No calor desta raiva!
Minha boca é chama apagada
A lua treme de dor...
Na cama fria não resta nada!
O céu cobre-se de mudo espanto!
As montanhas de tristeza!
As lágrimas, o pranto...
numa aparente delicadeza...
30 de Dezembro de 08
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
sábado, 13 de dezembro de 2008
Pedra Filosofal
Nem ao menos me deixam sonhar!
Desceu a escada e desapareceu ao fundo da rua escura.
Chovia torrencialmente...o céu desabou toda a sua violência naquela tarde que se despedia com um sabor muito amargo.
Recolheu-se na soleira de uma velha casa abandonada e ali permaneceu até a tempestade amainar.
O vento bravio irrompeu desvairado.
Sentiu-se exausto, com fome e frio. Cresceu dentro dele uma vontade imensa de chorar.
Que dura era a vida da gente pobre! Porque razão quisera Deus que ele nascesse?
Viver para quê? Para ser humilhado? escorraçado? Desprezado?
Assim nem valia a pena respirar!
Que doloroso pedir esmola! Estender a mão calejada para umas moeditas que mal chegavam ao valor de um rebuçadito. Se pedisse pão ainda lhe atiravam mais uns trocos. Era proibido mencionar as palavras bolo e bolachas.Repreendiam-no logo.Não tinha direito a saborear algo mais doce?!
Nos momentos mais complicados roçavam-lhe pensamentos negativos. No entanto, bem no fundo ,lá num recantozinho do seu peito crescia uma vontade de viver.Só ele sabia a fúria indomável em que se debatia! Assemelhava-se àquele vento medonho.
Sentou-se no chão molhado e pôs-se a imaginar se o Pai Natal surgisse e num gesto de mágica lhe trouxesse o saco recheado de brinquedos.
Os olhos do rapazinho cintilaram...
- Olá rapaz! - cumprimentou o velho de barbas brancas.
- Leva-me contigo! - pediu o menino.
O gorducho deixou cair uma lágrima na mão da criança e o encantamento principiava a ter lugar...
- Ei, tu aí, vai para longe que me afastas a clientela.- acordou-o uma voz encrespada.
Ergueu-se e Suspirou contrariado:
- Nem ao menos me deixam sonhar!
- O que é tu queres?- tornou o comerciante da voz crespa.
Sem responder correu e subiu de novo a escada sem se atrever a olhar para trás.
Publicado
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Urge outro tempo
Oh, noite ebúrnea...
Estrela colada num oceano
guia os passos ansiosos
do manifestar divino.
Maravilha bordada de garanitos
Festival de promessas
Futuro percepcionado pelos homens
do retrocesso imperativo...
Lágrimas de geada agregam-se
nos olhos e nas lareiras
acesas de esperança.
Um despertar branco
enregela as vidas
Mas ,nas veias corre
o leito de um rio
Súmula das lutas intermináveis
Segredo por desvendar
Eco que se ateia de boca em boca
horizonte além
Busca sequiosa de Paz e Amor
Sorrisos plantados em olhares molhados
Bocas abertas,famintas
Vidas destroçadas
Vaivém de gaivotas feridas
Desejo ardente de utopia
Braço estendido
do outro lado displicência!
O milagre não tem lugar
O comodismo cala, consente
A espera alonga-se...
A esperança é pó dissolvido em água
A hipocrisia sorri
A traição instala-se
É o teatro da simulação
Terá de ser assim?
Não. Nao terá de ser sempre assim!
Public
Estrela colada num oceano
guia os passos ansiosos
do manifestar divino.
Maravilha bordada de garanitos
Festival de promessas
Futuro percepcionado pelos homens
do retrocesso imperativo...
Lágrimas de geada agregam-se
nos olhos e nas lareiras
acesas de esperança.
Um despertar branco
enregela as vidas
Mas ,nas veias corre
o leito de um rio
Súmula das lutas intermináveis
Segredo por desvendar
Eco que se ateia de boca em boca
horizonte além
Busca sequiosa de Paz e Amor
Sorrisos plantados em olhares molhados
Bocas abertas,famintas
Vidas destroçadas
Vaivém de gaivotas feridas
Desejo ardente de utopia
Braço estendido
do outro lado displicência!
O milagre não tem lugar
O comodismo cala, consente
A espera alonga-se...
A esperança é pó dissolvido em água
A hipocrisia sorri
A traição instala-se
É o teatro da simulação
Terá de ser assim?
Não. Nao terá de ser sempre assim!
Public
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Aceitei o desafio
Na Rua Contigo fez-me o seguinte desafio:
1. Agarrar o livro mais próximo.
2. Abrir na página 161.
3. Procurar a 5.ª frase completa.
4. Colocar a frase no blog.
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro!!!
Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo.
6. Passar a 5 pessoas.
Isto não vale.Eu a imaginar que estava safa desta...Tinhas que te lembrar de mim?!lol
1. "Mau tempo no canal" de Vitorino Nemésio.
2. Abri na pagº 161
3. "Cheirava a uma coisa ausente e picante,que depois de uns segundos se percebia o que era:casca de tangerina .
Já agora, passo o desafio a:
Desculpem lá este incómodo
Outono
Profeta
Naela
Parapeito
Clarinda
1. Agarrar o livro mais próximo.
2. Abrir na página 161.
3. Procurar a 5.ª frase completa.
4. Colocar a frase no blog.
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro!!!
Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo.
6. Passar a 5 pessoas.
Isto não vale.Eu a imaginar que estava safa desta...Tinhas que te lembrar de mim?!lol
1. "Mau tempo no canal" de Vitorino Nemésio.
2. Abri na pagº 161
3. "Cheirava a uma coisa ausente e picante,que depois de uns segundos se percebia o que era:casca de tangerina .
Já agora, passo o desafio a:
Desculpem lá este incómodo
Outono
Profeta
Naela
Parapeito
Clarinda
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Reino da Utopia
Era o ano de dois mil e cinquenta, uma segunda feira, em que o meu navio naufragou. Mergulhei no mar e fui dar a uma praia deserta.
Mal supunha eu que a vida me tinha concedido a dádiva de ser eu o mensageiro daquela visão de ilha, situada entre o Atlântico e o Índico. Um autêntico baluarte quase inacessível, onde encontrei uma nova forma de vida.
A nobre gente indígena acolheu-me e graças à hospitalidade deste povo sobrevivi e recuperei para voltar a escrever o meu diário de bordo.
O meu assombro foi maior quando conheci o rei. Um homem cortês e amigável, de fino trato e tolerante.
O monarca e dois fidalgos solicitaram a minha presença para acompanhá-los numa visita ao reino. Julguei-me a sonhar.
Vi ruas limpas, um asseio que não imaginei ser possível. Os ecopontos a brilharem de tão frescos. O lixo depositado nos sítios correctos e sem melgas à volta. Os jardins viçosos e sem pó. Os automóveis circulavam a uma velocidade razoável e sem manobras perigosas.
Depois conduziu-me a uma escola, das muitas que havia no seu reino. Assim que entrei o rei fez questão de sublinhar que as crianças brincavam livremente no recreio. Fiquei mudo e pisquei os olhos para ter a certeza de que não se tratava de um delírio meu. Elas corriam em debandada mas não se agrediam umas às outras. Eu habituado a cenas de pugilismo entre garotos comovi-me com a forma doce com que se tratavam.
Quando lhe falei em aulas de substituição, porque àquela hora os meninos deveriam estar ocupados e mantidos em salas de aula. O rei questionou-me acerca do significado das mesmas. Tentei dar uma justificação sucinta e a mais elucidativa possível. O monarca cofiou a barba e riu-se dizendo que as crianças precisavam brincar, saltar, correr…encantar-se, desencantar-se e sobretudo gastar as energias acumuladas. Segundo as suas palavras, a criança tinha de ser criança. Após uma breve pausa ainda acrescentou:
- Elas precisam de muito colo, de regras precisas e autonomia.
- Mas então o muito colo não estraga a autonomia e as regras? – Lembro-me de ter perguntado.
