem pessoas muito capazes e bons pensadores em Portugal, já nem é preciso
ir para a Europa, existe na minha esperança.
Compete-nos a nós, todos os dias, não
podemos dizer eles, a população portuguesa vai votar, por exemplo, como é que a
gente diz eles… e, metade não vai votar, o voto devia ser obrigatório como no Brasil.
Por último queria chamar à atenção de
todos os pais, professores e alunos do 5º ao 12º ano. Chama-se; “Escolas
Solidárias”, podem simplesmente ir à Net e procurar no facebook ou site, “Escolas
Solidárias”; é um programa que se propõe ao longo do ano lectivo ensinar as
escolas, os alunos dentro das escolas com os seus professores, com a sua
comunidade, a criar projectos sociais que respondam à sua comunidade, a fazer a
diferença, a mudar, é um movimento de cidadania. “
Dra M.P.C







