São bruxas com dentes de riso cínico;
monstrinhas endiabradas mexeriqueiras,
com a vida dos outros naquelas bocas de tesoura,
cabeças piolhentas de invenção, abaixo de cão.
Aquelas cadelas fracas derrapam a velocidades sem freio
Não existe reciclagem que as salve, cérebros acéfalos …
Limitam-se a consumir livros e mais livros, numa sofreguidão
sem nenhuma expressão;
e não limpam o pó preto dos móveis, das estantes, das
cadeiras, do chão
Sopram a poalha granulada das mesas, para cima;
com sorte o gato sai da história e lambe por engano os
ácaros de dentes afiados,
continuam as leituras, olhos em bico, olhos
traiçoeiros, a instruírem-se; as ratazanas;
é moda, é elegante;
verniz pelintra rachado
Ler e arrotar com a boca podre de satisfação;
adoram autores, livros e livrarias, basta um mexerico
e as baratas tontas correm
em todas as direções, elas querem avidamente saber!
De repente o livro
jaz abandonado sobre a secretária
Armadas em doutoras cultas, à procura de histórias do alheio,
a dar palpites sabedores e a trepar a vedação para o
desconhecido, que atrevimento!
Ignorantes, carregam
um poço de miséria às costas, cujas águas cheiram muito mal
Revestem-se de falso brilho, deslizam com língua de cobra a
cada canto, tudo para chegar em lugar primeiro;
a tentar seduzir com aqueles olhos bicudos de enxofre e
maldade pura;
maldade crua mas bem camuflada
à mais incauta das criaturas inocentes
E, lá andam sobre os andaimes, a esconder as dívidas que
lhes vergam a espinha;
Convencer através da indumentária faustosa e a lixeira a vir
bater-lhes à mão...
Puta que as pariu, negra sorte cruzar-se com semelhantes entes;
ratoeiras
Infestam o ar com o bafo daquelas vozes desengonçadas, mal
resolvidas, altifalantes
Traiçoeiras, tiranas, acham-se senhoras, madames, rainhas;
É ver aquelas mosquinhas babarem felizes, a estremecer de
gozo
Enfartadas na própria aleivosia e ignorância…
Assaltam as ideias dos outros e vendem como sendo propriedade
sua,
dão ordens contraditórias, chafurdam na lama … e é tudo o
que sabem fazer!
Coitadas!