- Não meu amigo, é precisamente o contrário. Sem colo não existe autonomia. Uma criança amada tem mais sucesso que uma carente. – e continuou - os animais é que são amarrados a uma estaca. E às vezes deviam ser livres porque também pertencem à natureza.
Depois proferiu num tom pensativo que nas suas escolas havia regras precisas. Qualquer pupilo tinha direito a três tentativas, à terceira nunca falhavam. Se por uma fatalidade o educando não se corrigisse os progenitores teriam de se responsabilizar pelo caso.
Haviam casos esporádicos de mau comportamento. Nestas alturas o facto era endereçado imediatamente ao Tribunal de Menores. A escola terminava aqui a sua actuação. O Ensino Especial tinha sido criado para alunos com dificuldades de aprendizagem. Não se aceitavam discentes preguiçosos ou mal educados.
O rei na sua bonomia comentava que a escola não se podia transformar num depósito de “resíduos” de qualquer ordem. A escola proporcionava a instrução, a família a educação. A escola tinha de ser apoiada por outras instituições e associações a ela agregadas para auxiliar em situações mais complexas. Os mestres não podiam resolver assuntos que não eram da sua competência ou tutela.
E sobretudo vincou o facto de pais e professores estarem unidos pela mesma causa. Um futuro digno e mais feliz para todos. Pais, filhos, educadores e todos os que tornam possível o aperfeiçoamento da sociedade.
Ainda o questionei sobre o tal “ranking “, se não havia competição entre as escolas por causa dos resultados escolares dos alunos. O rei refutou que no seu reino as escolas andavam demasiado concentradas no seu trabalho, empenhadas no seu próprio sucesso que nem se lembravam disso. Logicamente os resultados seriam diferentes. No entanto havia apenas a preocupação de fazer mais e melhor com grande qualidade sem recorrer a truques de magia.
Interroguei-o acerca dos programas? O rei não demorou a dizer que isso pertencia aos próprios mestres. Eram homens peritos. Conheciam a realidade dos seus pupilos e por isso faziam os programas adaptados à realidade daquele reino. Valorizavam o conhecimento profundo de tudo o que existia e estabeleciam metas.
Quis saber do abandono escolar, o rei acrescentou que eu deveria vir de um mundo estranho. Ali, quase não havia abandono escolar. Os pupilos frequentavam a escola por gosto. Por amor ao saber. Se um aluno quisesse abandonar o ensino teria de ser informado de todas as consequências dos seus actos e depois podia naturalmente fazê-lo. Ninguém deveria ser forçado a estudar contra a vontade.
Cordialmente o rei pediu-me licença para ir resolver assuntos prementes.
Agradeci o acolhimento prestado e fui, também eu, me preparar para a viagem.
Fiquei maravilhado quando um fidalgo me comunicou que Sua Majestade, o rei, já tinha um navio dispensado para a minha ida e todos os mantimentos de que necessitaria para voltar a casa.
Quando finalmente nos despedimos o rei com os olhos rasos de água falou comovido:
- Meu príncipe, se o meu filho fosse vivo seria da sua idade.
- Oh, lamento muito majestade! – mostrei -me estupefacto por nada saber.
Abraçamo-nos emocionados e larguei o porto. Afastei-me umas milhas da costa.
Voltei-me para olhar uma vez mais aquele reduto de lugar e boquiaberto constatei que nada havia atrás de mim. Utilizei rapidamente o binóculo e não distingui nada. Senti-me confuso e em estado de choque! Segurei-me às cordas e fiquei abismado. Não podia ter sido uma alucinação. Tinha sido demasiado real.
Depois mirei as minhas roupagens e de facto não me pertenciam, e o navio que comandava tinha a marca do rei. Regozijei-me com o episódio.
Havia um fundamento de verdade na minha história. Agarrei o leme do navio e com a bússola no coração abençoei aquele rei e rumei velozmente para casa.
22 de Novembro de 08
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Sem inspiração
Oh Deus, Meu Deus, estas palavras!...
Ocas. Secas. Duras. Marginais.
talvez até banais
Emergem tão penosamente
É o pior castigo que há!
Não saber moldá-las
dar-lhes um sentido...
Conotativo,denotativo?
Não sei.
Que raiva!
Só sei que
quanto mais semeio
mais perco
O universo abriga um milhão?
Palavras quentes, transparentes
....carregadinhas de emoção
E eu vazia?!
Oh Deus da-me o condão
Porque estas palavras...que frustração!
Public
Ocas. Secas. Duras. Marginais.
talvez até banais
Emergem tão penosamente
É o pior castigo que há!
Não saber moldá-las
dar-lhes um sentido...
Conotativo,denotativo?
Não sei.
Que raiva!
Só sei que
quanto mais semeio
mais perco
O universo abriga um milhão?
Palavras quentes, transparentes
....carregadinhas de emoção
E eu vazia?!
Oh Deus da-me o condão
Porque estas palavras...que frustração!
Public
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Os Tiranos
Sua excelência instalado em seu trono
recusa-se a enxergar
julga-se o santo patrono
e deixa o ensino a baloiçar
Apelidou os pupilos de "burros"
a todos inferiorizou
O velhaco está perdido...
As nossas esperanças matou
de hipocrisia e cinismo
O paranóico ainda nos quer cegar!
É que esta juentude
aprendeu a diferenciar
crocodilos rosa e rinocerontes roxos
E NÃO SE ENGANOU!
É o protesto da nova mocidade
com o coração cheio de ansiedade
O filho de sua majestade já coroado
sente-se ferido pelos fedelhos
na sua superioridade
E deambula pelos corredores
em ruínas deste opulento palácio
Faz-se acompanhar de um fidalgo de categoria igual
Sinais visíveis que os tempos alteraram
Esperamos um vendaval
em estado de ebulição
A explosão vai arrasar!
A culpa é de sua majestade
que não sabe ser gente
Nós só queremos dialogar
O príncipe pouco valente
tenta a salvação
através de processos duvidosos
Na sua lábia espevitada não pede perdão
Tornando a nossa reivindicação
num acto dificultoso
O que pesa sobre os nossos ombros é pura tirania
A solução é um acto de rebeldia!
O soberano não permite conquistar
e só notas de pequenez nos quer dar
Ilude-nos com falsas verdades
promete mundos e fundos
até safiras
Na estética explica os valores naturais
não esquece os morais e sociais
Ludibriados caímos nas areias movediças
As plavras de sua majestade
castram a nossa criatividade como pinças
Este sistema grassa de vícios
e as escadas transformadas em precipícios...
Public.
recusa-se a enxergar
julga-se o santo patrono
e deixa o ensino a baloiçar
Apelidou os pupilos de "burros"
a todos inferiorizou
O velhaco está perdido...
As nossas esperanças matou
de hipocrisia e cinismo
O paranóico ainda nos quer cegar!
É que esta juentude
aprendeu a diferenciar
crocodilos rosa e rinocerontes roxos
E NÃO SE ENGANOU!
É o protesto da nova mocidade
com o coração cheio de ansiedade
O filho de sua majestade já coroado
sente-se ferido pelos fedelhos
na sua superioridade
E deambula pelos corredores
em ruínas deste opulento palácio
Faz-se acompanhar de um fidalgo de categoria igual
Sinais visíveis que os tempos alteraram
Esperamos um vendaval
em estado de ebulição
A explosão vai arrasar!
A culpa é de sua majestade
que não sabe ser gente
Nós só queremos dialogar
O príncipe pouco valente
tenta a salvação
através de processos duvidosos
Na sua lábia espevitada não pede perdão
Tornando a nossa reivindicação
num acto dificultoso
O que pesa sobre os nossos ombros é pura tirania
A solução é um acto de rebeldia!
O soberano não permite conquistar
e só notas de pequenez nos quer dar
Ilude-nos com falsas verdades
promete mundos e fundos
até safiras
Na estética explica os valores naturais
não esquece os morais e sociais
Ludibriados caímos nas areias movediças
As plavras de sua majestade
castram a nossa criatividade como pinças
Este sistema grassa de vícios
e as escadas transformadas em precipícios...
