(Imagem raptada da Net acerca da vida das Ninfas)
Puseram-se em fuga
seres vagantes
fugidios errantes,
as vestes ?
velas pandas
sopradas na pressa da corrida
Foi na moita
ali…
que sem morosidade se despiram
impacientes ,
forma estouvada
Ósculos repenicados
na pontinha dos lábios;
depois mais longos, mais apertados
esmagados, frios, gélidos
risinhos à socapa …
No instante seguinte;
olhos nos olhos
semblante grave
é a linfa que arrebita
Bocas cobiçosas
ranhuras de mel
ou de par em par
sorvidas uma na outra
Línguas roçadas
bêbadas em festa
Dentes alvos e puros
Monumentos megalíticos;
Construção dura,
saliente
mais a polpa, dentina e esmalte
Ciosos de cerimónias afagadas
Banquete assaz apetecido
Mãos quentes
sob as vestes percorrem uma e outra perna
É a falésia a chamar
almas
O peito sobe e desce mais pulsado
Cabelos esgaçados, puxados
entre ávidos dedos…
Vagidos assomam da cave
do velho tronco centenário;
raízes amadas….
Montanhas assaltadas
mamilos eriçados e furtados
a habilidades mestres e macias, facilmente soldáveis
ao relento
d’uma qualquer tarde abrasiva;
o pudor é silenciado
o medo posto de lado
o pecado abre pernas desavergonhado
O ardor febril
Torna o assalto à
medida da vontade
pele roçada , esmagada , beliscada
Há regatos abertos
filamentos viscosos de lava
escorrem morosamente
mel que se desprende do vazadouro
languidamante…
e é a boca que o vai chupar, lamber
o rosto lambuzar…
Há rosas atrevidas
desprendidas ….
pintam paisagem
lascivas
constroem histórias
verbalizam numa linguagem despudorada
desfiles de fantasias ,
loucuras a serem
perpetuadas
no jardim das delícias.
PN
