1% dos mais ricos do
mundo concentram já mais riqueza que os restantes 99% por cento do planeta.
Alerta da Organização
Oxfam que pede medidas urgentes e concretas aos governos para travar esta
desigualdade crescente, a começar pelo fim dos paraísos fiscais.
A riqueza dos
mais ricos aumentou 44% desde 2010, enquanto a riqueza dos mais pobres diminuiu
41%.
Um mundo desigual cada
vez mais marcado pelo fosso entre ricos e pobres. É que é de cifrões ou da
falta deles que se fala. A organização não governamental, Oxfam quantifica esta
distancia também em números:
Pela primeira vez em
2015, 1% mais ricos do mundo têm mais riqueza que os restantes 99% da
população.
“ Não estamos a falar aqui numa questão de pobres e ricos, nós neste
momento já temos uma situação que é os mais ricos entre os ricos contra o
conjunto da sociedade.”
Carlos Farinha
Rodrigues, professor universitário, especialista em desigualdades, afirma que
este fosso tem consequências concretas:
“ As desigualdades na
distribuição da riqueza e no rendimento, são hoje um entrave ao desenvolvimento
económico, a concentração da riqueza num conjunto muito restrito de pessoas
acaba por desviar recursos que poderiam ser utilizados para a melhoria da
sociedade, a melhoria das condições de vida das pessoas”
O relatório divulgado
muito recentemente pela Oxfam, organização britânica que trabalha no combate à
pobreza, faz um desenho; em 2010 havia 388 multimilionários que tinham a mesma
riqueza do que metade do resto do mundo. Cabiam num avião. Em 2014, o número
ficou ainda mais concentrado, 80 pessoas, já bastava, um autocarro de dois
andares. Em 2015, apenas 62, um autocarro negrice detêm tanto dinheiro como
metade da população mundial; 3,5 mil milhões de pessoas. A riqueza dessas 62
pessoas cresceu 44% desde 2010, antes que estes multimilionários caibam dentro
de um táxi, a Oxfam internacional exige que sejam tomadas medidas concretas,
como o fim dos paraísos fiscais por onde passa quase sem pagar impostos grande
parte da riqueza mundial.
“ Uma parte significativa
destas fortunas em termos relativos paga menos impostos que um trabalhador que
no dia a dia, executa as suas tarefas. Já não há dúvidas quanto ao que esta
concentração de riqueza significa. Os dados estão aí, todos os dias a
demonstrá-lo. Falta vontade política”.
Recados para mais um
fórum económico mundial em dados que começa esta quarta feira ( já começou a
semana passada)
Telejornal da RTP1