Public.
domingo, 9 de novembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Delírio
No negrume da noite escura... a sereia
surgiu misteriosamente no povoado
Cheia de vigor sacudiu a areia
e um pescador caiu prostrado
Num linguajar desconexo saiu o vocábulo "fome"
O pobre homem ignorava que questionar
Muito atabalhoado pronunciou seu nome
E a cauda da sereia quis beijar
Seus olhos incendiram-se de inocentes
e dominado por uma forte atracção
em verso traduziu promessas afogadas no coraçao.
Finda a ilusão estrangulou a mágoa...
Do rosto consumido tombou uma gota d'água
Public
surgiu misteriosamente no povoado
Cheia de vigor sacudiu a areia
e um pescador caiu prostrado
Num linguajar desconexo saiu o vocábulo "fome"
O pobre homem ignorava que questionar
Muito atabalhoado pronunciou seu nome
E a cauda da sereia quis beijar
Seus olhos incendiram-se de inocentes
e dominado por uma forte atracção
em verso traduziu promessas afogadas no coraçao.
Finda a ilusão estrangulou a mágoa...
Do rosto consumido tombou uma gota d'água
Public
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
A utopia de um paraíso
A batuta do pardal
acende a manhã
O sol abre-se em gotas
cristalinas
A seara cresce ondulante
O mar aquece
as ondas serenas,calmas...firmes
As fadas voluteiam
numa orgia de cores
As serras descem azuladas
e vão morar nos sonhos
das gaivotas .
Ninguém sabe o que são prisões
E acredita-se que neste paraíso
a natureza é verdadeiramente Livre.
Publi.
acende a manhã
O sol abre-se em gotas
cristalinas
A seara cresce ondulante
O mar aquece
as ondas serenas,calmas...firmes
As fadas voluteiam
numa orgia de cores
As serras descem azuladas
e vão morar nos sonhos
das gaivotas .
Ninguém sabe o que são prisões
E acredita-se que neste paraíso
a natureza é verdadeiramente Livre.
Publi.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Aos idealistas
São homens e mulheres
Milionários
Desafiam
o convencional
Envolvem-se em ideais.
Projectos
Semeiam a esperança
Edificam a História
Comprometem-se
Derramam sangue
Perdem a vida
Persistem ...
Insuflam o peito
Vão mais longe
Partem ...
Obra inacabada
Outros chegam
Eternizam o feito e a memória
Agora é modelo perfeito
Criação...
Novos caminhos
Floresta por desbravar
Avião
Fax
Televisão
Transmutação dos tempos
O futuro já se fez
A pressa de chegar?
Nada é igual
Breve passagem
O tempo acabou
A existência
um sopro de vento
Bethoven
Schubert
Vivaldi
sôfregos de Paixão
Momentos essenciais
Ou folhear azedo um jornal
ler as páginas desportivas
Dormir para esquecer
Ver tv para não pensar
Crise existencial
Era do vazio
O inexplicável abafa, submerge
Perda de objectivos
Morte anunciada
Flor murcha
O valor de um Ideal?
Subtracção
Deus carece de boca ,olhos ,mãos
apela à Justiça
Espera que entregues
O poderoso
O tirano
O traidor
Como "Guerreiro vanguardista"
defende
A Lei do Amor e do Perdão
Jesus foi um grande Idealista
O maior sonhador de todos os tempos
publicado
sábado, 18 de outubro de 2008
Pensamento
A morte é a semente da metamorfose.
É imprescindível que o corpo pereça
para fazer surgir uma nova forma de vida.
Public
É imprescindível que o corpo pereça
para fazer surgir uma nova forma de vida.
Public
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Eu
Sou a fusão de rectas e planos
sombras distantes
Amores desperdiçados
manhãs nunca nascidas
Ausente das horas invisíveis
Sonho de papel vagueando no espaço
Um ponto que intercepta
a recta num poente rubro
Esmoreço nas curvas do meu corpo
Fui menina acabrunhada
sem eco sem nada.
Publicado
sombras distantes
Amores desperdiçados
manhãs nunca nascidas
Ausente das horas invisíveis
Sonho de papel vagueando no espaço
Um ponto que intercepta
a recta num poente rubro
Esmoreço nas curvas do meu corpo
Fui menina acabrunhada
sem eco sem nada.
Publicado
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
O casacão de infância
Estou aqui a vida inteira...
Durante anos fui o teu sonho
Agora não tenho eira nem beira
Mas gosto do teu olhar risonho
Menino, os meus botões foram teus brinquedos
Porque me deixas aqui tão esquecido?
Em criança contaste-me tantos segredos...
Hoje assemelho-me a um soldado em sinal de sentido!
Ó Menino quero apenas um desejo pedir
Coloca na minha lapela uma flor
O belo aroma irá fluir...
O que para mim será um gesto de Amor!
Fui uma prenda especial da vida
Alguém quis ver sua missão cumprida
E a minha ilusão não ficou perdida
Quantos anos faltam para a minha morte?!
Só te recordas de mim quando rumas p`ra norte
Se consigo um carinho teu é uma sorte!
Recuso-me permanecer assim a todo o momento
Só por efémeros segundos moro em teu pensamento
Menino, aos meus fios de lã,um pouco de ternura dá !
Publicado
Durante anos fui o teu sonho
Agora não tenho eira nem beira
Mas gosto do teu olhar risonho
Menino, os meus botões foram teus brinquedos
Porque me deixas aqui tão esquecido?
Em criança contaste-me tantos segredos...
Hoje assemelho-me a um soldado em sinal de sentido!
Ó Menino quero apenas um desejo pedir
Coloca na minha lapela uma flor
O belo aroma irá fluir...
O que para mim será um gesto de Amor!
Fui uma prenda especial da vida
Alguém quis ver sua missão cumprida
E a minha ilusão não ficou perdida
Quantos anos faltam para a minha morte?!
Só te recordas de mim quando rumas p`ra norte
Se consigo um carinho teu é uma sorte!
Recuso-me permanecer assim a todo o momento
Só por efémeros segundos moro em teu pensamento
Menino, aos meus fios de lã,um pouco de ternura dá !
Publicado
sábado, 4 de outubro de 2008
Psico...
Fui feto embrulhado em líquido amniótico
Revelei indistinta sexualidade
Num pestanejar aflito
desabrochei para a vida
Encontrei o mundo às cegas
Lutei no gelo
esbarrando contra muros intransponíveis
Passei à margem das noites e dos dias
Não vi as noites ensopadas de sol
Nem os dias pontilhados de estrelas
Anos de infinita inglória
de irremediável apatia
espiralada ,espremida
em caminhos de ferro
Um combóio infernal
por mim fora...
A anos de distância
dei de caras com uma luz
Uma luz inteligente e salvadora
Primeiro desconfiei
Hesitei
Mais tarde deu-se o "enlace" terapêutico
A luz trouxe-me o verdadeiro sentido da vida
Conduziu-me para fora do túnel
A viagem foi inversa
ao sentido dos ponteiros do relógio
Às vezes é tudo tão intenso
outras tão calmo...
É preciso que assim seja
Cada palavra
Cada gesto
Cada sorriso
É gota de água que sacia a sede
a um deserto frio e vazio
A luz explode em novos conceitos
Novas visões
Eu viajo até ao fim de mim
num cavalo alado
O panorama atormenta-me
Luto contra areias movediças
Murmúrios dolorosos
Gritos longínquos
Zumbidos espevitados de abelhas
Rugidos de leões
Aves de rapina...
As cobras apertam-me os intestinos
esburacam-me o cérebro
Os caranguejos rompem-me os olhos
Os polvos estrangulam-me
a garganta
com os tentáculos gigantes e poderosos
Há batalhas que eu venço
É grande o meu desafio
Quero
Preciso
Encontrar a criança
Ela está lá
num choro recolhido
Enclausurada na infância
Prisioneira de monstros e fantasmas
O papel da luz é crucial
Afaga a criança
Trá-la lentamente para o agora
Fala-lhe brandamente
da pluralidade de significados que
todas as coisas podem agora possuir
Mostra-lhe as cores
da verdadeira liberdade.
