Jovem, sexo feminino, noiva. Namorar é bom, um festival de emoções; dialogar, rir, acarinhar, abraçar, beijar . Estar apaixonada é ver brilhos à nossa volta. dá imenso gozo ter asas nos pés, porém, é necessário assentar, baixar à terra, o racional também tem voz. Somos simultanamente cigarras e formigas. Entre as duas devia existir harmonia, podemos ser um bocadinho mais racionais ou mais sonhadoras, sem muita discrepância. É precisamente na altura do namoro que ambos têm a oportunidade se conhecer. Não vale a pena queimar etapas, portanto, saber se o outro encaixa mesmo em nós; boicotar, mentir, enganar ou forçar vai ser o maior erro, mais à frente vamos pagar um preço, vão suceder chatices inultrapassáveis, em vez da relação correr bem, vai correr mal e a felicidade desmorona-se. A teimosia não é boa conselheira, insistir para quê? O que hoje parece que resulta, posteriormente não vai acontecer assim. Conheci uma senhora que quando casou, entendeu que havia de convencer o marido a frequentar a igreja, aquela situação fazia-lhe impressão, insistiu tanto que o massacrou e não resultou. O marido já faleceu , porém, na reta final agarrou-se a Deus, pediu à empregada que fizesse segredo por tê-lo apanhado a rezar o terço, para que a mulher não tivesse conhecimento.
Apesar de estar na casa dos vinte anos, não me encaixo neste padrão da grande massa de jovens. Para começar, tenho um pai e uma mãe, estão presentes, ativos como pais. Fui habituada desde tenra idade a colaborar, a ajudar nas lides domésticas. Afinal, somos uma família; "um por todos e todos por um". Apesar de sermos duas filhas, o meu pai faz de tudo em casa. Isso foi esclarecido com o meu noivo desde o início. Vamos supor que cada um de nós faz o que mais gosta, eu adoeço e fico de cama. Ele não sabe cozinhar, vai contratar alguém para cozinhar? uma despeza sem necessidade nenhuma! Ou ia pedir socorro à minha mãe ou à minha irmã. Incomodá-las com questões do casal?domingo, 10 de setembro de 2023
Confissões de mães ou quase
Por isso, realço; aproveitamos o namoro para saber os hábitos, os costumes de cada um, filosofia de vida, a cultura, como somos no trato, que brincadeiras gostamos mais de fazer, como nos enervamos, como perdemos a cabeça, como reagimos à ofensa, aos ferimentos ou mágoas . Não há testes, isso não se faz a ninguém. Tive tempo para saber quem é o homem que amo, tal como me dei totalmente a conhecer.A transparência é fundamental . Depois quisemos saber mais e passamos à fase mais exigente; o noivado, nas férias estamos juntos em casas alugadas para experimentarmos como será uma vida a dois e assim vamos prosseguir até termos mais certezas se queremos dar o nó. Ambos desejamos ter dois filhos, independentemente do sexo. Está previsto comprar o nosso ninho já a pensar e preparado para os receber, depois de casar, não pretendemos esperar muito, porque se isso sucecer, daqui a anos, os filhos vão ser muito novas ainda e nós muito velhos e não vamos ter tempo de vida para assistir ao desenrolar das suas vidas. Gostaríamos muito de desfrutar dos netos. Ele apresentou-me a família, eu apresentei a minha. Convivo com a minha e com a dele, não toda, nem eu nem ele. Só a que nos recebe bem e vice versa. Ele tornou-se próximo de alguns amigos meus e eu dos dele. Tem sido muito bom. Não me atrevo a afirmar que é para a vida toda, pode até ser. Gostaria que fosse. E vejo que ele também. Existe uma grande amizade entre nós. Somos muito cúmplices. No dia que faltar a amizade, o sentimento que nos une começa a perder força, porque depois virá a falta de respeito e é uma questão de tempo até o ponto final. Não vou pensar nisso agora, nem fazer previsões idiotas, é um dia de cada vez mas torna-se assustador ao que assistimos, demasiados casamentos à pressa e com a mesma rapidez que se casam, com a mesma rapidez se desfazem. Somos jovens e por isso muito naturalmente vão suceder imensos episódios agradáveis e desagradáveis , espero que possamos enfrentar o que vem por aí, ombro a ombro.. É nos momentos de provação que melhor ficamos a saber quem é verdadeiramente o outro e o outro, julgará o mesmo de nós. Penso que o que nos une é durável. Interessa o que sentimos um pelo outro e eu sou apaixonadíssima por tudo isto que estou a viver com ele.
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