“ …É preciso olhar para isto com
muita calma, sem emoções e se olharmos para isto sem emoções, se calhar tiramos
duas conclusões muito aborrecidas e uma é, que desde os últimos 40 anos,
depois do 25 de Abril, todos os anos há uma zona eleita especialmente para ser
martirizada e já foi desde o Algarve, a Viana do Castelo, passando pela Madeira.
Para além dos fogos que acontecem aqui e ali.. Isto não quer dizer nada, quer
dizer só isto. Era bom que isto fosse estudado por quem sabe destas coisas.
A 2ª questão, é que é óbvio que há falhas aqui, diversas. Mas uma delas é
objectivamente o SIRESP, custou-nos uma fortuna, o sistema de comunicações do
estado, que faz com que seja possível veicular comunicações que não pode falhar
quando falham os outros. E, portanto dizermos, que falharam telecomunicações, é
normal, arderam as antenas, isso é iniciativa privada. O estado não se pode dar
ao luxo de ter antenas que sejam facilmente perecíveis ao fogo, quando as
planta na floresta. Isto é o mesmo que o estado fazer um orçamento de estado, a
contar com as multas que vai passar, o orçamento de estado é feito,e parte do
principio que é um país de
incumpridores… e quando não há maneira de as arranjar, arranja maneira
de as passar. Aqui é a mesma coisa, onde há floresta, pode haver fogo…e se pode
haver fogo, as antenas do SIRESP, não podem ser vulneráveis , não podem!
provavelmente por isto e por outros motivos é que o Sro primeiro ministro fez
um despacho a querer saber três coisas objectivamente; e alguém vai ter de lhe responder;
e espera-se que ninguém engane o senhor. O primeiro ministro quer saber; O que
é que aconteceu, quer um relatório a sério sobre o SIRESP, isto é; como é que o
SIRESP foi a baixo? como é que ficou inoperacional? quem inventou as antenas? onde as puseram?
são feitas de quê? de madeira, nós vivemos num país que tem a mania que é
avançado, tem a mania que tem muita tecnologia, etc, até para vender ao mundo
inteiro mas é um país em que os fios de telefone estão pendurados num pau de
madeira a meio da floresta! Provavelmente o Sro primeiro ministro quer saber se as antenas do SIRESP são
de madeira? são de cartão? são de papelão? E porque as meteram nesses materiais
a meio da floresta? Também quer saber objectivamente o que é que aconteceu na
estrada da morte? Na nacional 236 para dar origem à morte anunciada de 47
pessoas! Os números não são anunciados por nós, limitamo-nos a ouvir, parece
que morreram, parece …já digo, parece! Porque estive lá, eram 30, logo a seguir
eram 47… mas o que é que o senhor primeiro
ministro quer saber? De que maneira é que as pessoas da EN 236 morreram? Morreram como? Foi o fumo? Foi um túnel de
fogo? Como foram lá parar? Já ouvi algumas vozes explicarem como é que as
pessoas foram lá parar; foram indicadas
por alguém mas se esse alguém não tinha
as comunicações atualizadas…?O Srº primeiro ministro também quer saber um
parecer especializado e isto é, uma nota que ontem falávamos com o ministro da
administração interna, um parecer
científico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera para explicar o
que é uma trovoada seca. Se houve uma trovoada seca só em Pedrógão ou se as
trovoadas secas em Pedrógão são especiais, porque houve trovoadas secas no
país!...porque é que nuns sítios pegou e noutros não!... “
O Jornalista esteve no terreno
Já muito foi dito, escrito,
debatido, aguardamos esclarecimentos que nos ajudem a entender o que
verdadeiramente se passou! Se é que alguma vez vamos saber toda a verdade!
Ouço com alguma frequência a
palavra “ NORMALIDADE”. Para quem perdeu tudo; Família, Amigos, Bens, Animais,
etc. Nestas condições algum dia serão capazes de regressar ao normal. Alguns,
até pela idade … Como? Também ouço, “Agora é caminhar para a frente” … COMO?! E
o LUTO??? Ninguém pensa no luto?! A palavra LUTO! Que pode levar anos! Depende
da mossa que a tragédia provocou! Venham os auxílios, para pelo menos, ajudar a atenuar os
efeitos colaterais deste terrível pesadelo!
PN
A questão do problema geral dos fogos florestais já foi abordada há longos anos, mas o problema persiste!
Por exemplo, o artigo "Os incêndios e a desertificação do Portugal florestal", por Jorge Paiva, de que já falei no meu blog, foi escrito há 11 anos!
O autor disse, e bem, que a delapidação técnica e funcional dos Serviços Florestais (antigamente, os incêndios florestais eram quase sempre apagados logo no início e apenas pelo pessoal e tecnologia dos Serviços Florestais), não foi seguida pela conveniente profissionalização e apetrechamento dos bombeiros, melhor adaptados a incêndios urbanos.
E , já então alertava, se os nossos governantes continuarem, teimosamente, a não querer ver claramente o que está a acontecer, caminharemos rapidamente para um amplo deserto montanhoso, com a planície, os vales e o litoral transformados num imenso acacial, tal como já acontece em vastas áreas de Portugal.
Sinceramente, concordo que importa tomar medidas urgentes, mas, por enquanto, sinto que há pessoas a sofrer com os incêndios, cujo socorro imediato é prioritário, e por isso as atenções devem estar viradas para aí. Creio que nesta parte, as coisas estão razoavelmente encaminhadas.
A seguir, é imperioso pensar nas melhores hipóteses para atacar os previsíveis males que ainda este ano podem repetir-se!
O Siresp é uma tristeza: os seus responsáveis já disseram que o sistema deu a resposta possível e adequada às circunstâncias, quando o registo da denominada "caixa negra" diz o contrário: uma anedota!
Petrus Monte Real
(Publico pela pertinência do comentário!)
Por exemplo, o artigo "Os incêndios e a desertificação do Portugal florestal", por Jorge Paiva, de que já falei no meu blog, foi escrito há 11 anos!
O autor disse, e bem, que a delapidação técnica e funcional dos Serviços Florestais (antigamente, os incêndios florestais eram quase sempre apagados logo no início e apenas pelo pessoal e tecnologia dos Serviços Florestais), não foi seguida pela conveniente profissionalização e apetrechamento dos bombeiros, melhor adaptados a incêndios urbanos.
E , já então alertava, se os nossos governantes continuarem, teimosamente, a não querer ver claramente o que está a acontecer, caminharemos rapidamente para um amplo deserto montanhoso, com a planície, os vales e o litoral transformados num imenso acacial, tal como já acontece em vastas áreas de Portugal.
Sinceramente, concordo que importa tomar medidas urgentes, mas, por enquanto, sinto que há pessoas a sofrer com os incêndios, cujo socorro imediato é prioritário, e por isso as atenções devem estar viradas para aí. Creio que nesta parte, as coisas estão razoavelmente encaminhadas.
A seguir, é imperioso pensar nas melhores hipóteses para atacar os previsíveis males que ainda este ano podem repetir-se!
O Siresp é uma tristeza: os seus responsáveis já disseram que o sistema deu a resposta possível e adequada às circunstâncias, quando o registo da denominada "caixa negra" diz o contrário: uma anedota!
Petrus Monte Real
(Publico pela pertinência do comentário!)