E eu renovada prossigo
viagem na busca do essencial
Este poema é para todos aqueles que procuram uma luz
Publicado
Revelei indistinta sexualidade
Num pestanejar aflito
desabrochei para a vida
Encontrei o mundo às cegas
Lutei no gelo
esbarrando contra muros intransponíveis
Passei à margem das noites e dos dias
Não vi as noites ensopadas de sol
Nem os dias pontilhados de estrelas
Anos de infinita inglória
de irremediável apatia
espiralada ,espremida
em caminhos de ferro
Um combóio infernal
por mim fora...
A anos de distância
dei de caras com uma luz
Uma luz inteligente e salvadora
Primeiro desconfiei
Hesitei
Mais tarde deu-se o "enlace" terapêutico
A luz trouxe-me o verdadeiro sentido da vida
Conduziu-me para fora do túnel
A viagem foi inversa
ao sentido dos ponteiros do relógio
Às vezes é tudo tão intenso
outras tão calmo...
É preciso que assim seja
Cada palavra
Cada gesto
Cada sorriso
É gota de água que sacia a sede
a um deserto frio e vazio
A luz explode em novos conceitos
Novas visões
Eu viajo até ao fim de mim
num cavalo alado
O panorama atormenta-me
Luto contra areias movediças
Murmúrios dolorosos
Gritos longínquos
Zumbidos espevitados de abelhas
Rugidos de leões
Aves de rapina...
As cobras apertam-me os intestinos
esburacam-me o cérebro
Os caranguejos rompem-me os olhos
Os polvos estrangulam-me
a garganta
com os tentáculos gigantes e poderosos
Há batalhas que eu venço
É grande o meu desafio
Quero
Preciso
Encontrar a criança
Ela está lá
num choro recolhido
Enclausurada na infância
Prisioneira de monstros e fantasmas
O papel da luz é crucial
Afaga a criança
Trá-la lentamente para o agora
Fala-lhe brandamente
da pluralidade de significados que
todas as coisas podem agora possuir
Mostra-lhe as cores
da verdadeira liberdade.
E eu renovada prossigo
viagem na busca do essencial
Este poema é para todos aqueles que procuram uma luz
Publicado
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Do planeta X para o planeta Terra
Não Srº Nywieg Neetsmlam. Não posso entrar neste tipo de acordos consigo . Lamento que outros o façam! Seria péssimo para mim aliar-me ao srº. Não posso nem vou alimentar os seus vícios,as suas paranóias, a sua hipocrisia!
O que se passa aí no seu planeta é lamentável. O Srº Nywieg permite ,incentiva e tem a audácia de o confessar!
Como é que o srº constrói a novidade sobre uma base podre?
Assuma os seus erros,não combina com o cargo que exerce esse tipo de comportamentos!
Apelo para que medite muito bem e opte por uma "limpeza" escrupulosa desse mundo.
Srº Nywieg, pense menos no poder e dedique-se mais a uma vida saudável!
Antes que as suas acções se tornem irreversíveis!
O meu carácter não me permite voltar atrás com a palavra!
Srº Nywieg, detesto pompas e medalhas que celebram mentiras!
Estou fora de jogo, acredite em mim.
Ficaremos a milhas de distância,porque tenho tudo a perder se me associar a si.
Sem mais comentários
Assinado NESBORYBOB
Publicado
O que se passa aí no seu planeta é lamentável. O Srº Nywieg permite ,incentiva e tem a audácia de o confessar!
Como é que o srº constrói a novidade sobre uma base podre?
Assuma os seus erros,não combina com o cargo que exerce esse tipo de comportamentos!
Apelo para que medite muito bem e opte por uma "limpeza" escrupulosa desse mundo.
Srº Nywieg, pense menos no poder e dedique-se mais a uma vida saudável!
Antes que as suas acções se tornem irreversíveis!
O meu carácter não me permite voltar atrás com a palavra!
Srº Nywieg, detesto pompas e medalhas que celebram mentiras!
Estou fora de jogo, acredite em mim.
Ficaremos a milhas de distância,porque tenho tudo a perder se me associar a si.
Sem mais comentários
Assinado NESBORYBOB
Publicado
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Resposta à mensagem
Do planeta Terra para o planeta X
Mensagem recebida.
É na qualidade de Dono do Mundo que respondo à sua missiva.
Encontro-me no meu gabinete, demasiado ocupado. Por esta razão tardo em lhe escrever.
Após uma leitura atenta ,confesso que é uma honra para mim tomar conhecimento da sua preocupação pelo meu planeta .
Não desista da ideia de nos visistar. Iremos recebê-lo com honras de estado.
É um facto inédito receber em "minha casa" um ser vindo do espaço.
Aceito sugestões e aproveito a oprtunidade para solicitar o seu auxílio monetário.
Caro Nesboribob,não raras vezes fecho os olhos,também estedem-me maços de notas,por isso...
Sou um homem íntegro e honesto,os outros é que não são.
E você há-de compreender que não tenho dinheiro para fiscalizações bem controladas.
Contudo, meu amigo, penso que exagera nas suas considerações acerca do meu planeta.
Não seja tão dramático!
Estas fotos devem ser obra de um amador. Com toda a certeza errou de perspectiva.
Não merece muito crédito.
É lógico que a terra não está morta!
Apraz-me saber que se preocupa com o que se passa cá!
Acredite que eu tenho me debruçado sobre as questões ambientais. Mas o amigo há-de compreender as outras prioridades.
O trono fica-me muito bem. É o que todos comentam.
Só os senhores da oposição fazem-me zangar a sério.
Agradeço as boas intenções.
Cá o espero para formarmos uma sociedade e construir arranha céus.Centros comerciais.Hotéis de dez estrelas.Pontes...
Asseguro-lhe que será recompensado.
Os aplausos de toda a gente e maior riqueza.
E mais,para não ser novamente devolvido ao espaço.Prometo-lhe um contrato vitalício.
Meu amigo Nesboribob, quem sabe se não se abre a possíbilidade de construir qualquer coisinha aí ,no seu planeta? Pense no assunto
Eu seria coroado por mais uma legislatura.
Aguardo colaboração para breve
Saudações
O DONO DO MUNDO
Publicado
Mensagem recebida.
É na qualidade de Dono do Mundo que respondo à sua missiva.
Encontro-me no meu gabinete, demasiado ocupado. Por esta razão tardo em lhe escrever.
Após uma leitura atenta ,confesso que é uma honra para mim tomar conhecimento da sua preocupação pelo meu planeta .
Não desista da ideia de nos visistar. Iremos recebê-lo com honras de estado.
É um facto inédito receber em "minha casa" um ser vindo do espaço.
Aceito sugestões e aproveito a oprtunidade para solicitar o seu auxílio monetário.
Caro Nesboribob,não raras vezes fecho os olhos,também estedem-me maços de notas,por isso...
Sou um homem íntegro e honesto,os outros é que não são.
E você há-de compreender que não tenho dinheiro para fiscalizações bem controladas.
Contudo, meu amigo, penso que exagera nas suas considerações acerca do meu planeta.
Não seja tão dramático!
Estas fotos devem ser obra de um amador. Com toda a certeza errou de perspectiva.
Não merece muito crédito.
É lógico que a terra não está morta!
Apraz-me saber que se preocupa com o que se passa cá!
Acredite que eu tenho me debruçado sobre as questões ambientais. Mas o amigo há-de compreender as outras prioridades.
O trono fica-me muito bem. É o que todos comentam.
Só os senhores da oposição fazem-me zangar a sério.
Agradeço as boas intenções.
Cá o espero para formarmos uma sociedade e construir arranha céus.Centros comerciais.Hotéis de dez estrelas.Pontes...
Asseguro-lhe que será recompensado.
Os aplausos de toda a gente e maior riqueza.
E mais,para não ser novamente devolvido ao espaço.Prometo-lhe um contrato vitalício.
Meu amigo Nesboribob, quem sabe se não se abre a possíbilidade de construir qualquer coisinha aí ,no seu planeta? Pense no assunto
Eu seria coroado por mais uma legislatura.
Aguardo colaboração para breve
Saudações
O DONO DO MUNDO
Publicado
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
A mensagem
Confesso que estou furioso com os homens.Há muito muito tempo palmilhei a Terra.
Naquela altura encontrei-a majestosa.Jurei voltar um dia.
