Ilustração do texto - Aguarela- PN
Não vou repetir o que praticamente
toda a gente já viu e ouviu. Limitei-me a seguir a par e passo o resgaste.
Liguei- me à SIC notícias para tentar compreender o fenómeno. Doze rapazinhos
com idades compreendidas entre os onze e dezasseis anos, e o treinador ; vinte e cinco anos; presos numa gruta muito
perigosa. O meu sistema nervoso acionou quando vi o grupo; miúdos tranquilos,
sorriso nos lábios, esperançosos. Em simultâneo, o governador, no exterior, em
terra firme, a expor a grande complexidade das operações e outras hipóteses, porém,
improváveis de colocar em ação. Parecia que nada poderia resultar. Após
examinadas as várias possibilidades, optaram por retirá-los de dentro da gruta
com a ajuda de mergulhadores e de uma corda, na qual se seguravam e guiava-os
ao exterior.
Não podemos ver este
acontecimento inédito como um fragmento desligado de outros. Devemos perceber
que todos unidos pela mesma causa, os resultados podem ser completamente
diferentes. O facto do treinador ter sido monge budista e colocar em prática os
seus conhecimentos, foi fundamental.
A ajuda internacional foi decisiva,
o mergulhador que infelizmente perdeu a vida, outra peça muito importante. A única baixa neste processo. Foi pena! E todos os outros que colaboraram para este
salvamento!
Reportemo-nos aos
incêndios do ano passado, sem coordenação, sem organização, sem união, sem
preparação, sem um plano traçado, não resulta e é a total confusão!
No caso da Tailândia, a
comunicação social foi afastada, atitude louvável! Ficariam ali para quê? Para
incomodar as operações com questões curiosas? a gravidade dos acontecimentos, exigia isso mesmo;
agilidade máxima, rapidez, eficiência, concentração e firmeza!
Quem ama, confia,
grande lição a daqueles rapazes! Conheciam bem o seu treinador! Não era a
primeira vez que davam uma escapadinha e entravam em grutas. Mas esta, mal
sinalizada, revelou-se uma autêntica ratoeira. Este treinador tinha apenas
vinte e cinco anos, houve quem lhe atribuísse culpas pela morte do mergulhador
tailandês. Coitado, ele foi brilhante, manteve a calma, a serenidade, da sua
equipa através da meditação. Deu a sua parte aos rapazes e mal nutrido, ficou
em pior situação.
Este caso deve servir
de exemplo para as famílias, para as escolas e outros serviços, para a Igreja,
para a classe política. Não se pode passar a vida a discutir, a descredibilizar
o trabalho feito. É mau, ninguém ganha! De uma forma ou de outra todos perdem!
Por isso, se estamos entalados não é por acaso.
Num programa qualquer, alguém disse;
Consideram o Eça um visionário? A sua escrita é atual? Não! A mesma pessoa
afirmava, o Eça não foi visionário, o Eça, grande escritor, falava dos
problemas do seu tempo, e se hoje são os mesmos, isso quer dizer que o ser
humano não mudou nada!
Fiquei feliz com o
desfecho, muito feliz mesmo. Espero que após uma análise verdadeira, apurada e
cuidada de todos os movimentos ali passadas, um realizador de cinema, um que
seja bom, transponha o resgaste dos Javalis Selvagens para o cinema!
PN
9/ 6 / 18
Nota: É preciso frisar a importância das terapias orientais, usadas concomitantemente com a medicina convencional. Nós estamos demasiado agarrados a uma vertente que tem dado provas de que é altamente falível ; há medicamentos que provocam a própria morte. A medicinas alternativas fazem-me lembrar as energias alternativas; mais limpas, menos tóxicas, menos poluentes. Este é outro ponto a meditar.
Nota: É preciso frisar a importância das terapias orientais, usadas concomitantemente com a medicina convencional. Nós estamos demasiado agarrados a uma vertente que tem dado provas de que é altamente falível ; há medicamentos que provocam a própria morte. A medicinas alternativas fazem-me lembrar as energias alternativas; mais limpas, menos tóxicas, menos poluentes. Este é outro ponto a meditar.







