Da tua boca não nascem rosas
Lamento dizer-te …
Toco a “excelência”de um ser
e o respingo é cáustico, áspero…
Índole mesquinha, alegoricamente obtuso
encrespado, abjecto, astuto
Sucedem-se birras conforme a utilidade,
complementadas com esgares,
momice imprópria para um homem de pelo na venta
Fica mesmo ridículo, feio, já te disse…
mas não escutas e foges dos espelhos!
Examino minuciosamente a representação ágil;
treino de disfarces; peças para resguardo do rosto
Brincas com os incautos, desvias a atenção dos mais
atentos,
enganas os pobres
de espírito…
Trapaceiro e manipulador!
Os outros? Os outros são iguais a ti e também se servem
de ti!
agarram os ventos
que correm oportunos… usam-se uns aos
outros;“prostituição” consentida…
Dono de um ego; um batalhão de soldados, que satisfazem
os teus desejos, vontades e pulsões primárias,
o “conselheiro” que devia cochichar aos teus ouvidos
a atenção a dar
aos valores morais e culturais, compraste-o!
Tens praticamente todos nas mãos, olha que obra medonha!
A corda bamboleia sob o peso estúpido dos teus pés…
Trôpego, e desastrado lá consegues fazer o teu número;
Já não sei se me chega aos tímpanos
copiosos aplausos
ou uma amalgama de assobios, vaia, ou troça;
ou dissimulam para te agradar
És dono de títulos "nobiliárquicos",
vives num castelo rococó de pó, gigantes de bolor trepam
as
paredes…e teias
imóveis já sem nenhum vigor; pardas e sujas
Há uma ovelha do rebanho, novinha,
abandonada à sua sorte que vai pedir-te socorro:
- Pai, para que lado devo seguir?
- Vá poe-te a andar daqui, procura o teu grupo! – ordena
trovejante
- É que não vejo ninguém, pai, não sei onde estão… -
responde
desanimada
- Quero lá saber!
Não me incomodes, o meu grupo sei onde está!
( É o mesmo que dizer a um incapacitado,
numa cadeira de roda, levanta-te e anda)
Como? Por acaso és um deus? Nunca te vi fazer milagres!
Sei que és mestre na mentira, exímio na arte da manha
A tua ambição ultrapassa-te;
esmagas cabeças, entortas vidas, especialista em lavagens
cerebrais… e artista na tontice
“ Cospes no prato onde comeste …e voltas a comer no prato
que cuspiste”
Contratas idiotas e cegos para desviarem quem vai no seu
caminho em paz, semeias o caos
Espera pela tempestade, tarde ou cedo abater-se-á sobre a
tua soberania.
Entretanto, segues e trincas pessoas sem nenhuma
comiseração;
Um sorriso “santo” nos lábios e um pedido de “desculpas”
“natural”
A falta de limpidez chega à cave das tuas entranhas
Eu sou a pedra que desejarias fora do teu paraíso de
fantochada!
Desgraçadamente estou sob o teu domínio…
Incomodo? Pois sim!
É pena, porque também eu sofro, com tão abominável
figura.