Ausentei-me durante largos anos.Quando regressei ao meu antigo planeta,
deparei-me com um sobrescrito.O conteúdo causou-me grande desgosto.
As fotos ilustravam uma outra Terra.A minha Amiga Mutilada e Carbonizada.
Hoje, aqui, sentado diante de mim, sinto-me traído no mais fundo do meu ser.
Quantos sonhos estilhaçados em noites enluaradas...
Andam a asfixiar o ar que me mantém de pé.
Qual o futuro dos seres vivos? E as plantas,as flores,os animais,as aves,os peixes...
Por favor salvem o que ainda resta antes que seja tarde demais.
No planeta X os pássaros não conhecem gaiolas e ignoram o significado da palavra poluição.
Ali existe Harmonia. Ali é a minha casa.Ali sinto-me em Paz!
Torno ao meu lugar de sonho.
Mensagem Terminada
Do planeta X
Assinado: NESBORIBOB
publicado
sábado, 13 de setembro de 2008
Brandi Carlile - The Story
A história de Sua Eminência
Sua Ecelência
Roto e Esfarrapado
Ia descendo as vielas
Com a maior Vaidade.
Sustentava Títulos Nobilíssimos.
Sonhava com navios afundados
Ouro
Prata
Marfim
Guerras Conquistadas
Cavalos e membros mutilados
Sangue e corações Despedaçados
Sua Excelência ria com ironia
de tudo quanto via
A Cabeça altiva
O Olhar mentia
Trazia a espada à cinta
para que não lhe cuspissem na cara
A barba crescera esgrouviada
A alma apagada
Os séculos passaram
Sua Excelência deprimiu-se
Esgotado do "Faz de Conta" consumiu-se
Rendido
Uma manhã cortou a garganta
com a própria lança.
Publicado
sábado, 6 de setembro de 2008
O Cavaleiro Monge de Mariza
Queixume
Escuta o eco da minha voz
Não tenho ninguém
Estou só
nem recordo onde nasci
Odeio esta selva assombrada
A paz não chega aqui...não dúvido
Sinto-me vazio,sem mim,sem nada
Nem guardo a tua canção ao ouvido
Hei-de traçar a bonança
nos campos onde passar
e pela força conquistar tudo o que desejar
Que meu irmão Vento traga a dança
e num rasgo de fúria iremos Navegar
na tempestade do Cabo da Boa Esperança
Publicado
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
A consciência de um soldado
Eu tenho medo,muito medo
sei que tu também tens...
Da parada que o capitão manda formar
O recinto onde está o inimigo japonês
As sombras,os risos de ódio
Os tiros de aviso do chefe
chamando para a formatura
...e a baioneta foi logo explodir nas mãos de um Amigo
O general quer enviar-nos para a missão de São Francisco...
A leste da Nova Guiné mora a minha dor
O pelotão ficou disperso
e eu perdi a coragem no momento
mais crítico
Isto já sucedeu na Nova Zelândia
Os japoneses estão reféns dos Australianos
- Camaradas, estão a morrer pela Pátria!
Não, não me venham com patriotismos
O meu melhor Amigo morreu nesta guerra
Não fui domesticado para matar
Não quero nem lembrar os campos de concentração
As crianças que vi mortas
Corpos ensanguentados,mutilados
E as mulheres que eu violei!
Esta é a minha condenação ao Inferno
Fumo um cigarro para esquecer
O que não sei
é se alguma vez fui homem de Verdade.
Já publicado
sei que tu também tens...
Da parada que o capitão manda formar
O recinto onde está o inimigo japonês
As sombras,os risos de ódio
Os tiros de aviso do chefe
chamando para a formatura
...e a baioneta foi logo explodir nas mãos de um Amigo
O general quer enviar-nos para a missão de São Francisco...
A leste da Nova Guiné mora a minha dor
O pelotão ficou disperso
e eu perdi a coragem no momento
mais crítico
Isto já sucedeu na Nova Zelândia
Os japoneses estão reféns dos Australianos
- Camaradas, estão a morrer pela Pátria!
Não, não me venham com patriotismos
O meu melhor Amigo morreu nesta guerra
Não fui domesticado para matar
Não quero nem lembrar os campos de concentração
As crianças que vi mortas
Corpos ensanguentados,mutilados
E as mulheres que eu violei!
Esta é a minha condenação ao Inferno
Fumo um cigarro para esquecer
O que não sei
é se alguma vez fui homem de Verdade.
Já publicado
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
O Anzol
Os pescadores partem na embarcação
à conquista de um porto seguro
Certos de que não é ilusão
pescar pão para o futuro
A dor da pobreza sulca o rosto
da gente que vive navegando
Quando regressam já é sol posto
todos o mar leva não se sabe quando.
Publicado
à conquista de um porto seguro
Certos de que não é ilusão
pescar pão para o futuro
A dor da pobreza sulca o rosto
da gente que vive navegando
Quando regressam já é sol posto
todos o mar leva não se sabe quando.
Publicado
domingo, 24 de agosto de 2008
sábado, 23 de agosto de 2008
Relação de Verão
Ele aquece-me os braços
abrasa-me os cabelos
beija-me a face
a nuca
os seios
De mãos atadas
divagamos os dois.
Transportamos a luminosidade nos corpos
As ondas do mar
prenhas de inveja
tentam impedir o nosso percurso
Sulcam a areia dulcíssima
provocam-me ainda mais a vertigem do Amor
E são risos e gestos meigos
frases tão nossas
Somos dois loucos
sorvendo em goles fundos
a paixão das nossas vidas
A alegria escoa pelos galhos da minha e da tua juventude
A tua boca procura a minha
com avidez e sofreguidão...
Embrulhados na areia,
os nossos corpos rolam
e fundem-se numa só combustão
O nosso Amor é o rosto
de uma promessa.
Talvez o rastilho
para tornar o Outono menos solitário
As nossas emoções explodem
A paixão arrasta o desejo
Os nossos corpos resvalam
numa tranquilidade
de brilhos cristalinos e puros.
A ideia de pecado mora a leste
Confessamos o prazer que experimentamos
Sorrimos Felizes
e avançamos
a corrida na praia da vida
O Sol é a minha companhia
Não se rende ao coito
Renasce
a cada momento
equilibrando-se mesmo durante
as geadas.
Publicado
abrasa-me os cabelos
beija-me a face
a nuca
os seios
De mãos atadas
divagamos os dois.
Transportamos a luminosidade nos corpos
As ondas do mar
prenhas de inveja
tentam impedir o nosso percurso
Sulcam a areia dulcíssima
provocam-me ainda mais a vertigem do Amor
E são risos e gestos meigos
frases tão nossas
Somos dois loucos
sorvendo em goles fundos
a paixão das nossas vidas
A alegria escoa pelos galhos da minha e da tua juventude
A tua boca procura a minha
com avidez e sofreguidão...
Embrulhados na areia,
os nossos corpos rolam
e fundem-se numa só combustão
O nosso Amor é o rosto
de uma promessa.
Talvez o rastilho
para tornar o Outono menos solitário
As nossas emoções explodem
A paixão arrasta o desejo
Os nossos corpos resvalam
numa tranquilidade
de brilhos cristalinos e puros.
A ideia de pecado mora a leste
Confessamos o prazer que experimentamos
Sorrimos Felizes
e avançamos
a corrida na praia da vida
O Sol é a minha companhia
Não se rende ao coito
Renasce
a cada momento
equilibrando-se mesmo durante
as geadas.
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terça-feira, 19 de agosto de 2008
O Passado
Eu fiquei como louca,
quando a verdade se adivinhava.
Com ambas as mãos apertei a boca,
mas a ferida sangrava.
Quem compreendeu este sofrer que fale
e diga a toda a gente o quanto sonhei.
A vida só por si vale
tanto mais quanto a disfrutarei
Tudo faz parte da criação:
rectas e curvas onduladas...com perfeição.
Se eu pudesse esquecer as manhãs caladas,
As rosas de um caminho desfloradas!...
Tempo que eu perdi divagando debruçada!
Como o "espanta pardais" não fazia nada!
Publicado
quando a verdade se adivinhava.
Com ambas as mãos apertei a boca,
mas a ferida sangrava.
