Wojciech Voytek Nowakowski
Mágoa inquieta
olhos secos e
nebulosos
vista amortalha
turva, embaciada,
boca
escancarada, engano da “seta”
Corpos
contorcidos
encurralados na
selva do temor,
rasgos profundos
incicatrizáveis
e na fuga do
espanto
o revés espreita
e o desespero
estala
crepita, a visão
agita,
no fumo e na
labareda medonhamente ateada
mão cega da
morte anunciada.
A chama, ninguém
a trava,
a passo de louca,
titubeante
ágil nos saltos
e tropeços…
Sombras e mais
sombras,
Humana gente tragada
sem compaixão,
figura do demo escapou
às masmorras do inferno
e desceu às
serras dos homens
Que agosto
febril!
tingido de luto
Cinza escura,
branco sujo, negro de agonia
A solidão anda
por aí… ao abandono
uivando na noite…
vasculhando as
trevas
em buca de água
As urtigas rompem
a pele, fazem sangrar
e o sangue
borbulhante ferve nas veias geladas
diante de semelhante
vaticínio
Não vale a pena menear
a cabeça,
Ou cobrir o céu
da boca de estalinhos,
falsos
compungidos.
A desgraça
cumpriu-se sem escrúpulos
Mais enganos?
NÃO!
PN
