Acordo, encontro-me numa sala linda...Uma beleza rara...que causa tédio...Apaga a inspiração de uma musa bem intencionada.
Os meus olhos vislumbram uma construção antiga. Reporta-me imediatamente a um filme de terror...Um túmulo sem um raio de sol, a própria morgue!? Feito de pedra dura com uma arcada românica,bem atarracada...até já rocei ali os meus cornos...
Lá mais adiante edifica-se majestosamente um templo pré-fabricado, muito apropriado para os pupilos...eficaz para a distracção, sem infra-estruturas próprias...
Mas em compensação muito ventilado...tão arejado que o vento quando sopra louco... rouco, prolongado e forte galga, trepa a galope para dentro e levanta folhas, roupas e cabelos...
Os cortinados curtos afunilam no rosto da criançada...e do lado de fora outros meninos bem comportados,instruídos, educados...muito intrometidos metem o nariz na ceara alheia,que é como quem diz...onde não são chamados....
Assim perturbam a lição aos rugidos, numa autêntica arruaça...numa linguagem ininteligível!
Fazemos uma , duas, três ...pausas forçadas.
Dentro há os que mordem a língua,porém, tentam refilar.
Chovem advertências e chamadas de atenção!
Entretanto, perdemo-nos todos...e encontrar o fio à meada?
Mas somos todos mestres na arte de compreender, de educar...actores fabulosos,substitutos dos criadores e até conseguimos mostrar dotes que não possuímos; desde bons psicólogos,excelentes pedagogos, educadores exímios... heróis à força...forçados a entrar numa guerra que negamos, que não desejamos, que não compramos, sem sentido,cruel e injusta...
E qual é o principal culpado, o arguido,o acusado de todos os crimes?