Quem compreendeu este sofrer que fale
e diga a toda a gente o quanto sonhei.
A vida só por si vale
tanto mais quanto a disfrutarei
Tudo faz parte da criação:
rectas e curvas onduladas...com perfeição.
Se eu pudesse esquecer as manhãs caladas,
As rosas de um caminho desfloradas!...
Tempo que eu perdi divagando debruçada!
Como o "espanta pardais" não fazia nada!
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Um Vulcão
Hoje tive uma premonição
análoga ao zunir tresloucado do vento.
Foi logo pela madrugada!
A folhagem dos meus ramos se agitava
e, um ruído medonho se avizinhava.
Bem do fundo o magma viscoso abriu um canal
O coração estremecia desconhecendo o fenómeno natural.
Quando a lava escapou pela cratera
furou minha cabeça como metal.
Estrangulada pelos gases dissolvidos, escancarei a boca
Pelo cone adventício expeli vapor de água,
dióxido de carbono, compostos de azoto e enxofre,
cloro, hidrogénio e árgon...
Aliviada, rumorejei atarefada.
Enchi o peito de ar e soprei com expiração
os fragmentos piroclásticos modelados pela criação.
Exaurida caí num repouso
desprendendo apenas um ou outro arroto vaporoso
Meu corpo letárgico habitou a monotonia
para não mais revelar indícios de loucura
tal qual um gigante arriscado e manhoso
A erupção desencadeou o desmantelamento
das paredes de minha cabeça
advindo uma coluna de fumo cinzento
que traduzia o meu pensamento
Fragmentos sólidos de lava amalgamados a gases e vapores
projectaram-se pela raiva a alturas enormes
abatendo mesmo pontes.
Tornei-me viscosa ,explodindo em acessos de cólera
isolados por longos intervalos...
Decidi ,posteriormente alcançar grandes horizontes
Durante algum tempo o meu corpo suado
exalava alguns gases...a calma tinha lugar.
Processava-se a minha lenta extinção.
Contudo, ninguém imaginava que logo,logo
eu entrava de novo em erupção
Publicado
análoga ao zunir tresloucado do vento.
Foi logo pela madrugada!
A folhagem dos meus ramos se agitava
e, um ruído medonho se avizinhava.
Bem do fundo o magma viscoso abriu um canal
O coração estremecia desconhecendo o fenómeno natural.
Quando a lava escapou pela cratera
furou minha cabeça como metal.
Estrangulada pelos gases dissolvidos, escancarei a boca
Pelo cone adventício expeli vapor de água,
dióxido de carbono, compostos de azoto e enxofre,
cloro, hidrogénio e árgon...
Aliviada, rumorejei atarefada.
Enchi o peito de ar e soprei com expiração
os fragmentos piroclásticos modelados pela criação.
Exaurida caí num repouso
desprendendo apenas um ou outro arroto vaporoso
Meu corpo letárgico habitou a monotonia
para não mais revelar indícios de loucura
tal qual um gigante arriscado e manhoso
A erupção desencadeou o desmantelamento
das paredes de minha cabeça
advindo uma coluna de fumo cinzento
que traduzia o meu pensamento
Fragmentos sólidos de lava amalgamados a gases e vapores
projectaram-se pela raiva a alturas enormes
abatendo mesmo pontes.
Tornei-me viscosa ,explodindo em acessos de cólera
isolados por longos intervalos...
Decidi ,posteriormente alcançar grandes horizontes
Durante algum tempo o meu corpo suado
exalava alguns gases...a calma tinha lugar.
Processava-se a minha lenta extinção.
Contudo, ninguém imaginava que logo,logo
eu entrava de novo em erupção
Publicado
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Teia
Cerro as pálpebras cansadas
Os cavalos puxam aranhas de trenó
Sobem para a caverna do escuro
para uma noite sem estrelas
...vida de passos lentos.
Publicado
Os cavalos puxam aranhas de trenó
Sobem para a caverna do escuro
para uma noite sem estrelas
...vida de passos lentos.
Publicado
sábado, 2 de agosto de 2008
Tirano
Sou um déspota maldito
que defende a corrupção
Fica o dito pelo não dito
Intrujo a justiça e sou ladrão
De bolsos recheados inchamos nós
É só para a Corte a presunção
Na falta de votos o sofrimento é atroz
- Ignorantes é o que todos vocês são!
E com este panorama conturbado
O povo é o único prejudicado.
Publicado
que defende a corrupção
Fica o dito pelo não dito
Intrujo a justiça e sou ladrão
De bolsos recheados inchamos nós
É só para a Corte a presunção
Na falta de votos o sofrimento é atroz
- Ignorantes é o que todos vocês são!
E com este panorama conturbado
O povo é o único prejudicado.
Publicado
A um amigo
Tem uns olhos muito azuis
assemelhando-se a duas safiras
navegam neles muita simplicidade
e nos lábios um sorriso de bondade
Os sonetos obra de "Veterano"
denotam rara beleza
Como ele ninguém "canta" o povo Lusitano
pois farte da sua natureza.
Já publicado
assemelhando-se a duas safiras
navegam neles muita simplicidade
e nos lábios um sorriso de bondade
Os sonetos obra de "Veterano"
denotam rara beleza
Como ele ninguém "canta" o povo Lusitano
pois farte da sua natureza.
Já publicado
quinta-feira, 24 de julho de 2008
O bêbedozinho
Lá foi o velhotinho montado no burreco
A trote lento__________ encarrilou
pela ruela mais antigaaaaaa da aldeia
Ia atirando cantigas ao ventoooooooo...
A pequenada chegouuuuuuuuuuuuu
Choveram-lhe pedrinhas na cabeçorra ...
ele estacou mesmo muito brigão
mas deu um grande trambolhão!!!
Os punhos cerrados...
socou o chão
demasiado zangão
massajou o dedão
Ofegante apoiou-se ao paredão
A bocarra expeliu uma fumaça
A miudagem fugiu assustada
O velhotinho macambúzio
ajeitou o casacão
e montou o burreco num repelão
E de novo a trote...
animou os olhitos azeviche
guiando o bichinho
para a mercearia da aldeia
Pediu o costume...
com intensa satisfação
Emborcou o copinho
saboreando o doce vinhinho!
Limpou a bocarra na manga do casacão
Entretanto, atirou umas moeditas
p'ra cima do balção
Estendeu o copito e quis mais um
depois mais outro...
ainda ..........outro
Um tanto alegrete
apanhou um mosquitinho
e afogou-o dentro do copinho!
Publicado
A trote lento__________ encarrilou
pela ruela mais antigaaaaaa da aldeia
Ia atirando cantigas ao ventoooooooo...
A pequenada chegouuuuuuuuuuuuu
Choveram-lhe pedrinhas na cabeçorra ...
ele estacou mesmo muito brigão
mas deu um grande trambolhão!!!
Os punhos cerrados...
socou o chão
demasiado zangão
massajou o dedão
Ofegante apoiou-se ao paredão
A bocarra expeliu uma fumaça
A miudagem fugiu assustada
O velhotinho macambúzio
ajeitou o casacão
e montou o burreco num repelão
E de novo a trote...
animou os olhitos azeviche
guiando o bichinho
para a mercearia da aldeia
Pediu o costume...
com intensa satisfação
Emborcou o copinho
saboreando o doce vinhinho!
Limpou a bocarra na manga do casacão
Entretanto, atirou umas moeditas
p'ra cima do balção
Estendeu o copito e quis mais um
depois mais outro...
ainda ..........outro
Um tanto alegrete
apanhou um mosquitinho
e afogou-o dentro do copinho!
Publicado
terça-feira, 22 de julho de 2008
Lenda Maldita
Num prado antigo ,remoto,longínquo...
escutam-se galopadas ao amanhecer
São Ágeis...Pesadas...Sonoras...Nítidas
Elevam ventos com um fôlego desesperado;
A caçada de um reles monstro
a uma bela donzela...
