sexta-feira, 13 de julho de 2018

Grande Lição



Ilustração do texto - Aguarela- PN 

Não vou repetir o que praticamente toda a gente já viu e ouviu. Limitei-me a seguir a par e passo o resgaste. Liguei- me à SIC notícias para tentar compreender o fenómeno. Doze rapazinhos com idades compreendidas entre os onze e dezasseis anos,   e o treinador ;  vinte e cinco anos; presos numa gruta muito perigosa. O meu sistema nervoso acionou quando vi o grupo; miúdos tranquilos, sorriso nos lábios, esperançosos. Em simultâneo, o governador, no exterior, em terra firme, a expor a grande complexidade das operações e outras hipóteses, porém, improváveis de colocar em ação. Parecia que nada poderia resultar. Após examinadas as várias possibilidades, optaram por retirá-los de dentro da gruta com a ajuda de mergulhadores e de uma corda, na qual se seguravam e guiava-os ao exterior.

Não podemos ver este acontecimento inédito como um fragmento desligado de outros. Devemos perceber que todos unidos pela mesma causa, os resultados podem ser completamente diferentes. O facto do treinador ter sido monge budista e colocar em prática os seus conhecimentos, foi fundamental. A ajuda internacional foi decisiva, o mergulhador que infelizmente perdeu a vida, outra peça muito importante. A única baixa neste processo. Foi pena! E todos os outros que colaboraram para este salvamento! 

Reportemo-nos aos incêndios do ano passado, sem coordenação, sem organização, sem união, sem preparação, sem um plano traçado, não resulta e é a total confusão!
No caso da Tailândia, a comunicação social foi afastada, atitude louvável! Ficariam ali para quê? Para incomodar as operações com questões curiosas? a gravidade  dos acontecimentos, exigia isso mesmo; agilidade máxima, rapidez, eficiência, concentração e firmeza!

Quem ama, confia, grande lição a daqueles rapazes! Conheciam bem o seu treinador! Não era a primeira vez que davam uma escapadinha e entravam em grutas. Mas esta, mal sinalizada, revelou-se uma autêntica ratoeira. Este treinador tinha apenas vinte e cinco anos, houve quem lhe atribuísse culpas pela morte do mergulhador tailandês. Coitado, ele foi brilhante, manteve a calma, a serenidade, da sua equipa através da meditação. Deu a sua parte aos rapazes e mal nutrido, ficou em pior situação.

Este caso deve servir de exemplo para as famílias, para as escolas e outros serviços, para a Igreja, para a classe política. Não se pode passar a vida a discutir, a descredibilizar o trabalho feito. É mau, ninguém ganha! De uma forma ou de outra todos perdem! Por isso, se estamos entalados não é por acaso.

 Num programa qualquer, alguém disse; Consideram o Eça um visionário? A sua escrita é atual? Não! A mesma pessoa afirmava, o Eça não foi visionário, o Eça, grande escritor, falava dos problemas do seu tempo, e se hoje são os mesmos, isso quer dizer que o ser humano não mudou nada! 

Fiquei feliz com o desfecho, muito feliz mesmo. Espero que após uma análise verdadeira, apurada e cuidada de todos os movimentos ali passadas, um realizador de cinema, um que seja bom, transponha o resgaste dos Javalis Selvagens para o cinema!

PN
9/ 6 / 18
Nota: É  preciso frisar a importância das terapias orientais, usadas concomitantemente com a medicina convencional.  Nós estamos demasiado agarrados a uma vertente que tem dado provas de que é altamente falível ; há  medicamentos que provocam a própria morte. A medicinas alternativas fazem-me lembrar as energias alternativas; mais limpas, menos tóxicas, menos poluentes. Este é  outro ponto a meditar.