Ela abala aos tentáculos do fantasma SEM ALMA
SEM OLHOS
SEM BOCA
SEM NADA
Num ápice a força maligna prende-a
As garras densas intentam sugar-lhe o corpo frágil
O cinismo ri triunfante
Contudo...
num palpitar ansioso
o Animal encalha nas vestes longas e alvas da virgem
Assim trepando p'o cavalo
ela escapa ao vilão
que vai no seu encalço num rasto infernal
fustigando o silêncio da manhã.
Publicado
escutam-se galopadas ao amanhecer
São Ágeis...Pesadas...Sonoras...Nítidas
Elevam ventos com um fôlego desesperado;
A caçada de um reles monstro
a uma bela donzela...
Ela abala aos tentáculos do fantasma SEM ALMA
SEM OLHOS
SEM BOCA
SEM NADA
Num ápice a força maligna prende-a
As garras densas intentam sugar-lhe o corpo frágil
O cinismo ri triunfante
Contudo...
num palpitar ansioso
o Animal encalha nas vestes longas e alvas da virgem
Assim trepando p'o cavalo
ela escapa ao vilão
que vai no seu encalço num rasto infernal
fustigando o silêncio da manhã.
Publicado
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Máscaras
Estou farto de tantos disfarces
Sou Neurótico
Psicótico
Lunático
Teimoso...
Mas vocês curvam-se em vénias...i d o l a t r a m - m e
Sou também um mito
uma lenda
Rico
Poderoso
Talentoso
Compro a Mentira
a Hipocrisia
a Corrupção
Protagonizo campanhas...
Carros potentes , quinhentos cavalosssssssss
V E L O Z E S
Só os franzinos ensanguentam a estrada
Cigarros Marlboro...
a causa dos acidentes cardiovasculares?
E os vinhos, os Champanhes, as Cervejas...
Vodkas, conhaques,Wiskies...
Hummmm
... bêbedos tontos estendidos em becos lamacentos?
Famílias destroçadas?
SOU UM GRANDE PARADOXO: FACULTO E FURTO
Sinto-me enojado dos teatros mal encenados
dos enfeites
das inaugurações
das reuniões sem dizer nada
Confiaram em mim , agora desconfiem de mim!
RETIREM-ME O CARGO
JÁ SE TORNA UM FARDO!
O MEU TROFÉU?
Estou completamente só embebido no egoísmo e na vaidade
Já publicado
Sou Neurótico
Psicótico
Lunático
Teimoso...
Mas vocês curvam-se em vénias...i d o l a t r a m - m e
Sou também um mito
uma lenda
Rico
Poderoso
Talentoso
Compro a Mentira
a Hipocrisia
a Corrupção
Protagonizo campanhas...
Carros potentes , quinhentos cavalosssssssss
V E L O Z E S
Só os franzinos ensanguentam a estrada
Cigarros Marlboro...
a causa dos acidentes cardiovasculares?
E os vinhos, os Champanhes, as Cervejas...
Vodkas, conhaques,Wiskies...
Hummmm
... bêbedos tontos estendidos em becos lamacentos?
Famílias destroçadas?
SOU UM GRANDE PARADOXO: FACULTO E FURTO
Sinto-me enojado dos teatros mal encenados
dos enfeites
das inaugurações
das reuniões sem dizer nada
Confiaram em mim , agora desconfiem de mim!
RETIREM-ME O CARGO
JÁ SE TORNA UM FARDO!
O MEU TROFÉU?
Estou completamente só embebido no egoísmo e na vaidade
Já publicado
terça-feira, 15 de julho de 2008
Miséria em terras Africanas
O negrinho está chorando
pois veio a guerra dos "ventos"
já não é só pressentimento
Tanto sofrimento ,até quando?
A mãe vocifera revoltada
porque todos vão embora
A sua gente é tão castigada
Pão e Paz é o que implora
A vavó guarda a mágoa
dura recordação,longas estradas...
Uma lágrima estoira prenha d'água
Só ela sabe das manhãs desgrenhadas.
Publicado
pois veio a guerra dos "ventos"
já não é só pressentimento
Tanto sofrimento ,até quando?
A mãe vocifera revoltada
porque todos vão embora
A sua gente é tão castigada
Pão e Paz é o que implora
A vavó guarda a mágoa
dura recordação,longas estradas...
Uma lágrima estoira prenha d'água
Só ela sabe das manhãs desgrenhadas.
Publicado
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Árvore gigante e solitária
Há muito,muito tempo
despertara ,dia após dia
lentamente...
atravês de gerações inteiras
Gotinhas de Primavera resvalam
com prazer de se ferirem
na ramagem densa da árvore centenária
Os olhos verdes e húmidos
desdobram-se pelo horizonte além
desmaiam sobre o mar
Paira uma suave quietude...
E a luz pálida do sol
pestaneja preguiçosa
À distância um grupo de arbustos
sussurram num murmúrio doce e infantil
O voo incerto das gaivotas
desenha linhas verticais ,horizontais e oblíquas...
A velha árvore
vê
escuta
sente
e permanece em silêncio
Suporta as ventanias infernais
as tempestades ruidosas
A sombra bendita consola
nos dias escaldantes
Consente nas brincadeiras
traquinas das crianças
Escuta confidências
e presencia carícias de amor
trocadas por jovens adolescentes apaixonados
Acolhe e afaga o coração dos sem esperança...
Das mulheres viúvas inconsoláveis
Dos marginalizados e sem condição
Deleita-se quando se sentam a seus pés
saboreando os frutos luzidios e frescos que fecundou
O que mais lhe dói...
bem lá no fundo
é ser :
NEGLIGENCIADA
MUITILADA
MAGOADA
Por
Ignorância?
Estupidez?
Inocência?
Petulância?
Ganância?
Os sinos da capela repicam com veemência
as andorinhas escutadeiras
regressam
de viagens longínquas aos ziguezagues
As flores rompem no seu despertar
Uma cor juvenil cobre o planeta...
É a Primavera a acordar dentro de cada um
O eterno retorno à fecundidade!
Um pássaro cantarolando
num regorgeio
poisa num braço da árvore gigante
e segreda novidades e outros mundos distantes...
Desceve-lhe tudo minuciosamente
entusiasmado
como se fosse uma confissão
A árvore gigante e solitária
sente a seiva quente percorrer as veias
É a amálgama do desespero e da euforia
O desejo castrado do que jamais vislumbrou
Apazigua imediatamente a sede
tranquiliza-se
porque na aldeia
todos estão felizes
Os pinheiros esguedelhados e nostálgicos
agradecem numa prece religiosa o sabor da vida!
Publicado
despertara ,dia após dia
lentamente...
atravês de gerações inteiras
Gotinhas de Primavera resvalam
com prazer de se ferirem
na ramagem densa da árvore centenária
Os olhos verdes e húmidos
desdobram-se pelo horizonte além
desmaiam sobre o mar
Paira uma suave quietude...
E a luz pálida do sol
pestaneja preguiçosa
À distância um grupo de arbustos
sussurram num murmúrio doce e infantil
O voo incerto das gaivotas
desenha linhas verticais ,horizontais e oblíquas...
A velha árvore
vê
escuta
sente
e permanece em silêncio
Suporta as ventanias infernais
as tempestades ruidosas
A sombra bendita consola
nos dias escaldantes
Consente nas brincadeiras
traquinas das crianças
Escuta confidências
e presencia carícias de amor
trocadas por jovens adolescentes apaixonados
Acolhe e afaga o coração dos sem esperança...
Das mulheres viúvas inconsoláveis
Dos marginalizados e sem condição
Deleita-se quando se sentam a seus pés
saboreando os frutos luzidios e frescos que fecundou
O que mais lhe dói...
bem lá no fundo
é ser :
NEGLIGENCIADA
MUITILADA
MAGOADA
Por
Ignorância?
Estupidez?
Inocência?
Petulância?
Ganância?
Os sinos da capela repicam com veemência
as andorinhas escutadeiras
regressam
de viagens longínquas aos ziguezagues
As flores rompem no seu despertar
Uma cor juvenil cobre o planeta...
É a Primavera a acordar dentro de cada um
O eterno retorno à fecundidade!
Um pássaro cantarolando
num regorgeio
poisa num braço da árvore gigante
e segreda novidades e outros mundos distantes...
Desceve-lhe tudo minuciosamente
entusiasmado
como se fosse uma confissão
A árvore gigante e solitária
sente a seiva quente percorrer as veias
É a amálgama do desespero e da euforia
O desejo castrado do que jamais vislumbrou
Apazigua imediatamente a sede
tranquiliza-se
porque na aldeia
todos estão felizes
Os pinheiros esguedelhados e nostálgicos
agradecem numa prece religiosa o sabor da vida!
Publicado
terça-feira, 8 de julho de 2008
Poema ao desencanto
Uma Primavera estremece
o Inverno seu corpo acarinha.
Longínqua permanece a infância no berço
Numa oração terna de avozinha
O sentimento jamais se perde
percorre meu peito um rio
na pele fervilha odor a verde
Meu rosto aguarda beijo macio
Grandes amarguras têm fim?
A viagem não vai terminar
Compreender o que existe dentro de mim
É tarefa pungente para continuar.
Já publicado
o Inverno seu corpo acarinha.
Longínqua permanece a infância no berço
Numa oração terna de avozinha
O sentimento jamais se perde
percorre meu peito um rio
na pele fervilha odor a verde
Meu rosto aguarda beijo macio
Grandes amarguras têm fim?
A viagem não vai terminar
Compreender o que existe dentro de mim
É tarefa pungente para continuar.
Já publicado
Este fogo...
Este fogo insiste em queimar...
não há no coração tanta lenha
vou ao fim do mundo achar...
No céu ou no inferno quem o tenha
Não enfermes meu coração
deixa minha vida acesa
Para não chegar à triste conclusão
de ter negligenciado um acto de grandeza.
Já publicado
não há no coração tanta lenha
vou ao fim do mundo achar...
No céu ou no inferno quem o tenha
Não enfermes meu coração
deixa minha vida acesa
Para não chegar à triste conclusão
de ter negligenciado um acto de grandeza.
Já publicado
Homens mortos com balas
São vidros partidos
pedaços de sóis
que se quebram em vagas
já sem sentidos
Rostos dispersos pelo chão
em dobras de grande tensão
fazem cair lágrimas de solidão
e expiram na selva da profanação
Já publicado
pedaços de sóis
que se quebram em vagas
já sem sentidos
Rostos dispersos pelo chão
em dobras de grande tensão
fazem cair lágrimas de solidão
e expiram na selva da profanação
Já publicado
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Disseram-me
Que o diabo anda à solta nas ruas
após o pacto com o xerife
os cavalos atiram fogo pelas narinas
e lá no horizonte brincam duas luas
O xerife conduziu o diabo a casa
à meia noite escaparam os amantes
traído,
feriu a asa do diabo que relinchou de olhos delirantes
O maldito diabo usurpou a mulher do xerife
e prendeu-a nas brasas da loucura
ela nua exibe as belas mamas
e o xerife na terra lamenta a sua brandura
17 Set de 90
Publicado
após o pacto com o xerife
os cavalos atiram fogo pelas narinas
e lá no horizonte brincam duas luas
O xerife conduziu o diabo a casa
à meia noite escaparam os amantes
traído,
feriu a asa do diabo que relinchou de olhos delirantes
O maldito diabo usurpou a mulher do xerife
e prendeu-a nas brasas da loucura
ela nua exibe as belas mamas
e o xerife na terra lamenta a sua brandura
17 Set de 90
Publicado
Canção Inédita
Pássaro sem rumo
Olhar desmedido
Tristeza calada
Alma revoltada
Lábios cerrados
Canção inédita
Silêncio perturbado
Asa perfurada
Destino destruído
Mãos trémulas
Espiga de vingança
Hino aturdido
Já publicado
Olhar desmedido
Tristeza calada
Alma revoltada
Lábios cerrados
Canção inédita
Silêncio perturbado
Asa perfurada
Destino destruído
Mãos trémulas
Espiga de vingança
Hino aturdido
Já publicado
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Enlaçados
A chuva cai miudinha
logo apressa o passo
singela esmaga-se coitadinha
e o vento aperta o laço.
Os sinos da capela repicam
É casamento anunciado
os passarocos festejando debicam
o jantar tão celebrado
O banquete esmorece noite fora
os noivos felizes despedem-se.
Enquanto aguardam a nova aurora
entre carinhos de amor aquecem-se.
19 de Set 90
Publicado em 97
logo apressa o passo
singela esmaga-se coitadinha
e o vento aperta o laço.
Os sinos da capela repicam
É casamento anunciado
os passarocos festejando debicam
o jantar tão celebrado
O banquete esmorece noite fora
os noivos felizes despedem-se.
Enquanto aguardam a nova aurora
entre carinhos de amor aquecem-se.
19 de Set 90
Publicado em 97
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Um fim de tarde
A tarde rompe silenciosa
curvada, recolhida e sensata
Ausente deixa-se cair
e penosa canta baixinho uma serenata.
Não posso calar a mágoa
que no peito trago a arfar.
Sinto labaredas a fluir
O cabelo a incendiar
mesmo debaixo de água.
Publicado em 91
curvada, recolhida e sensata
Ausente deixa-se cair
e penosa canta baixinho uma serenata.
Não posso calar a mágoa
que no peito trago a arfar.
Sinto labaredas a fluir
O cabelo a incendiar
mesmo debaixo de água.
Publicado em 91
sábado, 14 de junho de 2008
Amor desprendido
Verdes ramos
Tenros ramos
Primavera florida
sob o olhar de ambos
Espuma branca
Espuma azulada
Fruto na boca
Doce dentada
Encanto jovial
Floresta virgem
Vestida de encanto
Espera o amante
Donzela prostrada
Dorme sossegada
O teu amor já vem na estrada
Publicado a 24 de Abril de 98
Tenros ramos
Primavera florida
sob o olhar de ambos
Espuma branca
Espuma azulada
Fruto na boca
Doce dentada
Encanto jovial
Floresta virgem
Vestida de encanto
Espera o amante
Donzela prostrada
Dorme sossegada
O teu amor já vem na estrada
Publicado a 24 de Abril de 98
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Pai
Sou um pássaro ansiando voar para os confins
um grito perdido na lonjura da noite
um raio de sol escondido atrás da colina assombrada
uma manhã escura de Outono
uma alma mergulhada no silêncio ruidoso do meio-dia
a incerteza constante
Pai, dá-me um pouco dessa luz
para seguir a minha estrada
Meu sofrimento atroz goteja
orvalho cristalino
Não permitas que viva nesta angústia
Pai,que eu finde em lugar do prisioneiro inocente.
Publicado em 81
um grito perdido na lonjura da noite
um raio de sol escondido atrás da colina assombrada
uma manhã escura de Outono
uma alma mergulhada no silêncio ruidoso do meio-dia
a incerteza constante
Pai, dá-me um pouco dessa luz
para seguir a minha estrada
Meu sofrimento atroz goteja
orvalho cristalino
Não permitas que viva nesta angústia
Pai,que eu finde em lugar do prisioneiro inocente.
Publicado em 81
Dinâmica das paixões
Que seja infinita enquanto dura
breve instante sob a forma de absoluto
Corpos em rota de colisão
numa possessão escaldante,picante
Necessidade sonhada
de coroar momentos belos
emoldurados no espírito em erupção
Não há estereótipos
É a grande maravilha
do ensaio intenso ,pessoal,intransferível
Achado individual
criação ininterrupta
Mola impulsionadora de um grande amor
Publicado em 2000
breve instante sob a forma de absoluto
Corpos em rota de colisão
numa possessão escaldante,picante
Necessidade sonhada
de coroar momentos belos
emoldurados no espírito em erupção
Não há estereótipos
É a grande maravilha
do ensaio intenso ,pessoal,intransferível
Achado individual
criação ininterrupta
Mola impulsionadora de um grande amor
Publicado em 2000
domingo, 8 de junho de 2008
A um riso Especial e Inesquecível
Gota de cristal com sabor a mel
Cravada na memória por um cinzel
Cumplicidade muda ,presa por um nó
Acende o coração de quem está só
Já publicado
Cravada na memória por um cinzel
Cumplicidade muda ,presa por um nó
Acende o coração de quem está só
Já publicado
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